SUSTENTABILIDADE

Precisa ter legislações fortalecidas”, defende Max Russi sobre criação do Estatuto do Pantanal

Publicados

em

JB News

Conferência sobre o Estatuto do Bioma do Pantanal Mato-Grossense acontece entre os dias 10 e 12 de novembro, na Assembleia Legislativa. Evento vai discutir, com diversos segmentos da sociedade, soluções para uma exploração sustentável da maior planície alagada do mundo.

De acordo com o deputado Max Russi (PSB), a sustentabilidade socioambiental e a proteção dos recursos hídricos e nascentes são os temas fundamentais e serem discutidos na Conferência sobre o Estatuto do Bioma do Pantanal Mato-Grossense. O evento acontece de forma híbrida, entre os dias 10 e 12 de novembro, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, a partir das 19h.

O presidente da Assembleia Legislativa reforça que a intenção dos debates é a criação “Estatuto do Pantanal”, ou seja, elaborar um documento que contenha estratégias e ações a serem desenvolvidas pelos órgãos públicos e comunidade civil organizada a fim de inibir ocorrências de novos desastres ambientais e preservar os biomas mato-grossense e sul-matogrossense.

“É um assunto importante para o pantanal, o patrimônio de nosso Estado, que precisa de uma atenção especial, precisa ter legislações fortalecidas. Nós precisamos avançar”, avalia.

Leia Também:  Prefeito de Cuiabá dispara contra Medida do STF , e alerta para onda nacional ”Não vão nos calar”

Além do Legislativo, o projeto conta com a participação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o governo do estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

A proposta, para a criação do “Estatuto do Pantanal” foi apresentada pelo senador mato-grossense Wellington Fagundes (PL). A conferência conta com a participação de representantes das comunidades acadêmica, política e tradicionais, produtores rurais, organizações não governamentais atuantes no Pantanal e ambientalistas. As inscrições podem ser feitas pelo site da Assembleia Legislativa: www.al.mt.gov.br.

Recursos ao combate de incêndios florestais – Tramita na Assembleia Legislativa matéria que prevê a destinação de recursos ao combate de incêndios florestais e aos desastres naturais por meio de ações de prevenção e monitoramento ambiental.

O substitutivo integral ao Projeto de Lei Complementar nº 66/2020, proposto pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), também destina 2% do montante arrecadado ao Fundo Previdenciário do Estado de Mato Grosso.

Leia Também:  Botelho ressalta apoio do governador após disparar em pesquisa

Max Russi argumenta que a Constituição Federal prevê, em seu artigo 225, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.“É uma norma constitucional. Vivemos em um estado que preserva muito e precisamos potencializar a importância dessas ações de preservação”, defendeu.

COMENTE ABAIXO:

SUSTENTABILIDADE

Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

Publicados

em

Por

JB News

O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

Leia Também:  Coronel Alessandro Borges diz que iniciativa de combate às queimadas em Cuiabá será implementada em três fases: prevenção, operação e responsabilização

Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

Leia Também:  Ministério Público inicia jornada pela certificação Lixo Zero

 

As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA