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Profissionais do Susp participam de qualificação sobre identificação de vítimas de desastres em massa

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Brasília, 16/05/2025 – Com foco na atuação qualificada e integrada em desastres com múltiplas vítimas, curso promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reuniu 40 profissionais entre papiloscopistas, peritos criminais, médicos-legistas, odontolegistas, policiais civis, bombeiros e policiais militares de mais de 20 unidades federativas. A capacitação ocorreu no Batalhão Escola de Pronto Emprego, no Gama (DF), de segunda-feira (12) a sexta-feira (16).

O Curso de Identificação de Vítimas de Desastres em Massa (DVI), que concluiu a quinta edição, segue protocolos internacionais da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e reforça a importância da padronização e da cooperação entre as instituições nos momentos críticos de resposta a situações calamidade.

A capacitação foi coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública (DFNSP) e Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP).

A programação incluiu aulas teóricas e práticas sobre procedimentos técnicos de busca, além de recuperação e identificação de corpos. Os participantes também fizeram visitas técnicas ao Instituto Médico-Legal, ao Instituto de Pesquisa de DNA Forense e ao Instituto de Identificação da Polícia Civil do Distrito Federal (DF), com foco no funcionamento e trabalhos desenvolvidos nos laboratórios de antropologia, necropapiloscopia e genética forense.

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Entre os temas abordados, estavam histórico e classificação dos desastres, protocolos operacionais, identificação necropapiloscópica, medicina legal, DNA forense e odontologia legal e Sistema de Comando de Incidentes. O quadro docente foi composto por especialistas da Polícia Federal, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e de universidades públicas.

O encerramento do curso foi marcado por uma simulação de aplicação do Protocolo DVI, proporcionando aos alunos uma experiência realista e multidisciplinar de resposta a um cenário de desastre. A atividade reforçou a importância da articulação entre a perícia, as demais forças da segurança pública e a gestão de crises para a identificação de vítimas de desastres em massa.

Para o coordenador-geral de Polícias Judiciária e Científica da Diretoria da Força Nacional, Pedro Filipe, a qualificação representa um avanço importante na preparação dos operadores do Susp para situações de grande complexidade.

“Capacitar profissionais com base em protocolos internacionais é assegurar uma resposta técnica, coordenada e humanizada em cenários de calamidade. O curso de DVI fortalece a integração entre as forças de segurança e a perícia oficial, garantindo eficiência nas ações e respeito às vítimas e seus familiares”, afirmou.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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