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Recursos para cirurgias eletivas estão garantidos, mas prefeituras precisam agilizar processos; diz Garcia

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Pr Alisson Gonçalves

O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Garcia (União), confirmou que os recursos destinados às cirurgias eletivas já estão empenhados e disponíveis.

Contudo, cabe às prefeituras garantir que toda a documentação necessária esteja em ordem para receber os valores ainda este ano.

A execução dessas emendas, conforme destacado por Garcia, depende da celeridade de cada município em firmar contratos com as empresas que realizarão os procedimentos médicos.

De acordo com o secretário, a burocracia é o principal entrave. Apesar de o orçamento estar reservado, algumas prefeituras ainda não formalizaram os contratos com prestadores de serviços.

“Por exemplo, se um deputado indica o município de Paranaíta para realizar cirurgias oftalmológicas, a prefeitura precisa contratar uma entidade para executar as cirurgias, o que demanda tempo”, explicou Garcia.

A iniciativa integra um acordo em que 30% das emendas parlamentares estaduais foram alocadas ao programa que busca zerar a fila de cirurgias eletivas em Mato Grosso.

Contudo, desde junho, atrasos no pagamento têm sido alvo de críticas dos deputados estaduais.

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A situação levou a repetidas reuniões entre parlamentares e a Casa Civil.

Garcia garantiu que, apesar dos atrasos, os valores empenhados não serão perdidos. Caso não sejam pagos ainda este ano, os recursos serão transferidos para o orçamento de 2025.

“O recurso está garantido. Se não for executado este ano, irá para o resto a pagar, assegurando que possa ser utilizado no próximo ano”, reiterou.

O programa reflete uma tentativa de reduzir as filas por cirurgias eletivas, mas expõe a necessidade de maior eficiência nos processos administrativos das prefeituras.

Assim, a corrida contra o tempo torna-se indispensável para que os pacientes não enfrentem mais um ano de espera.

A situação ilustra o desafio de conciliar planejamento estatal com a agilidade necessária na execução de ações que impactam diretamente a saúde pública.

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Presidente da câmera é afastado após denúncia de agressão contra namorada em Barra do Bugres

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Por Nayara Cristina

O vereador Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro (PL), foi afastado da presidência da Câmara Municipal de Barra do Bugres após vir à tona uma denúncia de violência doméstica que ganhou forte repercussão política no estado. O caso, registrado no último fim de semana, segue sob investigação da Polícia Civil.

De acordo com as informações mais recentes, a denúncia aponta que a agressão ocorreu na madrugada de domingo (19), por volta das 4h30, na residência do parlamentar, após o casal retornar de um show na praça central da cidade. Segundo relato da vítima, o vereador teria utilizado uma chave de rodas para cometer as agressões durante uma discussão. A mulher apresentava ferimentos no pescoço, braços e pernas e precisou de atendimento médico.  

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso e já ouviu a vítima, além de solicitar medidas protetivas de urgência. Até as últimas atualizações, o vereador não havia sido localizado para prestar depoimento, e a defesa ainda não havia se manifestado oficialmente.  

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A repercussão do caso levou a uma resposta rápida do Legislativo municipal. Em sessão extraordinária realizada na noite de segunda-feira (20), vereadores votaram pelo afastamento de Laércio Noberto Júnior da presidência da Câmara e também pelo afastamento do mandato de forma cautelar. A decisão teve ampla maioria, com 10 votos favoráveis, e foi baseada na acusação de quebra de decoro parlamentar.  

Além disso, foi determinada a proibição do parlamentar de frequentar a sede do Legislativo, já que a vítima é servidora da própria Casa. O afastamento tem caráter preventivo e não significa cassação definitiva, mas visa evitar interferência nas investigações e garantir a integridade da vítima.  

O caso também gerou desdobramentos políticos dentro do partido. Lideranças do PL informaram que foi solicitada a abertura de procedimento para expulsão do vereador da sigla, diante da gravidade das acusações.

A denúncia provocou forte impacto na cidade e reacendeu o debate sobre violência contra a mulher e a responsabilidade de agentes públicos. Enquanto isso, o inquérito segue em andamento e deve esclarecer as circunstâncias do caso, podendo resultar em responsabilização criminal e política do parlamentar, conforme o avanço das investigações.

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