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Reciprocidade: comitiva em Washington discute barreiras comerciais e produtores pedem calma

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Uma comitiva de mais de cem representantes do setor produtivo brasileiro desembarca nesta semana em Washington para uma série de encontros com autoridades e empresários norte-americanos. A agenda antecede a audiência pública marcada para esta quarta-feira (3), no âmbito da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que analisa a imposição de tarifas adicionais a produtos nacionais.

Em paralelo à mobilização internacional, entidades brasileiras reforçaram posicionamentos sobre a recém-regulamentada Lei nº 15.122/2025, que autoriza o país a aplicar medidas de reciprocidade comercial. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacou, em nota, que o uso precipitado do instrumento pode enviar sinais equivocados ao mercado e comprometer a estratégia de negociação. Para a bancada, é necessário agir com firmeza, mas com sensatez, assegurando estabilidade e previsibilidade ao setor produtivo em um momento de turbulência no comércio global.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) também apontou que a aplicação imediata da lei seria prematura, uma vez que ainda não ocorreu uma rodada bilateral de negociações formais entre Brasil e Estados Unidos. Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reiterou a defesa do diálogo, lembrando que o objetivo central deve ser reverter tarifas ou ampliar exceções, sem ampliar tensões.

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Enquanto isso, o governo brasileiro mantém consultas abertas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e acompanha o processo com apoio de assessoria jurídica internacional. A expectativa é de que a atuação coordenada entre setor privado e governo contribua para reduzir barreiras e preservar o acesso dos produtos nacionais ao mercado norte-americano.

Fonte: Pensar Agro

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MPA participa da Seafood Expo Global 2026 para ampliar mercados e fortalecer a imagem do pescado brasileiro

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa, entre os dias 21 e 23 de abril, da Seafood Expo Global 2026, em Barcelona, na Espanha, considerada a principal feira mundial do setor de pescados e aquicultura. A missão oficial é chefiada pelo ministro Rivetla Edipo Araujo Cruz, acompanhado por representantes técnicos da pasta.

A presença brasileira no evento integra os esforços do Governo Federal para fortalecer a inserção internacional do pescado brasileiro, ampliar oportunidades comerciais e avançar no diálogo com autoridades e lideranças do setor pesqueiro europeu, com foco na retomada das exportações para a União Europeia.

Realizada anualmente, a Seafood Expo Global reúne autoridades governamentais, organismos internacionais, empresários, investidores e compradores de diversos países, consolidando-se como um dos principais espaços mundiais para a promoção de produtos da pesca e da aquicultura.

Durante a abertura do Pavilhão do Brasil, no dia 21 de abril, o ministro destacou o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado e com a competitividade internacional do setor.

“O Brasil tem trabalhado para consolidar sua posição como fornecedor de alimentos aquáticos de alta qualidade, produzidos com responsabilidade e sustentabilidade. Nossa participação nesta feira reafirma o compromisso do país com o desenvolvimento do setor e com a ampliação de novos mercados para o pescado brasileiro”, afirmou.

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O ministro também ressaltou a parceria entre o MPA, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA) e o setor produtivo nacional para fortalecer a presença brasileira no mercado internacional.

Programação institucional

A agenda da missão inclui uma série de reuniões estratégicas com representantes de instituições e governos internacionais. Entre os compromissos previstos estão encontros com:

* representantes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO);
* dirigentes da INFOPESCA, organismo regional voltado à comercialização de produtos pesqueiros;
* autoridades do governo da Espanha;
* representantes da Noruega;
* membros da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT).

Além disso, o ministro participa do painel internacional “Scaling Sustainable Blue Foods: Policy, Technology, and Market Insights”, no qual apresentará a visão do Brasil sobre a importância dos alimentos aquáticos sustentáveis para a segurança alimentar global.

Promoção do pescado brasileiro

Ao longo da feira, a delegação brasileira também realizará visitas técnicas e encontros com empresários, importadores e representantes da indústria internacional, reforçando a imagem do Brasil como um país comprometido com:

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* a qualidade sanitária dos produtos;
* a rastreabilidade do pescado;
* a sustentabilidade da produção;
* e a geração de emprego e renda no setor aquícola e pesqueiro.

A participação do MPA na Seafood Expo Global 2026 reforça a estratégia do Governo Federal de ampliar a presença do pescado brasileiro no mercado externo e consolidar o país como referência internacional na produção sustentável de alimentos aquáticos.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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