BRT x VLT

Secretário vê dados inconsistentes e relatórios evasivos; Juarez reafirma necessidade de plebiscito por modal

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Secretário de Mobilidade avisa que a Prefeitura irá acionar o Estado por causa da audiência pública

FERNANDA LEITE

Davi Valle

Presidente do Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e secretário de Mobilidade Urbana do Município, Juares Samaniego, votou contra o relatório elaborado pelo prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, a favor da implantação do Bus rapid transit (BRT).

A reunião do Conselho Deliberativo Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá – (CODEM/VRC) –  ocorreu nesta quarta-feira (12)  e o relatório apresentado foi aprovado por 13 a 4 e 2 ausências. Conforme o secretário, a reunião estava “desenhada”. “Mantive meu voto contra porque o material apresentado para consulta pública foi inconsistente,  os requisitos formulados na reunião foram novamente respondidos pelo  arquiteto Rafael Detoni, que trabalha na Sinfra – Secretaria de Infraestrutura – e foram evasivas”, criticou ele.

O secretário de Mobilidade  avisa que a  Prefeitura irá acionar o Estado por causa da audiência pública, devido às falhas e cortes nas falas de quem demonstrava  os pontos negativos do B RT.

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“O posicionamento de Cuiabá e do Comitê é pela  anulação da audiência pública, que mais falou das questões jurídicas do VLT e não sobre o BRT. Afinal não existe projeto do BRT.  Defendemos o plebiscito e o debate para que se tenha o melhor modal para Cuiabá e Várzea Grande. Foi uma audiência direcionada. Fizeram uma explanação jurídica do VLT de quase uma hora que não é parte do tema e os questionamentos técnicos foram só dois minutos – concordo com as 35 indagações embasadas na   Consulta Pública – VLT Cuiabá-Várzea Grande Estudos do BRT, que são inconsistentes. O que posso dizer é, estamos pegando o bonde andando e essa discussão tinha que ter sido desde o início e não somente dois minutos para questionar um investimento de R$430 milhões. Como o Governo chegou nesse valor, já que que não tem o projeto executivo de estudo de viabilidade econômica e financeira? Investimento no projeto baseado em estudo técnico econômico em que Cuiabá e Várzea Grande não participaram deste estudo de trabalho. É muito difícil defender a causa em dois minutos”, pontuou.

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Juares também é membro do Conselho Deliberativo Metropolitano do Vale do Rio Cuiabá (Codem),  porque é  presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MT).

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