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Reunião da Celac discute integração da educação superior

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O Ministério da Educação (MEC) participou da Reunião Ministerial e de Altas Autoridades sobre Educação Superior da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que ocorreu em Cartagena das Índias, Colômbia, nos dias 16 e 17 de outubro. O encontro reuniu delegações de 16 países da região, além de observadores de diversas organizações acadêmicas internacionais, em especial do Espaço de Educação Superior Latino-Americano e do Caribe (Enlaces), a fim de consolidar uma agenda comum para a integração da educação superior e sua afirmação como um direito fundamental. 

Organizada pelo Ministério da Educação Nacional da Colômbia, no âmbito da Presidência Pro Tempore do país, a reunião contou com a participação de ministros, vice-ministros e autoridades da região. Representando o Brasil, estiveram presentes a coordenadora-geral de Relações Estudantis da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, Lúcia Perlanda, e o coordenador de Integração Regional e Língua Portuguesa da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) do MEC, Gustavo Servilha. 

O evento teve como objetivo fortalecer a integração da educação superior como direito fundamental na América Latina e no Caribe, além de debater temas como educação para a paz; democracia; integração social; internacionalização; mobilidade acadêmica; multilinguismo; garantia de qualidade; soberania científica; solidariedade; e cooperação sustentável. 

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A reunião culminou na elaboração de um plano de trabalho (Hoja de Ruta) para viabilizar as questões propostas e fomentar o debate contínuo entre ministros e a comunidade acadêmica sobre a educação superior e a integração social. As conclusões desse encontro foram integradas à Declaração Final, que somará a Declaração da Cumbre de presidentes, a ser realizada em novembro de 2025 em Santa Marta, Colômbia. 

Reunião de Seguimento Segib – Previamente ao encontro, no dia 15 de outubro, foi realizada em Cartagena a Reunião da Comissão para a Promoção e Desenvolvimento da Agenda Ibero-Americana de Educação Superior 2025-2026, sob os auspícios da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib), com apoio do Ministério da Educação da Colômbia. Representantes do Brasil, do Chile, da Colômbia e da Espanha discutiram temas como mobilidade acadêmica; reconhecimento de títulos; e garantia de qualidade na educação superior. Essa comissão continuará suas reuniões até a Cúpula Ibero-Americana de Presidentes, prevista para 2026. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da AI/MEC 

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Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.

“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.

Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.

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Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.

A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.

Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.

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Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.

Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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