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Retomada das obras do IFMT em Várzea Grande vai potencializar o Parque Tecnológico

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UMA DECISÃO DE RESPEITO

Kalil Baracat enalteceu decisão do ministro da Educação, Milton Ribeiro e agradeceu o empenho dos senadores Wellington Fagundes e Jayme Campos

Várzea Grande vai dar mais um significativo passo na consolidação do Parque Tecnológico que reunirá indústria, empresas e um polo educacional em um centro de excelência que visa fomentar a geração de emprego e renda, além de atender a demanda de setores da economia como agronegócio, comércio e a indústria.

Cumprindo agenda oficial, o ministro da Educação, Milton Ribeiro e o prefeito Kalil Baracat, visitaram as obras paralisadas do Campus Avançado do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT). Na ocasião, o ministro teceu duras críticas à paralisação de obras como esta, que segundo ele tem condições de transformar o Brasil e a vida das pessoas e anunciou investimentos iniciais da ordem de R$ 16 milhões para reiniciar e concluir as mesmas.

Acompanhados pelo senador Wellington Fagundes, relator para a Educação, no Orçamento Geral da União (OGU) para 2022, Kalil Baracat frisou que: “É importante investir em nossos jovens, principalmente com uma instituição respeitada no cenário nacional. Estamos gratos com a visita do ministro e o anúncio da retomada desta obra, pois quem ganha é Várzea Grande e a região metropolitana e sua população, além da possibilidade de se capacitar mão de obra para o exigente mercado de trabalho”.

O Ministro de Estado da Educação, Milton Ribeiro na visita destacou que uma obra parada por tantos anos é bem preocupante, pois deteriora o patrimônio, além do desperdício com dinheiro público. “Em 1 ano e meio, já terminamos 1.520 obras que estavam paradas em um universo de 4 mil. Isso significa que são três obras e meia sendo concluídas por dia. Não temos dinheiro para desperdiçar. Nossa gestão é séria, a composição do MEC é a melhor, todos têm perfis técnicos e desenvolvemos um trabalho harmônico de transparência em benefício do cidadão. Minha missão é contribuir e servir a nação, vou devolver ao Brasil minha contribuição de vida. Hoje assumo o compromisso de finalizar a construção do campus de Várzea Grande”, sublinhou. O ministro pontuou que na pandemia os protagonistas foram os profissionais da saúde, já a pós pandemia, professores e profissionais da educação serão grandes protagonistas.

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O senador da República, Wellington Fagundes destacou que a retomada da obra é feita por fundos do Ministério da Educação e informou ainda seu apoio ao IFMT na conquista de R$ 5 milhões da SUDECO para a implantação dos Centros de Vocação Tecnológicas (CVTs) da Amazônia e do Pantanal, a SUDECO inclusive iniciou a tramitação dos projetos para transferência de recursos.

O reitor do IFMT, Júlio Santos reforçou o trabalho em equipe, da Reitoria e do Campus Várzea Grande para retomada da obra. Também divulgou o lançamento do edital de licitação da obra do Campus Várzea Grande. Agradeceu a parceria com a prefeitura de Várzea Grande e do Ministério da Educação para a efetivação da obra paralisada.

Nesta primeira etapa da obra serão injetados cerca de R$ 6 milhões para conclusão do saguão, biblioteca e bloco administrativo. “A segunda etapa visa concluir 20 salas de aula e 14 sanitários. A última etapa é a efetivação da infraestrutura externa, urbanização e estacionamento. O instituto desenvolve em Várzea Grande o ensino médio integrado nas áreas de edificações, logística e desenho da construção civil, além do curso superior Tecnólogo de Gestão Pública. Com o prédio concluído iremos agregar o curso superior de Arquitetura e Mestrado em Desenvolvimento Urbano. A estimativa de conclusão da obra geral é de 2 anos”, destacou o diretor-geral do IFMT Campus Várzea Grande, João Bosco Lima Beraldo.

Evandro Aparecido Soares da Silva, reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ressaltou que o Campus da UFMT de Várzea Grande deve ficar pronto em 5 meses, obra essa que ficou paralisada por 5 anos. O polo de Várzea Grande é atendido temporariamente dentro das acomodações do Campus Cuiabá. “Com a visita do ministro vamos fortalecer o apoio para mais agilidade e celeridade na obra do município. Ao todo, temos 5 cursos voltados para as Engenharias em pleno desenvolvimento, sendo eles: Computação; Controle e Automação: Engenharia de Minas: Engenharia de Transportes e Engenharia Química”, explicou ele.

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O Campus provisório do IFMT em Várzea Grande funciona em uma unidade escolar na Região Chapéu do Sol, com 11 salas de aula, 2 laboratórios de informática, 1 laboratório multifuncional, sala de professores, sala de reunião, biblioteca, salas administrativas e cantina. No Campus tem 1000 alunos matriculados em cursos regulares. O IFMT é uma instituição especializada na oferta de educação profissional e tecnológica atuando também na educação básica e superior na pesquisa e desenvolvimento em articulação com a sociedade.

O evento contou com a participação do secretário de Estado de Educação de Mato Grosso, Alan Resende Porto; prefeitos e vereadores de outras cidades de MT; equipe técnica do MEC; e representantes das instituições UFMT e IFMT e população geral.

Kalil Baracat sinalizou que Várzea Grande se encontra em uma posição geográfica privilegiada e que a chegada do Parque Tecnológico vai transformar a cidade em um berço na formação de mão de obra de excelência e atender as demandas pelos setores mais aquecidos da economia nacional como o agronegócio que hoje desponta como um dos mais importantes para a economia nacional e mundial.

“Todos os investimentos voltados para a Educação e para a consolidação econômica é essencial e fundamental e acredito e tenho a certeza de que o Brasil, os Estados e Municípios necessitam retomar obras e ações voltadas para o bem estar de todos. Não é admitido nestes tempos em que vivemos, obras paralisadas de qualquer natureza, ainda mais as públicas que visam ampliar os horizontes de oportunidades para todas as pessoas, cidades e país”, frisou o prefeito de Várzea Grande.

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Economia

Mineração movimentou mais de R$ 4,6 bilhões em um ano apenas em Mato Grosso

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Mineração tenta mudar estigmas por meio da tecnologia

JB News

Por Caroline Rodrigues

Profissionais recebem apoio das cooperativas e iniciam novos ciclos econômicos a partir da recuperação de áreas degradadas
Desatrelar a imagem do garimpo das explorações ilegais de minérios e organizar os empresários para buscar políticas públicas para o desenvolvimento da atividade são as principais dificuldades do setor mineral, que no ano passado movimentou mais de R$ 4,6 bilhões apenas em Mato Grosso, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (AMN).

O total comercializado rendeu R$ 86,79 milhões em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cofem). Desse valor, 60% é repassado para os Municípios, 30% para o Estado e 10% para a União.

E para este ano, o resultado tem tudo para ser ainda mais consistente, já que, até setembro, o valor das negociações alcançaram R$ 5,1 milhões, uma quantia 10% maior que a registrada em todo ano de 2020.
Atualmente, Mato Grosso tem 13 cooperativas de mineração filiadas ao Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso – Sistema OCB/MT -, sendo que 5 delas integram à Federação das Cooperativas Mineral de Mato Grosso (Fecomin).

Nelas, os relatórios da OCB apontam a existência de 7.184 associados, que atuam com os mais diversos produtos, que vão dos metais até argila, areia, cascalho, entre outros. Juntas, estima-se que as cooperativas gerem 8 mil empregos diretos e indiretos.

O presidente da Fecomin, Gilson Camboim, explica que a atividade legalizada está repleta de tecnologia e regras que a colocam em posições muito distantes das cenas reproduzidas na mídia e que chocaram muita gente décadas atrás.

“O conhecimento permitiu que os danos pudessem ser reduzidos e que projetos de recuperação passassem a ser aplicados com um resultado rápido. Sabemos que a extração é limitada e as áreas, depois de exploradas, são preparadas para atender outras atividades econômicas como pecuária, piscicultura e fruticultura, dando início a novos ciclos econômicos locais”, explica Camboim.

Uma outra alternativa vislumbrada por Camboim é a recuperação total da vegetação originária ou consorciada a fruticultura para o mercado de créditos de carbono. Ele acredita que com a evolução das discussões no âmbito ambiental, será uma alternativa rentável e sustentável. Contudo, um desafio será trabalhar a paciência dos garimpeiros, tendo em vista que o retorno financeiro é mais lento que da inserção da piscicultura, por exemplo.

Organização é essencial para o setor

Na avaliação de Camboim, a organização é algo importante para o desenvolvimento do setor, já que as organizações conseguem dialogar com as universidades e berços da tecnologia, bem como como instituições e órgãos governamentais, como objetivo de dar mais celeridade aos processos, bem como reivindicar políticas públicas para o setor, como os de fomento, que já são realidade em outras áreas.

O presidente da Federação acrescenta ainda que com as cooperativas, os associados têm acesso à uma série de profissionais e suportes, que custariam muito caros se acionados de forma particular, entre eles geólogos, biólogos e advogados.

Também há possibilidade de se instituir a compra e venda de produtos. Com a união dos cooperados, é possível conseguir um preço mais acessível pelos insumos e ainda formar uma quantidade atrativa para negociação comercial.

O ouro é luz em algumas comunidades

O principal produto de exploração mineral de Mato Grosso é o ouro, que corresponde a 76%(R$ 3,5 bilhões) do total movimentado no ano passado em Mato Grosso. Um dos casos de sucesso com relação a extração do minério e o desenvolvimento da economia local está na região de Peixoto de Azevedo.

Lá, a Cooperativa de Garimpeiros do Vale do Peixoto (Coogavepe) se apresentou com um divisor de água. A atual presidente, Solange Barbosa, explica que a região foi tomada pela ocupação desordenada de garimpeiro entre os anos de 1970 e 1980, mas que aquela realidade foi superada por conta do cooperativismo.

Muitas pessoas foram atraídas para região na época da abertura da BR-163 após uma “fofoca” – como se fala entre os garimpeiros – de que se havia ouro em abundância. E naquela época, realmente ele aflorava na margem dos rios e há relatos de pessoas que “trupicavam” em pepitas nas ruas da cidade.

Contudo, Solange explica que era uma atividade desordenada, que trazia problemas sociais seríssimos e que não deixavam nada em contrapartida para região. As vendas dos produtos extraídos quase nunca passavam pelos órgãos oficias e como resultado não geravam impostos, que são essenciais para a melhoria da estrutura das cidades.

Visualizando a situação, um grupo de 23 pessoas iniciou o processo de formação da cooperativa, que se tornou ainda mais necessária com a presença e cobrança mais firme dos órgãos governamentais.
Hoje, todo o ouro extraído da região é vendido de forma legal e no ano passado rendeu R$ 15 milhões ao Município em impostos – Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cefem) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A região de atuação da cooperativa, que compõem 8 municípios, também não se tem mais nenhum ponto de extração sequer semelhante aos barracos de lonas em meio a escavações, como na época da abertura da rodovia.

“Trabalhamos a parte cultural e também oferecemos condições técnicas das pessoas trabalharem, seguindo a legislação e promovendo as compensações ambientais necessárias. Hoje, as áreas são reabilitadas para novos ciclos econômicos como a pecuária, agricultura e piscicultura”, explica.

Um dos desafios para os próximos anos, conforme a análise de Solange, é atrair investidores e consolidar políticas públicas para o desenvolvimento das novas atividades. Ela acredita que já é hora de se pensar em um frigorífico de peixes, por exemplo, e em indústrias para o beneficiamento dos produtos produzidos na área, seja de origem mineral, seja do aproveitamento dos espaços depois de recuperados.

SomosCoop – A Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso – Sistema OCB/MT – é uma entidade formada por 3 instituições que fazem papéis distintos e ao mesmo tempo interligados, focados no suporte às cooperativas: OCB/MT – Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso; Sescoop/MT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Mato Grosso; e o I.Coop – Faculdade de Cooperativismo.

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