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Região Centro Oeste teme desindustrialização com a reforma tributária

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Fabio Garcia promove audiência com gestores do centro-oeste para tratar sobre pontos importantes da Reforma

Gestores do centro-oeste se reuniram em Audiência Pública na manhã desta quarta-feira (10), promovida pelo deputado Fabio Garcia (União/MT), para tratar sobre a Reforma Tributária e os impactos que podem causar nos estados. Preocupados que a Reforma possa ocasionar desindustrialização das regiões em pleno desenvolvimento, os convidados debateram as possíveis alternativas para que os estados do centro oeste possam ter direito ao desenvolvimento industrial.

A audiência foi realizada por meio da Comissão de Integração Nacional de Desenvolvimento Regional – CINDRE onde o deputado Fabio Garcia é presidente. “A reformulação do Sistema Tributário requer um olhar atento às necessidades dos estados do centro-oeste. Nossa região é distante dos grandes mercados consumidores e dos portos, portanto precisamos de incentivos para sermos competitivos”, afirma.

Um dos convidados para participar da audiência foi o Secretário de Fazenda do Mato Grosso, Rogério Gallo, que deixou registrado sua preocupação com o desenvolvimento regional. “A cada dez municípios em Mato Grosso, temos nove com a presença de indústrias regionais de porte pequeno ou médio. Isso significa que em praticamente todo o estado temos a presença de indústrias. Os nossos programas de desenvolvimento são muito voltados para o desenvolvimento dessas indústrias, então, precisamos pensar muito nessa reforma para as indústrias pequenas e médias e os mecanismos para preserva-las”, ponderou.

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As regiões estão em desenvolvimento e tem uma necessidade enorme de investimento em infraestrutura, porém, o valor do fundo de desenvolvimento regional é insuficiente para garantir condições para o desenvolvimento dessas regiões. “O valor do fundo de desenvolvimento regional garantido para as regiões em desenvolvimento é absolutamente insuficiente para reparar as perdas tributárias dessas regiões e, portanto, irá comprometer a capacidade dessas regiões de atender toda a necessidade de investimento, podendo condenar as mesmas a infraestruturas precárias e ao subdesenvolvimento estrutural”, explica o presidente da comissão.

Outro convidado a participar da audiência foi o Secretário Extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. Ele ressaltou a importância do debate e disse que todos os pontos levantados na reunião foram anotados para serem analisados.

Segundo o presidente, o próximo passo da comissão será construir uma posição de consenso entre todos os estados da região centro-oeste e copilar todas essas informações em um único documento para encaminhar a Comissão Especial da Reforma Tributaria, ao Ministério da Fazenda e a Secretaria.

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“Do ponto de vista político essa é a oportunidade que nós, estados com uma população pequena, temos para trazer nossas considerações e queremos que os pontos levantados sejam considerados de forma bastante atenciosa no relatório final. A reforma irá impor uma perda de arrecadação de nossas regiões ao privilegiar as regiões com maior população na repartição do aumento de arrecadação. A gente está aqui em defesa do pequeno e médio empreendedor industrial que representa quase 80% das nossas indústrias. Não podemos perder a capacidade de oferecer incentivos fiscais que nos possibilitem atrair indústrias e gerar emprego: isso causaria uma desindustrialização da nossa região, concentrando as indústrias no sudeste e criando bolsões de prosperidade industrial e bolsões de vazios industriais”, finaliza Fabio Garcia.

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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