OPINIÃO

Racionalização de medicamentos em tempo de pandemia

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*Ednaldo Anthony Jesus e Silva

Desde que promulgada pelo Decreto Federal nº 10.212, de 30 de janeiro de 2020, o Regulamento Sanitário Internacional na qual versa a Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial de Saúde, criou-se uma busca incansável e inenarrável no meio científico em descobrir um medicamento efetivo no combate à doença COVID-19.

Dois anos de pandemia já se passaram e inúmeras incertezas pairam sobre qual seja a melhor condução terapêutica apropriada no manejo clínico do paciente com a Síndrome Aguda do Desconforto Respiratório. São tantas alternativas “off label”, aquelas em que o tratamento não está descrito em bula técnica do produto, que levantam uma série de questionamentos no tocante ao monitoramento do perfil farmacoterapêutico e farmacovigilância de possíveis eventos adversos a medicamentos.

Neste cenário pandêmico, na qual nos deparamos com um Sistema de Saúde colapsado aliado à escassez de abastecimento devido a alta demanda de consumo, o farmacêutico hospitalar e clínico tem papel importantíssimo junto a equipe multiprofissional no controle do uso racional e efetivo de medicamentos.

Ações constantes e periódicas de revisão de protocolos de sepse, pneumonia, infecção de trato urinário, analgesia e sedação são algumas das inúmeras tarefas que o colega farmacêutico poderá propor para cobertura digna e eficaz da assistência à saúde ao paciente do SUS.

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Recentemente, um alerta catastrófico acendeu as chamas no cenário mundial e brasileiro, na qual começam a faltar itens fundamentais para recuperação a saúde do paciente COVID-19 positivo tais como antibióticos, anticoagulantes, drogas vasoativas, analgésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares e tantos outros, fazendo com que muitas sociedades científicas orientem da melhor maneira a aplicabilidade dos protocolos hospitalares institucionais. Como exemplo, temos o destaque da inclusão de anestésicos inalatórios (Óxido Nitroso, Desflurano, Isoflurano, Sevoflurano) pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia devido a escassez dos agentes endovenosos pelo aumento do consumo para sedação em vigência da Covid-19, a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) recomenda aos profissionais que deem preferência aos anestésicos inalatórios e às técnicas anestésicas associadas a agentes adjuvantes durante a realização dos procedimentos anestésicos.

O trabalho deste importante profissional da saúde vai muito além dos holofotes televisivos e manchetes nos noticiários e mídias sociais, desde a pesquisa de uma nova molécula química nas Indústrias farmacêuticas de um medicamento, alguns ensaios clínicos de imunobiológicos até a resolução de problemas no tocante a substituição da farmacoterapia instituída pelo prescritor que muitas vezes não se encontra disponível nos estoques dos hospitais públicos e privados do país.

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“Sem medicamento não há saúde, sem farmacêutico não há medicamento e sem saúde não há esperança para a população. Consulte e valorize o farmacêutico, pois ele é um profissional indispensável à saúde pública brasileira e mundial”.  

*Ednaldo Anthony Jesus e Silva é farmacêutico Hospitalar e Clínico e conselheiro regional do CRF-MT. 

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OPINIÃO

Sobre ser mãe em meio a uma pandemia

Por Max Russi

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Ninguém imaginou o impacto profundo que a pandemia traria nas relações pessoais e familiares no mundo todo. O próprio termo pandemia demorou até ser oficialmente aceito, junto com a necessidade global de tomar precauções e medidas para barrar o contágio. E cá estamos nós, dois anos de luta contra um inimigo que não tem rosto, só existe pelo rastro de destruição deixado. O conhecido comportamento de mãe deu espaço ao cuidado em fazer aquilo que nenhum filho espera ou quer, manter distância. Muito mais que momentos perdidos, pois esses podem ser substituídos, perdemos mais de 400 mil filhos, filhas, mães, avós e uma infinidade de famílias que poderiam estar comemorando mais um dia das mães amanhã.


Embora a data de amanhã seja festiva e especial para muitas pessoas, não seria justo esquecermos de todos que não terão o que comemorar, seja pela perda de um ente querido ou até mesmo pela situação crítica financeira que enfrenta por conta da falta de emprego. Nesse ponto surge uma oportunidade de fazer a diferença pra valer, com políticas públicas que ajudarão mais de 100 mil famílias de Mato Grosso. Estou falando do Ser Família Emergencial, um programa que fará distribuição de recursos para famílias que estão abaixo da linha de pobreza, serão 75 milhões de reais até o fim do programa, sendo que destes, 10 milhões serão empenhados utilizando as economias realizadas pela ALMT em 2021, atendendo todos os municípios do estado.

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Um dos pontos de prioridade do programa é ser feito o pagamento preferencialmente à mulheres. Isso se dá por um motivo simples, mulheres são mães, mães priorizam seus filhos e comprovadamente empregam os recursos visando os que dependem delas, seja na alimentação, vestuário ou brinquedos. Veja, estamos falando de uma característica distintiva inerente a maternidade, mais um motivo para rendermos todas as nossas homenagens aquelas que fazem a diferença por onde passam, que possibilitam o crescimento e ensinam o que é o amor desinteressado que sobrepõe qualquer barreira.
Um feliz Dia das Mães a todos que ainda tem a oportunidade de comemorar esse momento especial.

Max Russi – Presidente da ALMT

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