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Presidente do TCE-MT denuncia o crescimento de cerca 100 favelas na Baixada Cuiabana 

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JB News

Por Alisson Gonçalves

 

Durante entrevista concedida à imprensa nesta terça-feira 20, o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, anunciou uma série de medidas de fiscalização e debate regional, destacando uma auditoria em andamento nos radares eletrônicos instalados em Cuiabá e Várzea Grande.

A iniciativa visa apurar possíveis irregularidades na instalação, aferição e aplicação de multas por parte dos equipamentos.

De acordo com Sérgio Ricardo, o TCE-MT está conduzindo um projeto abrangente de escuta e orientação junto às câmaras municipais de 12 polos regionais do estado, começando pela Baixada Cuiabana.

“Queremos discutir com os vereadores os desafios do desenvolvimento local, especialmente em regiões mais pobres, como a Baixada”, afirmou o conselheiro, ressaltando que o plano abrange áreas como agricultura familiar, urbanização desordenada e gestão compartilhada de serviços públicos.

O presidente do Tribunal chamou atenção para o crescimento das favelas na região metropolitana de Cuiabá, com cerca de 100 já identificadas entre a capital e Várzea Grande.

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“Estamos vendo famílias abandonarem suas casas e irem para áreas irregulares. Isso precisa ser debatido com seriedade”, alertou.

No que se refere aos radares, Sérgio Ricardo foi enfático ao afirmar que sempre criticou o modelo atual de fiscalização, que, segundo ele, opera como uma “indústria da multa”.

Ele relatou já ter combatido o sistema no passado, inclusive obtendo a retirada de radares e o cancelamento de multas indevidas.

“Os equipamentos devem estar aferidos pelo Inmetro, localizados em pontos que realmente exigem controle, como em frente a escolas, e o dinheiro arrecadado com multas precisa ser destinado à educação no trânsito”, disse.

A auditoria do TCE buscará verificar se há duplicidade de multas, ausência de aferição dos equipamentos e desvio na aplicação dos recursos arrecadados.

“Recebemos denúncias de que há fabricação de multas e uso indevido de dados dos condutores. Não podemos permitir que isso continue. O papel do Tribunal é fiscalizar e garantir a correta destinação do dinheiro público”, declarou.

Ao finalizar, Sérgio Ricardo reforçou que o TCE-MT quer contribuir com os gestores municipais, mas sem se envolver na política partidária. “Estamos aqui como cidadãos, como mato-grossenses preocupados com o futuro do nosso estado.”

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Integração entre Samu e Corpo de Bombeiros amplia atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso

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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não será interrompido e seguirá atendendo normalmente

Ana Lazarini | SES-MT
Integração permite maior agilidade no socorro às vítimas
Crédito – Secom-MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue ativo e não será interrompido em Mato Grosso. O serviço é essencial para a assistência à população e continuará operando normalmente, de forma integrada ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

Firmada em junho de 2025, a atuação conjunta entre Samu e Corpo de Bombeiros ampliou a capacidade de resposta no atendimento pré-hospitalar em todo o Estado. O tempo-resposta às chamadas já foi reduzido em 36%, enquanto o número de atendimentos prestados à população aumentou em 30%. A cooperação também possibilitou a ampliação em 100% da cobertura na região da Baixada Cuiabana.

A integração permite maior agilidade no socorro às vítimas, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, emergências clínicas, resgates e situações de risco.

“O Samu permanece como um dos pilares do atendimento de urgência e emergência em Mato Grosso. A integração com o Corpo de Bombeiros vem para somar esforços e garantir um serviço ainda mais eficiente à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

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Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) e as chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

A SES faz a gestão direta do Samu da Baixada Cuiabana – nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Os 20 serviços de Samu que estão ativos em outras cidades do interior são administrados pelos próprios municípios.

A Secretaria enfatiza que não há qualquer medida para o encerramento do Samu. Ao contrário, o Estado tem promovido ações para qualificar o serviço, como a renovação da frota de ambulâncias, a capacitação de profissionais, o aprimoramento da estrutura de regulação e a implantação de pelo menos 20 novos serviços municipais do Samu, com aporte financeiro do Estado.

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