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Seminário promovido pela SBPC e ABC debate propostas para o futuro da C,T&I no Brasil

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta quinta-feira (22), da abertura do seminário “Vozes da Ciência: Contribuições para a Estratégia Nacional e Plano Decenal de CT&I 2026–2035”. O evento é uma iniciativa conjunta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e  Academia Brasileira de Ciências (ABC) e ocorre de forma remota até esta sexta-feira (23), marcando o início de um esforço coletivo para traduzir em políticas públicas as principais recomendações da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5ª CNCTI), reunidas no Livro Violeta. 

“Esse é um espaço vital de desdobramento dos debates da 5ª CNCTI, um passo importante para darmos materialidade às propostas, às diretrizes e aos caminhos que foram traçados ali naquele evento”, disse a ministra Luciana Santos, durante sua explanação.

5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

Realizada em 2024, a Conferência Nacional promoveu debates e apontou desafios como a garantia de financiamento, o combate às disparidades regionais, a formação de recursos humanos, a inclusão e a diversidade, o fortalecimento do sistema nacional de ciência e tecnologia e o enfrentamento de temas como mudanças climáticas, transição energética, transformação digital e justiça social.

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“Os resultados da conferência, que estão sintetizados tanto no Livro Violeta quanto no Livro Lilás, são o alicerce para construirmos esse futuro”, enfatizou Luciana Santos.  

A ministra completou que a partir das publicações será desenvolvido um sistema democrático. “Vamos junto com vocês todos, a partir da contribuição de cada agente do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, caminhar para transformar propostas, ideias e diretrizes em ação concreta, num processo contínuo de construção democrática”, concluiu a ministra.  

Para o presidente da SBPC, Renato Janine, a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação deu uma importante contribuição para pensar o futuro do Brasil.

“Estamos ansiosos para que o Livro Violeta, o Livro Lilás, toda a documentação entregue à ministra desemboque o que precisa haver, como Plano Decenal, Estratégia Nacional e definição do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia Inovação”.

A abertura do evento contou ainda com a participação de Helena Nader, presidente da ABC; Sérgio Rezende, presidente de honra da SBPC; Francilene Garcia, vice-presidente da SBPC e coordenadora da Subcomissão de Sistematização e Documentação da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5ª CNCTI); e do deputado Ricardo Barros, presidente da Comissão de CT&I da Câmara dos Deputados.

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Programação

O seminário “Vozes da Ciência: Contribuições para a Estratégia Nacional e Plano Decenal de CT&I 2026–2035” está organizado em oito mesas temáticas, que abordam desde o financiamento à ciência básica até a comunicação pública da ciência. Os debates também tratarão da formação de recursos humanos, mudanças climáticas, combate à pobreza, inovação e o papel estratégico das unidades de pesquisa federais.

O evento está sendo transmitido através do canal da SBPC no YouTube e é aberto a todos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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