Nacional

Secretaria-Geral da Presidência participa de encontro internacional de vozes afrodescendentes rumo à COP30

Publicados

em

O ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República, participou nesta sexta-feira (30), em Brasília, do II Encontro Internacional de Vozes Afrodescendentes da América Latina e Caribe Rumo à COP30. O evento reúne lideranças e organizações afrodescendentes de 16 países da América Latina e do Caribe, com o objetivo de fortalecer a atuação política dessas comunidades na agenda climática global.

Organizado pela Coalizão Internacional para a Defesa dos Territórios, Meio Ambiente, Uso da Terra e Mudanças Climáticas dos Povos Afrodescendentes (CITAFRO), em parceria com a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), o encontro busca construir estratégias para garantir uma participação qualificada dos povos afrodescendentes na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em novembro deste ano, em Belém, no Pará.

Durante sua fala, o ministro Márcio Macêdo ressaltou a importância da escuta ativa e da participação social na construção das políticas públicas voltadas para o enfrentamento das mudanças climáticas, destacando o protagonismo do Brasil na realização da próxima conferência.

“A COP30 é um evento da ONU, criado pela ONU, realizado pela ONU. A ONU escolheu o Brasil pela força e articulação do presidente Lula, e o presidente Lula escolheu a Amazônia, e Belém, a capital da Amazônia, para sediar a COP30. Uma iniciativa inédita também, que inverte as prioridades: em vez de as pessoas estarem falando da Amazônia e das florestas, é a Amazônia que vai falar para o mundo. Os povos da Amazônia e os povos brasileiros vão falar para os povos que vivem nas florestas, ao redor das florestas e nas periferias das grandes cidades, que muitas vezes não têm espaço nem voz para apresentar seus desafios”, afirmou o ministro.

Leia Também:  CPI da Pandemia ouve depoimento do ex-secretário-executivo do MS, Elcio Franco

“Governo para todos”

Márcio Macêdo pontuou ainda que os povos tradicionais e comunidades historicamente marginalizadas, como os quilombolas e as populações negras urbanas e rurais, precisam ser ouvidos e reconhecidos como atores fundamentais na formulação de soluções sustentáveis e justas para o planeta. “Esses grupos, que vivem muitas vezes em territórios insalubres, são as principais vítimas das mudanças climáticas. E por isso é fundamental garantir que tenham voz nos espaços de decisão”, acrescentou.

Também foi abordada pelo ministro, o contexto social e histórico do Brasil, afirmando que o país precisa enfrentar com seriedade as desigualdades estruturais herdadas de um passado escravocrata e discriminatório. “Nós somos um país continental, que voltou a ser a oitava economia do mundo no governo do presidente Lula. Um país líder do nosso continente, mas que carrega uma história escravocrata, patrimonialista, machista e preconceituosa. Isso é algo que temos que enfrentar todos os dias, a cada hora”, declarou.

Outro destaque de Macêdo, é que a desigualdade no Brasil tem localização e cor, e que o governo federal está comprometido com uma agenda de reparação histórica e justiça social. “Somos um país em que tudo é desigual, e essa desigualdade tem localização geográfica, confundindo-se com as periferias das cidades. Tem definição étnica e racial: a maioria dos irmãos e irmãs pretos e pretas, pobres e trabalhadores do nosso país. Esse é o desafio que temos que enfrentar, e o presidente Lula tem compromisso com essa mudança. Ele compreende que o governo é para todos, mas com prioridade para aqueles que mais precisam da presença do Estado e da reparação pelo que foi feito aos africanos e seus descendentes no Brasil”, concluiu o ministro.

Leia Também:  Governo do Brasil lança política nacional para combater a manipulação de resultados esportivos

Comprometimento 

Para a participante do encontro e integrante nacional da CONAQ, Sandra Maria da Silva Andrade, falou sobre a importância da presença do ministro da Secretaria-Geral no evento. “A presença do ministro Márcio Macêdo, hoje, no nosso evento da Coalizão dos Afrodescendentes da América Latina e Caribe mostra que o governo está comprometido com os quilombolas. Então, a gente espera que essa vinda do ministro possa fortalecer as reivindicações dos afrodescendentes da América Latina e Caribe para a participação na COP30”, concluiu.

O evento reúne lideranças do Brasil, Colômbia e Equador. Entre as organizações participantes estão a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Geledés – Instituto da Mulher Negra, e o Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT).

Os participantes do do II Encontro Internacional de Vozes Afrodescendentes da América Latina e Caribe Rumo à COP30, entregaram para o ministro da Secretaria-Geral, um documento que reuni um conjunto de propostas da população afrodescendente para a COP 30

O encontro representa um passo importante rumo à COP30, ao assegurar que as vozes afrodescendentes sejam ouvidas e valorizadas no debate climático internacional, fortalecendo a justiça ambiental e a equidade social como eixos centrais da transição ecológica.

A secretária nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas, Kenarik Boujikian, e o diretor das Mesas de Diálogos, Jarbas Silva, também participaram do evento.


 Instagram ●  Twitter ●  Facebook ●  YouTube ●  Flickr

Fonte: Secretaria-Geral

COMENTE ABAIXO:

Nacional

Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha

Publicados

em

Por

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.

Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.

Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.

No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.

Leia Também:  Governo do Brasil lança política nacional para combater a manipulação de resultados esportivos

O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.

Parcerias estratégicas

O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.

Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.

Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.

Leia Também:  Ações de associações nacionais de aposentados devem derrubar Reforma da Previdência no STF

A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.

Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


 Instagram ●  Twitter ●  Facebook ●  YouTube ●  Flickr ●  LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA