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Senasp lança licitação inédita para formação de pilotos de helicóptero para forças de segurança

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Brasília, 11/3/2026 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), lançou licitação para a contratação de serviços de ensino destinados à formação de pilotos de helicóptero, contemplando diferentes níveis de qualificação. O edital de Licitação nº 90034/2025 foi assinado nesta quarta-feira (11) e está disponível no portal ComprasSusp.

A diretora do FNSP, Camila Pintarelli, ressalta que a formação de profissionais da aviação é essencial.

“A aviação de segurança pública exige profissionais qualificados e planejamento de longo prazo. Ao promover uma formação estruturada de pilotos, ampliamos a capacidade de resposta do Estado em operações críticas e fortalecemos a integração entre as instituições que protegem a sociedade”, afirma.

Como é a formação

A licitação prevê a formação completa de pilotos de helicóptero, contemplando todas as etapas essenciais para a qualificação. O processo inclui a obtenção das licenças de Piloto Privado (PP) e Piloto Comercial (PC), níveis fundamentais de habilitação.

O programa também oferece especializações técnicas avançadas, como o treinamento em Voo por Instrumentos (IFR) — que credencia os pilotos a operar aeronaves com segurança em condições meteorológicas adversas ou de baixa visibilidade — e o Treinamento de Procedimentos de Emergência (TPE), voltado ao desenvolvimento de competências para a gestão de situações críticas durante o voo.

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A iniciativa é inédita na aviação voltada à segurança pública no Brasil. A formação integrada de pilotos permite que agentes de diferentes órgãos — como polícias, corpos de bombeiros e outras instituições aéreas — recebam treinamento padronizado e alinhado às necessidades operacionais do Estado.

Esse modelo fortalece a interoperabilidade entre corporações e aumenta a eficiência das operações aéreas em segurança pública, defesa civil e atendimento à população.

A ação também está alinhada a uma visão estratégica de longo prazo, formando profissionais capazes de operar helicópteros em missões complexas, muitas vezes em áreas remotas ou em cenários de emergência e calamidade.

Plano AMAS

A iniciativa está alinhada ao Plano AMAS – Segurança e Soberania, estratégia voltada à ampliação da presença e capacidade operacional do Estado em regiões sensíveis. O fortalecimento da aviação de segurança pública é fundamental, pois permite deslocamento rápido, maior alcance territorial e capacidade de resposta imediata.

Helicópteros operados por equipes treinadas podem atuar em patrulhamento, transporte de grupos especializados, resgate aeromédico, apoio a operações policiais, combate a incêndios florestais, monitoramento de fronteiras e resposta a desastres naturais.

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A formação estruturada de pilotos amplia a capacidade operacional das forças de segurança e fortalece a integração entre órgãos e níveis de governo.

Fundo Nacional de Segurança Pública

A medida reforça o papel do Fundo Nacional de Segurança Pública como instrumento para financiar projetos estratégicos que fortalecem a capacidade das forças de segurança. Ao direcionar recursos para qualificação profissional e modernização operacional, o fundo contribui para uma estrutura mais robusta, eficiente e preparada para enfrentar os desafios da segurança pública.

O resultado esperado é um sistema de aviação pública mais integrado e capaz de atender às demandas da sociedade em todo o território, em operações de segurança, missões humanitárias ou ações de apoio à população.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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