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Republicanos confirma chegada de Juarez Costa, desconforto com a chegada Alan Porto e Dr. Eugênio e projeta eleger até cinco estaduais com Pivetta na majoritária, VEJA O VÍDEO

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por Jota de Sá

O partido Republicanos intensificou nos últimos dias a articulação política visando as eleições de outubro de 2026 em Mato Grosso. Com o vice-governador Otaviano Pivetta como principal nome para disputar o Governo do Estado, a sigla trabalha simultaneamente na consolidação da chapa majoritária e na formação de grupos competitivos para a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa.

Atualmente, o Republicanos conta com três deputados estaduais na Assembleia Legislativa: Nininho, Diego Guimarães e Moretto. É justamente o deputado Moretto quem tem atuado ativamente nas articulações de bastidores e falou sobre o momento de construção interna do partido, que passa por um processo de expansão e fortalecimento.

Um dos principais movimentos políticos confirmados por Moretto é a saída do deputado federal Juarez Costa do MDB para se filiar ao Republicanos. A chegada de Juarez é vista como estratégica para fortalecer a chapa proporcional federal, especialmente diante do enfraquecimento do MDB no estado após a perda de lideranças e a saída de figuras históricas da condução partidária.

Moretto afirmou que a filiação de Juarez Costa representa um ganho importante para o Republicanos e pode garantir competitividade suficiente para eleger de um a dois deputados federais em 2026. Segundo ele, há diálogo avançado e a confirmação ocorre no momento da assinatura, mas o entendimento interno é de que a vinda do parlamentar agrega densidade eleitoral à legenda.

Além de Juarez Costa, o Republicanos também discute a possível filiação do secretário de Estado de Educação, Alain Porto, que deve disputar vaga de deputado estadual, e do deputado Dr. Eugênio. A movimentação, embora vista como positiva para robustecer a chapa, gerou desconforto interno entre alguns pré-candidatos.

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Moretto reconheceu que existe debate dentro da legenda, mas negou resistência formal da bancada atual. Segundo ele, o que há é a necessidade de diálogo e respeito com todos os pré-candidatos, já que o partido trabalha com cerca de 25 nomes na construção da chapa estadual.

“Não é só a bancada que decide. São 25 pré-candidatos que precisam ser ouvidos. Cada um tem sua densidade eleitoral, sua base, e é preciso organizar o partido com equilíbrio”, pontuou.

O deputado destacou que a preocupação central é estruturar a nominata de forma estratégica para garantir o máximo de cadeiras possíveis. Ele projeta que o Republicanos pode eleger com segurança quatro deputados estaduais, com possibilidade real de alcançar a quinta vaga, dependendo da performance coletiva do grupo.

A expectativa da sigla, segundo Moretto, é formar uma bancada de quatro a cinco parlamentares estaduais, podendo chegar a cinco cadeiras na Assembleia Legislativa, especialmente se a candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo ganhar força e impulsionar o desempenho proporcional.

No cenário federal, o partido também trabalha para fortalecer nomes como Nery Geller e Doutor Leonardo, além de buscar novas lideranças que ampliem o alcance eleitoral.

A eleição proporcional depende do chamado quociente eleitoral, calculado com base no total de votos válidos divididos pelo número de cadeiras disponíveis.

Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa possui 24 vagas. Historicamente, o quociente eleitoral tem girado em torno de 70 mil a 90 mil votos para deputado estadual, podendo variar conforme o número de votos válidos na eleição.

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Já para deputado federal, Mato Grosso possui 8 cadeiras na Câmara dos Deputados. O quociente eleitoral costuma ultrapassar 100 mil votos, podendo chegar a cerca de 120 mil votos ou mais, dependendo do comparecimento e da votação válida total.

Moretto destacou que, diante desse cenário, é essencial montar uma chapa forte e competitiva, com nomes que somem votos suficientes para alcançar o quociente e garantir as cadeiras.

“O partido está trabalhando como os demais, fortalecendo a chapa majoritária e também o parlamento estadual e federal. Precisamos de um partido forte, que após a eleição tenha responsabilidade com os compromissos assumidos”, afirmou.

Sobre eventuais disputas internas por espaço eleitoral, o deputado minimizou conflitos e afirmou que a eleição é estadual, não regionalizada.

“Não existe região exclusiva. Todos os parlamentares buscam voto no estado inteiro. Minha campanha sempre foi feita com trabalho e entrega, e sigo tranquilo”, disse.

Com Otaviano Pivetta posicionado como possível candidato ao Governo e com a chegada de novos quadros de peso, o Republicanos se estrutura para ser um dos protagonistas da disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso, apostando na expansão de sua bancada e na consolidação como força decisiva tanto no Executivo quanto no Legislativo estadual e federal.

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“Assinaturas de três anos não representam mais a vontade política”, diz Fábio Garcia ao criticar parecer da Procuradoria da ALMT e instalação da CPI da Saúde, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A confirmação da instalação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, anunciada nesta quarta-feira pelo presidente Max Russi, aprofundou um embate que já vinha se arrastando nos bastidores do Parlamento e agora ganha contornos públicos e mais duros. Embora a comissão ainda não esteja completamente formada — já que os blocos partidários não concluíram a indicação de todos os membros —, o anúncio oficial de que a CPI será instalada intensificou as críticas do governo estadual, especialmente do chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

A polêmica gira em torno das assinaturas que fundamentaram o requerimento apresentado pelo deputado Wilson Santos. Segundo diversos parlamentares, os nomes foram colhidos há três anos, durante uma tentativa anterior de abertura de comissão parlamentar de inquérito que acabou não avançando. Para esses deputados, o cenário político de 2023 não é o mesmo de 2026, e a vontade manifestada naquele momento não necessariamente se mantém agora.

Alguns parlamentares chegaram a solicitar formalmente a retirada de seus nomes, alegando que não foram consultados novamente antes da reapresentação do documento à Mesa Diretora. Mesmo diante dessas manifestações, a Procuradoria da Assembleia Legislativa entendeu que o requerimento é legal e que cabe ao presidente dar andamento ao processo de instalação.

Max Russi, ao anunciar que a CPI será instalada, afirmou que aguarda a indicação dos membros pelos blocos parlamentares. Até o momento, apenas dois nomes teriam sido encaminhados, mas ainda não divulgados oficialmente. O presidente concedeu novo prazo para que os blocos façam as indicações, o que provocou questionamento de Wilson Santos. Para ele, diante da suposta revelia no prazo regimental, o presidente já poderia indicar os integrantes para garantir a imediata instalação da comissão.

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Enquanto o impasse sobre os nomes se prolonga, a CPI já provoca forte desgaste político, inclusive no âmbito do Palácio Paiaguás. Nesta quinta-feira, Fábio Garcia fez duras críticas à forma como o requerimento foi reapresentado.

“O instrumento da CPI é legítimo, é um instrumento que o Poder Legislativo tem para investigar. O problema, nesse caso específico, é a forma como isso foi feito”, afirmou. Segundo ele, a coleta de assinaturas começou há três anos, o documento ficou guardado e foi reapresentado sem que houvesse a convalidação da vontade atual dos deputados. “Ele não convalidou com os seus pares se eles ainda tinham a vontade política que tinham há três anos atrás. Fez à revelia de alguns deputados que formalizaram isso.”

Garcia também criticou a atuação da Procuradoria da Assembleia por não considerar o posicionamento atual dos parlamentares que questionaram o uso de suas assinaturas. “Me espantou que a Procuradoria tenha ignorado a vontade política atual dos parlamentares. Essas assinaturas foram colhidas há três anos e não representam mais, para muitos, a vontade política de hoje.”

Ele comparou a situação a um episódio ocorrido no Senado Federal, onde, segundo relatou, houve caso semelhante e os parlamentares foram consultados novamente para confirmar o interesse na abertura da comissão. “Aqui não houve essa confirmação. Alguns deputados entraram com representação porque aquele requerimento apresentado três anos depois não representava mais o que pensavam hoje.”

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Apesar do tom crítico, Fábio Garcia negou que haja desgaste na relação do governo com Wilson Santos. “O deputado é livre para tomar seus posicionamentos. Se entende que precisa investigar um fato, ele tem todo o direito. Mas poderia ter buscado novas assinaturas, conversado um a um com os deputados. Isso não é respeito ao governo, é respeito aos próprios pares.”

Ele ainda exemplificou: “Se alguém guarda um documento assinado por mim três anos atrás e apresenta sem me consultar novamente, eu me sentiria desrespeitado.”

Mesmo afirmando que, em sua avaliação, o processo não teve a legitimidade política adequada, Garcia reconheceu que a CPI deve ocorrer. “Ela vai acontecer. Pode até ocorrer normalmente. Mas, para mim, foi feita de uma forma não adequada.”

A CPI da Saúde deverá investigar possíveis irregularidades na área, incluindo contratos administrativos, dispensas de licitação, compras públicas, execução de recursos e eventuais falhas na gestão do setor. No entanto, enquanto os blocos não definirem seus representantes, a comissão permanece apenas formalmente anunciada, mas ainda não plenamente instalada — mantendo o Parlamento sob tensão e ampliando o debate político em torno da legalidade, legitimidade e oportunidade da investigação.

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