MEIO AMBIENTE

Programa Rios + Limpos visita nascentes do Água para o Futuro neste sábado

Publicados

em

Duas nascentes recuperadas pelo programa Água para o Futuro, do Ministério Público de Mato Grosso, serão visitadas por uma equipe do Ministério do Meio Ambiente (MMA) neste sábado (18), Dia Mundial da Limpeza da Água. A atividade compõe a programação de lançamento do programa Rios +Limpos, que visa contribuir para a melhoria da gestão de efluentes e saneamento básico em todo o país a partir da disponibilização de dados sobre a qualidade das águas e efluentes em uma plataforma digital.


Mato Grosso foi escolhido para ser o primeiro estado no país a receber a iniciativa. A programação deste sábado terá início às 14h, com encontro na Orla de Várzea Grande. Às 14h30 ocorre o deslocamento para a nascente 75, ao lado do condomínio Chapada Mantiqueira, no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Cuiabá. Às 15h30 haverá o deslocamento para a nascente 83, localizada no Parque das Nascentes, no bairro Morada do Ouro, onde ocorre o encerramento da atividade.


Mutirão de limpeza – O programa Rios +Limpos objetiva ainda fomentar ações de despoluição dos rios. Para isso, foram realizados mutirões de limpeza no Rio Cuiabá, dia 16, e nas baías “Siá Mariana” e “Chacororé” nesta sexta (17), em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).


Saiba mais – O convite para incluir a visita às nascentes mapeadas e revitalizadas pelo projeto Água para o Futuro na programação foi feito pela Secretaria de Qualidade Ambiental do MMA. A iniciativa do MPMT busca garantir a segurança hídrica e o abastecimento de água potável com ações de identificação, preservação e recuperação de nascentes. Para isso, conta com uma equipe técnica formada por geólogos, hidrogeólogos, engenheiros florestais, engenheiros sanitaristas, biólogos, especialistas em sensoriamento remoto, entre outros profissionais.


Atualmente o projeto está em andamento em Cuiabá, Diamantino, Jaciara, Sapezal, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Chapada dos Guimarães, Alto Araguaia e Alto Taquari. Conheça mais aqui
.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Cerca elétrica em Baía de Chacororé coloca em risco tradição centenária

MEIO AMBIENTE

Wellington defende aprovação do Estatuto e alerta: “Situação é de guerra” no Pantanal

Publicados

em

Por

Senador mato-grossense ressaltou que no Pantanal, só 15% da área está com a presença da ocupação e lamenta situação de abandono

JB News

Presidente da Subcomissão do Pantanal do Senado, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) voltou a defender rápida aprovação do Projeto de Lei 5482/2020, mais conhecido como “Estatuto do Pantanal”. Segundo ele, somente com um regramento abrangente será possível enfrentar ‘a situação de guerra’ no bioma, que abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Com isso, atuar  de forma enérgica contra “a inércia do Estado e a falta de políticas públicas”, razões da tragédia ambiental que atinge a região.

 

“A legislação criará uma certificação para atividades sustentáveis na bacia do rio Paraguai, a fim de mitigar os danos ambientais na produção” – crê o parlamentar, que, no ano passado, presidiu a Comissão Temporária do Pantanal no Senado. Entre outras ações, a comissão discutiu medidas para o enfrentamento aos incêndios florestais que se alastraram sobre o bioma, matando milhares de animais, e sugeriu a criação do Estatuto do Pantanal.

 

Convicto de que a conservação do bioma se faz com manejo sustentável,  Fagundes ressaltou que,  no Pantanal, só 15% da área estão ocupados por atividades econômicas. “O problema do Pantanal é o abandono. Falta política pública definida do que fazer e como fazer” – acrescentou.

Leia Também:  Várzea Grande encerra semana da árvore com plantio de mudas

 

O senador do PL de Mato Grosso observou que 90% da área do Pantanal estão nas mãos da iniciativa privada e que, portanto, a maior responsabilidade pela conservação do bioma é privada.

 

Wellington ressaltou que Mato Grosso do Sul fez uma modificação na legislação para permitir a exploração do bioma, o que não aconteceu com  Mato Grosso. “Com isso, temos uma restrição muito grande no Pantanal mato-grossense para fazer limpeza de área, a queima controlada, a formação de novas pastagens para o alimento do gado” – observou.

 

Para o senador, a situação do bioma se torna ‘entristecedora’ e ‘estarrecedora’ levando-se em conta o fato de existir tecnologia suficiente no mundo capazes de atenuar a destruição. “Temos o INPE, satélite da Nasa, que já tinham previsão de seca de mais quatro ou cinco anos. E mesmo assim tudo chegou como uma surpresa” – ressaltou. Ele criticou o fato de o Estado não ter se preparado adequadamente. “Para nós aqui causa uma grande impotência”.

 

Na entrevista à “Folha”, Wellington explicou que a Covid-19 e os incêndios florestais transformou o momento numa “situação de guerra”. Ele informou que, ao contrário do ano passado, a  Defesa Civil já liberou parte dos recursos para ações de combate ao fogo. “Pelo menos temos agora a presença efetiva do Corpo de Bombeiros, de brigadistas e da Marinha” – comemorou.

Leia Também:  Wellington eleito para presidir Subcomissão que vai cuidar dos interesses do Pantanal

 

Programa Emergencial

 

“O Brasil não tem cultura de planejamento. Não temos política de Estado, nossas políticas são de governo, e aí aquilo que está estabelecido às vezes não é tocado para a frente. Cada ministério quer fazer um programa novo, e isso leva a muito desperdício, de esforço físico e econômico” – disse

 

O presidente Bolsonaro, segundo o senador,  faz “política [ambiental] para fora, especialmente para as nações que querem puxar a orelha do Brasil. A gente já ouviu muito sobre a internacionalização da Amazônia, talvez por ele ser militar. Quando vêm aqui os ministros, essa dúvida não existe. É um caso do presidente”.

 

Tratando com objetividade as necessidades da presença do Governo e reduzindo as inspirações ideológicas do presidente da República, Wellington Fagundes defendeu “uma política perene, de investimentos” dentro do bioma Pantanal. Ele cobrou uma audiência com o presidente para para que o governo possa fazer de imediato um programa emergencial de recuperação do que é hoje.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA