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Secretária-executiva do Ministério das Mulheres debate orçamento em audiência pública na Câmara dos Deputados

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Nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, foi realizada a audiência pública na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) na Câmara dos Deputados, com a participação da secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Maria Helena Guarezi, e de representantes dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e do Planejamento e Orçamento (MPO). Proposta pela deputada Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), a audiência discutiu sobre o orçamento destinado às mulheres e a dificuldade na aplicação nas políticas públicas de longa duração. 

Na ocasião, Maria Helena Guarezi analisou os recursos destinados à pasta  nos últimos orçamentos federais. Segundo ela, o orçamento inicial em 2023 foi de R$ 48 milhões. Em 2024, esse valor  triplicou e ultrapassou R$ 208 milhões, e a previsão para este ano é de R$ 240 milhões.

 Guarezi, no entanto, considera esses valores insuficientes diante dos desafios da área, ressaltando a importância da parceria de estados e municípios com a união na execução dos programas. “A construção de uma Casa da Mulher Brasileira em uma capital custa R$ 19 milhões e leva dois anos. Temos recursos para infraestrutura e equipamentos, mas a manutenção e o custeio dependem da parceria com os entes federativos”, explicou.

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Atualmente, há dez Casas da Mulher Brasileira em funcionamento e outras sete com previsão de inauguração em 2025. A secretária-executiva também apontou dificuldades na distribuição de bens adquiridos com os recursos disponíveis, citando como exemplo os absorventes, que, apesar de comprados, não chegam às mulheres que precisam. 

A secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila Santana de Carvalho, ressaltou que nos últimos anos houve avanços como a nova legislação sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), que estabeleceu um mínimo de 5% para medidas de enfrentamento à violência contra a mulher. Para a secretária, há espaço para melhoria e ampliação de políticas como a implantação de mais unidades móveis de atendimento às mulheres, salas de acolhimento em delegacias e investimento em instituições de segurança pública para mudança do “cenário de violência sistêmica”, que ela aponta.

Cenário de violência 

Maria Helena Guarezi evidencia o cenário de violência que as mulheres sofrem no trabalho. “Não há uma parlamentar, uma mulher em ministério ou em um alto cargo, até mesmo no setor privado, que não tenha passado por algum tipo de violência, seja política, psicológica ou física”, lamentou. Guarezi destacou ainda que a situação das mulheres negras é “ainda mais alarmante” e defendeu a inclusão de políticas públicas específicas para esse grupo no Orçamento federal.

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A deputada Professora Luciene Cavalcante complementa que o cenário de violência doméstica no país é preocupante. “O Brasil precisa de fato enfrentar essa dura realidade, sobretudo quando a gente olha para a violência doméstica, a violência que ocorre dentro de um espaço que deveria ser o espaço de proteção da família. Quase 80% dessas violações ocorrem dentro desse espaço, onde a produção de prova é mais difícil, onde a relação econômica pesa muito”, constatou a deputada.

Confira a audiência pública:

Fonte: Ministério das Mulheres

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CNPq divulga resultado preliminar do 2º Prêmio Mulheres e Ciência

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou, nesta segunda-feira (9), o resultado preliminar do 2º Prêmio Mulheres e Ciência, iniciativa que reconhece e valoriza a contribuição de mulheres para o avanço da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. O Prêmio é realizado em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Ministério das Mulheres, o British Council Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.

Nesta segunda edição, o Prêmio recebeu o total de 684 inscrições e contemplou quatro categorias voltadas ao incentivo de jovens mulheres, ao reconhecimento de pesquisadoras em diferentes estágios da carreira científica e à valorização de instituições comprometidas com a promoção da igualdade de gênero no sistema nacional de ciência e tecnologia.

A principal novidade deste ano é a categoria Incentivo, voltada a jovens de 15 a 29 anos participantes do Programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres. A nova categoria busca inspirar meninas a seguir carreiras nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), valorizando a transformação pessoal e social promovida pela educação científica.

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 Confira o resultado preliminar do 2º Prêmio Mulheres e Ciência:

Categoria Incentivo

1° lugar – Lara Dourado Borges – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES)

2° lugar – Raíssa da Luz Rangel – Instituto Federal da Bahia (IFBA)

3° lugar – Laíza de Almeida Bride – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES)

Categoria Estímulo

Ciências da Vida:  Leticia Couto Garcia – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Ciências Exatas e da Terra, e Engenharias:  Rita de Cássia dos Anjos – Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes: Gabriela Spanghero Lotta – Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP)

Categoria Trajetória

Ciências da Vida: Deborah Carvalho Malta – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Ciências Exatas e da Terra, e Engenharias: Teresa Bernarda Ludermir – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes: Liliam Cristina Barros Cohen – Universidade Federal do Pará (UFPA)

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Categoria Mérito Institucional

1º Lugar: Universidade Federal do Pará (UFPA)

2º Lugar: Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

3º Lugar:  Universidade Federal do Piauí (UFPI)                                       

De acordo com o Edital, as demais candidatas e representantes das instituições inscritas poderão recorrer motivadamente do resultado da avaliação, por meio de um recurso dentro do prazo de 10 (dez) dias corridos após a divulgação do resultado. O recurso deve ser enviado exclusivamente por e-mail para: [email protected], no período de 09 a 18/02/2026.

Após a análise dos recursos, o resultado final será divulgado no portal do CNPq, conforme cronograma estabelecido.

A cerimônia de premiação ocorre na sede do CNPq em Brasília no dia 5 de março de 2026.

Para mais informações, acesse a página do prêmio.

Fonte: Ministério das Mulheres

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