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Prefeito Emanuel Pinheiro admite crime de responsabilidade na Saúde, afirma Câmara Municipal

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Da Redação

Em uma declaração enviada à Justiça de Mato Grosso, a Câmara Municipal afirmou que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), reconheceu ter cometido um crime de responsabilidade na gestão da Saúde da cidade.

A declaração foi encaminhada pelo presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), através da Procuradoria da Casa de Leis, e foi direcionada ao juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá no último sábado,11.

Segundo o documento, a Procuradoria da Câmara cita que Emanuel está sendo investigado por uma comissão processante, acusado de ter violado o artigo 1º do decreto lei nº 201/67, que trata do crime de responsabilidade dos prefeitos ao desviar recursos públicos em benefício próprio ou de terceiros.

Emanuel contestou judicialmente a continuidade da comissão, alegando que, como se trata de um crime comum, a competência para julgamento seria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, conforme sumulado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A Câmara, em sua manifestação contra a tentativa do prefeito de interromper as investigações, argumenta que essa parte da defesa confirma que Emanuel cometeu o crime.

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“A declaração inicial do prefeito confirma sua prática criminosa, embora ele argumente que a investigação não compete aos vereadores. No entanto, é importante lembrar que aquele que comete um crime também viola os princípios éticos e de probidade, qualidades essenciais para o exercício do cargo de prefeito”, afirmou a Procuradoria da Câmara.

A comissão de investigação foi instaurada a pedido do vereador Fellipe Correa (PL), que alegou que Emanuel teria desrespeitado o decoro ao ser apontado como líder de uma organização criminosa que desviava recursos da Saúde de Cuiabá.

O vereador se baseou em uma decisão do desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que determinou o afastamento do prefeito do cargo. No entanto, essa decisão foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) três dias após o afastamento.

Emanuel, em sua defesa, argumenta que a comissão investiga “fatos extremamente genéricos”.

Nesta segunda-feira,13, às 14h, começarão os depoimentos das testemunhas indicadas pelo prefeito, incluindo o ex-secretário adjunto de Saúde de Cuiabá, Milton Correa da Costa Neto, o ex-secretário de Saúde Célio Rodrigues, e a servidora da Saúde Hellen Cristina da Silva.

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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