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Realizadora do Afegã em Fulga diz que se sobreviver irá fazer um filme sobre o que aconteceu no Talibã

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Por JORGE PEREIRA ROSA

Especial para o JB News 

A realizadora afegã Shahrbanoo Sadat, vencedora da Quinzena dos Realizadores em Cannes em 2016 por “Wolf and Sheep“, disse numa entrevista ao The Hollywood Reporter, a partir de Cabul, que está a tentar escapar do país juntamente com a família, mas que vários postos de controle comandados pelos Talibãs poderão impossibilitar a saída do país.

O problema é realmente como chegar ao aeroporto e como encontrar o avião”, disse Sadat à publicação: “O primeiro posto de controle na primeira entrada do aeroporto está sob o controle dos Talibãs. E há tantos pontos de controle a caminho para o aeroporto. 

Sadat disse ainda que para passar por esses postos precisa ter uma carta com os detalhes exatos do vôo e a confirmação de que todas as pessoas com quem viaja têm assentos reservados no aviãos, mas devido à situação caótica na capital as companhias aéreas não conseguem fornecer nenhuma informação ou confirmação. “Portanto, estamos apenas à espera desses dados”, explica.

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Após a decisão dramática e controversa do governo dos EUA de retirar todas as tropas do Afeganistão após 20 anos, as forças do Talibãs assumiram o controle de todas as principais cidades do país em apenas 10 dias. “É um grande choque – não esperávamos que isso acontecesse tão cedo (…) “Se sobreviver a isto e tiver a chance de fazer mais filmes, o meu cinema terá mudado para sempre (…) Se sobreviver, farei filmes sobre o que aconteceu “.

Nascida em Teerão (Irão) em 1991, Shahrbanoo Sadat estudou documentário em Cabul no Atelier Varan. A sua primeira curta-metragem de ficção, “Vice Versa One“, foi selecionada para a Quinzena dos Realizadores de Cannes em 2011. Antes disso, ela começara a desenvolver “Wolf and Sheep” na Cannes Cinefondation Residence. Na época, em 2010, com apenas 20 anos, ela foi a mais jovem de sempre a ser selecionada para essa residência artística. Em 2013 abriu a sua produtora, a Wolf Pictures, e em 2016 ganhou o Art Cinema Award na Quinzena dos Realizadores.

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Fusão do jazz com rasqueado dá o tom a novo disco da Tocandira

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Fusão do jazz com rasqueado dá o tom a novo disco da Tocandira; lançamento será no dia 20

 O “Na Xá Cara” poderá ser conferido nas principais plataformas de streaming  

 Os fãs de jazz fusion têm motivo para comemorar. Na segunda-feira (20) será lançado disco com “sotaque cuiabano”, em que músicos virtuosíssimos e versáteis adicionam ao gênero, também o rasqueado, rock, MPB e até disco music.

O nome irreverente traduz o peso com que o som chega aos ouvidos de quem o escuta. “Na Xá Cara” é também resultado de pesquisas musicais e mix de técnicas apuradas.

O novo trabalho da banda Tocandira será disponibilizado nas principais plataformas de streaming, que podem ser acessadas no endereço https://linktr.ee/tocandira, a partir das 19h. Compõem o trio, o guitarrista Danilo Bareiro, o baterista Éder Uchôa e o baixista Wellington Berê.

Diretor artístico e produtor do disco, Danilo se emociona ao falar do projeto que teve incentivo da Lei Aldir Blanc, via edital da Prefeitura de Cuiabá. A produção executiva é de Vicente de Albuquerque.

“Foi um processo de produção único em nossas vidas. Diante do ‘chamado’ do edital nos lançamos a produzir músicas do zero e o resultado, para nós, foi incrível. Esse projeto se concretiza a partir do estímulo da política cultural”.

O disco tem sete faixas e renova a parceria dos músicos da banda e conta ainda com participações especiais do tecladista Igor Mariano e do saxofonista Phellyppe Sabo. Quem assina a mixagem é o áudio designer, Tchucka Jr.

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“Eu, Éder e Berê, parceiros de longa data e músicos que formam a Tocandira mergulhamos em um processo tão imersivo que por vezes alcançamos a marca de 24 horas de produção ininterrupta. Fechamos sete músicas, mas adiantamos, temos um bom material para um próximo disco”, anuncia Danilo Bareiro.

Na identidade plural do disco, ele enfatiza que a pesquisa com ritmos regionais de Éder Uchôa influenciou muito e assim, o rasqueado e o cururu se fizeram presentes. Caso, de “Jazz queira ou não”. Essa música tem a participação de Igor Mariano. “Ficou um jazz com rasqueado, com pop e até disco music”, descreve Danilo, ao falar da música mais ensolarada.

Outra música, a “32 passos para o precipício” – ideia de Éder Uchôa -, tem acordes complexos aos quais foram adicionados samplers de internet. “Ficou um monstro elaborado. Passei 12 horas compondo os arranjos e Wellington fez a melodia”, diverte-se Danilo.

“Já a Lamflex começou com uma proposta de lambadão, mas acabou que a influência do metal se sobrepôs. A propósito, a presença do metal é marcante no disco todo por causa do pedal duplo que o Éder utiliza. Já Berê se utiliza muito da técnica de slap no contrabaixo. Ele foi influenciado pelos estudos que vêm desenvolvendo”, aponta.

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“Cajueiro rei e os cajus do arco-íris”, com o sax de Phe Sabo, no que diz respeito ao local de criação, tem tudo a ver com a cultura cuiabana. Compusemos debaixo de um cajueiro. Naquele dia chovia muito e um arco-íris surgiu por detrás dele”, relembra.

“Flores de Gardênia” foi presente para Gardês, casada com Wellington Berê. “Ele saiu para busca-la porque íamos comemorar o aniversário dela e quando voltaram, a música já estava composta”.

Outra faixa, foi dedicada a Cristhiane. Ganhou o título “Shé”, apelido carinhoso dado por Danilo à esposa.

Por fim, Na Xá Cara é um híbrido de todas as influências, técnicas e gêneros que delinearam a trajetória dos três músicos. “E é principalmente, fruto de tudo que está rolando na nossa mente atualmente: tem slap, metal, rasqueado e compasso sete por quatro. Ela descende de uma música que compus quando tinha um projeto com Éder, o Jaburu”.

Danilo celebra o momento e acredita que o disco vai trazer frescor na vida de quem curte um bom jazz fusion. “Afinal, sabemos por experiência das apresentações na noite mato-grossense, da observação de nossas andanças pelo Estado, que há um público consumidor ávido por trabalhos como este”.

Lidiane Barros

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