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REM Mato Grosso é apresentado como caso de sucesso em preservação das florestas na COP-26

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Por Mario Camilo

O sucesso na redução do desmatamento e na produção agrícola mais sustentável em Mato Grosso foi tema na Conferência Mundial do Clima (COP-26), na cidade de Glasgow, na Escócia. Na terça-feira (02.11), o Governo do Estado, juntamente com o setor privado e os governos da Holanda e Reino Unido mostraram como o trabalho realizado nos últimos anos fez de Mato Grosso referência em desenvolvimento sustentável. Os resultados foram apresentados no estande da Benelux, instalado em um dos pavilhões da COP-26 pelos governos dos países baixos.

Estande da  Benelux na COP-26. Crédito: REM-MT

O evento foi aberto ao público e contou com a presença de grandes investidores internacionais. Na oportunidade, eles ficaram a par da Estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), que foi lançada pelo Governo de Mato Grosso em 2015, durante a COP-21 em Paris. Foi a partir dessa estratégia que os governos da Alemanha e Reino Unido passaram a investir 44 milhões de euros na conservação ambiental de Mato Grosso, por meio do Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros).

                                             Crédito: REM MT
                                                                    Crédito: REM MT

 

Durante o evento, Fernando Sampaio, diretor-presidente da PCI e coordenador adjunto do REM MT, explicou aos presentes que a parceria entre os europeus e o Governo de Mato Grosso “fortaleceu a capacidade dos órgãos públicos, principalmente da Sema-MT [Secretaria de Estado de Meio Ambiente], em atividades de comando e controle que culminaram na melhor sustentabilidade das principais cadeias de commodities do Estado”.

Ele disse que a partir da implementação da PCI e do REM MT as taxas de desmatamento em Mato Grosso foram significativamente menores do que a tendência média dos outros Estados da Amazônia Legal.

“Enquanto os Estados da Amazônia Legal registraram aumento nas taxas anuais de desmatamento de 75%, de 2015 a 2020, Mato Grosso manteve o índice em 11%”, detalhou durante a apresentação.

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Crédito: REM-MT
                                                               Crédito: REM-MT

Sampaio também comentou a importância estratégica do REM para aglutinar os órgãos que hoje compõem o Comitê Estratégico de Combante ao Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Incêndicos Florestais (CEDIF-MT).

“Esse comitê foi fundado em 2020 e é presidido pelo governador Mauro Mendes. No ano passado, o CEDIF definiu um plano macro de ação que resultou na detecção de 6.891 alertas de desmatamento em 680 mil hectares. Os alertas resultaram em um recorde de R$ 3,8 bilhões em multas emitidas pela Sema”.

Acrescentou que o trabalho sistemático do Governo do Estado, em parceria com os governos internacionais, fez Mato Grosso reduzir em 21,7% os alertas de desmatamento nos últimos 12 meses, de acordo com  o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) do Governo Federal.


Comitiva do Programa REM na COP-26. Ao centro, Maggie Charnley, vice-diretora de Florestas do BEIS do Reino Unido, um dos financiadores do REM. Crédito: REM MT

Sampaio também destacou que os investimentos do REM incluíram os povos indígenas “na tomada de decisões de governança do uso da terra e que a participação deles nesse processo é fundamental, pela cultura que possuem de produzir alimentos sem derrubar a floresta.”

Nesse sentido o evento contou com a participação de Kaianaku Kamaiura, representante da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) na COP-26. Ela pode conservar com Maggie Charnley, vice-diretora de Florestas, Uso da Terra e Mercados de Carbono do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial (BEIS) do Reino Unido. O BEIS é um dos financiadores do REM-MT.

Na oportunidade, Kaianaku salientou à Maggie a importância da manutenção do REM para continuar fortalecendo a autonomia dos povos indígenas na defesa de seus territórios e na manutenção da floresta em pé.

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Por fim, Sampaio observou que para além do financiamento do REM e das ações de combate ao desmatamento, o evento foi importante para mostrar que o Estado possui um sistema estadual de REDD [pagamento por serviços ambientais]  em pleno funcionamento.

“Acredito que essa foi uma das principais mensagens. Mostrar que esse sistema funciona de forma eficaz e que ele será fundamental para as ações de preservação que Mato Grosso pretende implementar no futuro. Uma delas é o programa de Carbono Neutro até 2035”, destacou Sampaio

COP26 - Crédito: REM-MT
                                      COP26 – Crédito: REM-MT

 


Carbono Neutro MT

No evento, o governador Mauro Mendes também apresentou a meta para neutralizar a emissão de carbono no Estado até 2035, 15 anos antes da meta global.

Ele destacou que o programa é alicerçado em 12 pilares que já têm sido colocados em ação: a manutenção do ativo florestal do estado, manejo florestal sustentável, regularização fundiária, melhorias na gestão de áreas protegidas, reflorestamentos comerciais, restauração de florestas, redução do risco de incêndios, manejo sustentável para a produção agropecuária, proteção de vegetação secundária em áreas de desmatamento legal, recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta, e produção e consumo de biocombustíveis.

“Mostramos a nossa política ambiental e a nossa estratégia para zerar a emissão de carbono da nossa economia até 2035, e queremos com isso valorizar a nossa produção. Nossa produção de algodão, de milho, de carne, e assim trazer mais recursos para continuar investindo na preservação ambiental, na agricultura familiar e nos nossos povos indígenas. Tudo isso precisa ser conhecido e reconhecido, para que esses serviços ambientais possam ser, em algum momento, remunerados a todos nós mato-grossenses”, disse.

 

 

 

 

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Brasileira é destaque nos Estados Unidos levando a sua arte

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Por Ana Barros

Ao olhar para trás, Flávia Carvalho Jackson, artista plástica, relembra tudo que passou para ter um encontro com sua vocação profissional e artística. De natureza empreendedora, aos 16 anos já vendia doce na escola. Em sua vida já empreendeu várias vezes, porém foi na arte que encontrou sua verdadeira vocação.

Filha de socióloga, sua mãe criou seus três filhos sozinha, com muito esforço e dedicação. Aos 23, começou a viajar mundo afora. Aos 30 anos abriu uma agência de turismo e aos 37 anos mudou-se para Miami.
Ao chegar em Miami, uma situação completamente diferente do Brasil, Flavia precisou empreender novamente ao aprender um novo idioma e se redesenhar profissionalmente mais uma vez.

 

Flávia Carvalho Jackson, artista plástica.

Flávia vive na América há 7 anos e além da arte, o país lhe apresentou o amor, foi lá que conheceu seu esposo. De forma entusiasmada, a artista nos revela que o marido contribuiu para se conectar ainda mais com a arte, a convivência, conversas sobre música, cultura e arte onde ficou evidente a afinidade pelos mesmos gostos, aproximando-os cada vez mais. Porém há apenas um ano começou a pintar e hoje se sente realizada por tudo que vem acontecendo em sua vida.

“Na vida a gente tem a oportunidade de ser coadjuvante ou protagonista” e Flávia conta que sempre tentou ser protagonista da sua história, sempre buscando o verdadeiro sentido da vida e o que realmente vale a pena, nesta vida tão linda e breve.

A conexão

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Apesar de já ter uma forte conexão com a arte e ser apaixonada, o despertar veio ao receber de presente do seu sogro, um baú de madeira que pertenceu a mãe dele, que foi professora de arte, ela conta que quando abriu o baú foi tomada de muita emoção, pois havia objetos, recibos, pincéis, e especialmente uma pintura em papel datada de 1960, que ao olhar, sentiu-se inteiramente tocada.

As lembranças do momento ainda são fortes, Flávia conta que imediatamente parou tudo

o que estava fazendo e foi enquadrar, ao voltar para seu escritório, com a pintura em mãos, colocou atrás da mesa de escritório, e era como se a imagem se comunicasse com ela de forma muito forte. “Me perguntei como pode um pedaço de papel com algumas cores e formas e uma assinatura ter me tocado tanto e como pode a pessoa que o fez a mais de 60 anos atrás, estar aqui tão presente, em forma desta arte. Imediatamente voltei na loja que enquadrei a arte e comprei suplementos para eu começar a pintar. Naquela noite fiz meu primeiro quadro e eu não consigo descrever tamanha a satisfação e alegria em só poder olhá-lo”, relembra.

A oportunidade

Flávia conta que nunca estudou arte, é auto-didata e foi aprendendo com as pinturas que ia fazendo, expondo suas obras no Instagram. De abril para cá, pintou mais de 100 peças até que foi convidada para expor junto com outras mulheres no Mark arts, museu que pertence à família kock, referência em arte no mundo. Foi nesse evento que o inesperado aconteceu, em meio a tantas artes maravilhosas de grandes artistas, uma obra sua foi elogiada por um artista renomado, James Gross (Jim Gross), que tem suas peças em museus importantíssimos ao redor do mundo.

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A brasileira descreve o elogio, como algo surreal, Jim elogiou a sua arte e no meio artístico, quando um artista renomado faz esse tipo de elogio, em especial á um artista novo, abre-se grandes portas, “Ele viu talento na minha arte, e isso é como uma chave garantida para o sucesso de um novo artista”, além do elogio, ela conta que também nessa exposição vendeu a sua maior peça para uma colecionadora de artes. Esses dois fatores geraram oportunidade e portas abertas para novas exposições em galerias e tem impulsionado sua carreira artística.

Com alegria e gratidão, ela pontua que o fato de ter sido convidada tão rapidamente para expor em um evento desse porte, sua arte ter sido elogiada e ter vendido sua peça para uma grande colecionadora, foram os elementos que juntos impulsionaram a carreira de forma tão rápida, inclusive com convites para expor em Miami e no Brasil.

Aos 44 anos, com ascensão no mercado internacional, a artista diz que quer levar sua arte para o Brasil, sua terra natal e participar de projetos sociais. “Aonde a minha arte puder chegar eu quero estar. Tudo que você faz com amor e dedicação é impossível não dar certo”, finaliza Flávia.

Instagram- https://www.instagram.com/p/CWTF24elN38/?utm_medium=copy_link

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