POLITICA
Presidente da Comissão de Meio Ambiente constata eficácia da prevenção a incêndios na região de Barão de Melgaço
JB News
O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa e do Observatório Especial do Pantanal, o deputado Carlos Avallone (PSDB) visitou nesta terça-feira (16) a região de Barão de Melgaço e Distrito de Mimoso, pontos de grande atividade turística. O objetivo da visita, acompanhada por técnicos da Secretaria de Estado de Infra-estrutura (Sinfra) e Corpo de Bombeiros, foi vistoriar a estrutura de prevenção aos incêndios e as obras e melhorias já realizadas ou em andamento nestes locais.
“Cumprindo meu papel de fiscalizar a ação dos órgãos públicos em defesa deste grande santuário da fauna e da flora, tenho visitado periodicamente as várias regiões do Pantanal, começando pela Transpantaneira em Poconé e agora na região de Barão de Melgaço. Nestas visitas também estamos ouvindo os moradores locais, os pantaneiros-raiz, pescadores, donos de pousadas e fazendeiros sobre as necessidades de ampliação da estrutura preventiva em cada localidade. E o que pudemos constatar é que o trabalho antecipado de prevenção, assim como acontece na Transpantaneira, também está funcionando muito bem na região de Melgaço e Mimoso e por isso não temos focos de incêndio no Pantanal Norte”, disse Avallone.
O deputado constatou que as estradas nunca estiveram em tão boas condições, o trabalho da Sinfra foi elogiado por todos e os poucos focos de incêndio foram debelados rapidamente pela facilidade de acesso. “A presença do maquinário pesado da Sinfra está fazendo a diferença na melhoria das estradas e construção de aceiros nas margens das rodovias e estradas vicinais. Estamos felizes por não viver uma situação semelhante à de Mato Grosso do Sul, graças ao trabalho preventivo realizado pelos órgãos estaduais, federais, fazendeiros e donos de pousadas. Trabalho que continua sob coordenação da Comissão de Meio Ambiente, que está atenta à necessidade de novas ações estruturantes diante da iminência do período mais crítico da seca que é em agosto e setembro”, disse.
O empresário e dono de pousada Tarso Lopes, ressaltou que na região de Mimoso, Barão de Melgaço e Santo Antônio não há focos de incêndio e os princípios de fogo foram rapidamente controlados em ações coordenadas envolvendo órgãos públicos e os pantaneiros. “Já participei de várias reuniões na Assembleia e aqui em Mimoso com a Comissão de Meio Ambiente, Sinfra e Bombeiros e todos estão atentos e unidos, inclusive estamos fazendo uma campanha educativa junto a turistas e moradores”. O empresário realiza um importante trabalho de recuperação e reintegração de animais silvestres em sua pousada, onde existem macacos, porcos do mato, tucanos e outras aves típicas do pantanal.
A Sinfra mantém na região de Barão uma estrutura semelhante à da Transpantaneira, que trabalha na melhoria do acesso às comunidades indígenas, quilombolas, fazendas e pousadas, permitindo o acesso rápido dos bombeiros para fazer a prevenção e o combate aos focos de incêndio. A secretaria mantém cerca de 20 equipamentos pesados (tratores de esteira, pás-carregadeiras, motoniveladoras, etc) exclusivamente na prevenção aos incêndios, além de outros maquinários que estão recuperando as principais rodovias da região.
“Nós estamos fazendo o dever de casa, atuando fortemente na prevenção e isso tem feito a diferença, evitando a progressão dos focos de incêndio como aconteceu em Corumbá (MS) onde o combate ao fogo já dura 100 dias. O Pantanal é um só, mas em Mato Grosso a prevenção tem funcionado graças ao empenho de todos os órgãos públicos, coordenados pelos Bombeiros, em sintonia com os pantaneiros, prefeituras e comunidades originárias”, disse Avallone.
POLITICA
Wanderley Cerqueira abre investigação e condiciona decisão da Câmara à perícia oficial sobre escândalo dos áudios vazados em VG, VEJA
JB News
Da redação
Crise política se agrava em várzea grande com suspeita de escuta clandestina e guerra entre poderes
A crise política em Várzea Grande se intensificou nos últimos dias e expôs um cenário de forte instabilidade institucional entre o Executivo e o Legislativo municipal. O ambiente já era considerado sensível desde o início da atual gestão, mas ganhou novos contornos após a renúncia do vice-prefeito Sebastião dos Reis, o Tião da Zaeli, e, mais recentemente, com a revelação de suspeitas de escuta clandestina dentro do gabinete da prefeita Flávia Moretti, além da circulação de áudios que passaram a repercutir nos bastidores políticos e nas redes sociais.
O episódio envolvendo o suposto monitoramento dentro da sede do Executivo elevou o nível de tensão política na cidade industrial. De acordo com informações apuradas, a prefeita acionou autoridades após identificar um objeto suspeito em seu gabinete, o que levantou a hipótese de interceptação ambiental irregular. A Polícia foi comunicada e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi chamada para analisar o material e verificar sua natureza. Até o momento, não há divulgação oficial sobre o resultado dessa análise.
Paralelamente, áudios atribuídos a interlocuções internas da gestão municipal começaram a circular amplamente, com conteúdos que mencionam tratativas políticas, possíveis articulações institucionais e críticas a membros do Legislativo. A autenticidade do material, no entanto, ainda não foi confirmada por órgãos oficiais, nem há identificação formal dos autores das gravações.
Diante da repercussão, a Câmara Municipal convocou uma coletiva de imprensa para tratar do caso. O presidente do Legislativo, Vanderley Cerqueira, afirmou que a Casa irá instaurar procedimento para solicitar perícia técnica nos áudios antes de qualquer deliberação.
“Nós vamos pedir uma perícia técnica nesses áudios, até para ter a comprovação de forma correta e verdadeira. A gente precisa ter responsabilidade para não acusar ninguém injustamente”, declarou.
O presidente também ressaltou, logo no início da coletiva, a necessidade de cautela por parte de agentes públicos diante da repercussão do caso. “A gente sendo pessoa pública, tem que medir as palavras. Esses áudios já estão circulando, mas nós vamos agir com responsabilidade”, afirmou.
Questionado sobre denúncias envolvendo suposta oferta de vantagens indevidas, o presidente afirmou que teve conhecimento apenas por meio da imprensa e que não há, até o momento, registro formal na Câmara.
“Eu tomei conhecimento pela imprensa. Não chegou nada oficialmente até a Casa”, disse.
Ao ser perguntado sobre possíveis providências antes da conclusão da perícia, Vanderley Cerqueira reforçou que a Câmara não irá se antecipar. “Nós queremos a veracidade dos áudios para tomar uma posição. Sem perícia, não podemos agir.”
Sobre a origem das gravações, o presidente afirmou não haver elementos técnicos que confirmem se o conteúdo foi obtido por meio de escuta no gabinete da prefeita ou em outro ambiente. “Só a perícia pode esclarecer isso”, pontuou.
Em relação à possibilidade de medidas administrativas ou políticas mais severas, como eventual processo de cassação, o presidente destacou que qualquer decisão dependerá da confirmação dos fatos e do devido processo legal. “Isso depende da Justiça. Primeiro precisamos da veracidade para depois tomar uma posição”, declarou.
Durante a coletiva, também foram abordadas falas atribuídas à prefeita que mencionariam articulações políticas envolvendo vereadores. O presidente reiterou que não é possível confirmar a autoria sem análise técnica. “Precisamos comprovar de quem é a fala antes de qualquer julgamento.”
Sobre o teor dos áudios que circulam, afirmou que, caso sejam confirmados, o conteúdo é considerado grave. “Se aquilo for verdade, é muito grave e precisa ser tratado com responsabilidade”, disse.
Questionado sobre a relação entre os poderes, Vanderley Cerqueira afirmou que a Câmara mantém sua atuação institucional e que não há impedimentos na tramitação de projetos. “A Câmara tem aprovado os projetos do Executivo. Não há impedimento nas votações”, declarou.
Ao abordar as acusações envolvendo possíveis negociações políticas dentro do Legislativo, afirmou que não há confirmação oficial e que cada parlamentar responde individualmente por suas condutas. “Cada um responde por si”, disse.
O presidente também destacou que, após a conclusão da perícia, os vereadores deverão se reunir para definir os encaminhamentos. “No momento em que tivermos a perícia, vamos reunir os vereadores e tomar uma decisão com base em fatos concretos”, afirmou.
Até o momento, não há confirmação pública sobre a abertura de inquérito específico para investigar o conteúdo dos áudios. A análise do suposto dispositivo encontrado no gabinete da prefeita segue sob responsabilidade técnica da Politec, que deverá indicar se houve, de fato, interceptação irregular.
Caso seja constatada a existência de escuta clandestina, o caso poderá ser encaminhado para investigação criminal. Por outro lado, se os áudios não tiverem autenticidade comprovada, a apuração poderá avançar para eventual responsabilização pela produção ou disseminação de conteúdo falso.
O caso permanece em apuração e depende dos resultados técnicos para definição de eventuais medidas administrativas ou judiciais.
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