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Por que carros são abandonados em Dubai?

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Cenas de supercarros e outros esportivos caros estragando em estacionamentos de aeroportos é comum nos Emirados Árabes. Existe uma razão econômica que explica esse “fenômeno”
  • Renan Sousa (com Julio Cabral)
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Ferro-velho de supercarros em Dubai  (Foto: Reprodução internet )Ferro-velho de supercarros em Dubai (Foto: Reprodução internet )
Quando você imagina um ferro velho, deve pensar em carros despedaçados peças aleatórias em um amplo espaço. Mas, se for a um ferro velho de Dubai, é possível que essa imagem mude na sua cabeça. Modelos de luxoque são vendidos por até R$ 2,8 milhões, estão cobertos de poeira nesses depósitos de “sucatas”.
Um ano atrás, uma empresa britânica chegou a oferecer um salário de até R$ 140 mil reais para quem quisesse resgatar esses veículos. Era preciso encontrar os antigos donos negociar o valor para, assim, poder tomar posse do carro.
Ferro-velho de supercarros em Dubai  (Foto: Reprodução internet )De BMW a Bentley, alguns modelos podem ficar anos, empoeirando nas areias do deserto (Foto: Reprodução internet )
Isso era difícil, já que, muitas vezes, os donos acabavam vindo à falência fugiam do país.
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Dubai é conhecida por ser uma “cidade ostentação”, com prédios arranha-céus e, evidentemente, carros de luxo de última geração. Mas uma grave crise assolou os Emirados Árabes entre 2012 e 2018, o que gerou uma quebra generalizada em empresas pessoas.
O professor da FGV, Fábio Gallo, que orientou uma tese de doutorado sobre esquemas de finanças islâmicas, explicou como funciona o sistema de crédito, que não usa juros para se manter.
Ferro-velho de supercarros em Dubai  (Foto: Reprodução internet )O interior de um veículo de luxo que ficou abandonado em um ferro velho em Dubai (Foto: Reprodução internet )
“As pessoas tomam os empréstimos pagam. Ponto. Elas estão tomando esse empréstimo em nome de Alá, em nome de Deus. Então elas precisam pagar. Uma cidade-estado como Dubai tem uma lei muito pragmática em cima disso: se você toma um empréstimo e não pagou por qualquer motivo, quem te deu esse dinheiro telefona para a polícia e ela te põe na cadeia”, afirma ele
Segundo o professor, Dubai é uma cidade muito desigual, com uma renda per capita em torno de 40 mil dólares para seus pouco mais de 10 milhões de habitantes. Mas a pequena elite, que ganha seu sustento dos poços de petróleo, é quem sustena esse mercado de luxo.
Um exemplo dos carros de luxo usados, vendido pela empresa Alibaba, gigante do e-commerce na Ásia (Foto: Site Alibaba)Um exemplo dos carros de luxo usados, vendido pela empresa Alibaba, gigante do e-commerce na Ásia (Foto: Site Alibaba)
Como os carros populares são, em média, mais caros do que em outros países, quem possui dinheiro opta por um modelo de luxo. “Muita gente que vai tentar a vida lá, empresáriosempreendedores, chegam e compram esses carros de luxo para pagar em dois ou três anossem juros. O problema é que não necessariamente eles têm a mesma fortuna das famílias árabes”, comenta Fábio.
Assim, quando o compromisso não é honrado e a cadeia é iminente, só resta uma opção: essas pessoas pegam o primeiro voo para deixar o país e deixam o carro no aeroporto. Depois de algum tempo parado, o veículo vai a leilão (e aí entram os caçadores de carrões citados).
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Especialista fala sobre a importância de ser anfitrião da família na pandemia

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REGRAS SEM FRESCURA

Especialista em Etiqueta Social fala sobre a importância de ser anfitrião da família na pandemia

Renata Corrêa diz que se todos soubessem a Etiqueta dentro das regras, sem preconceito, seria como uma regra qualquer, tal como parar o carro no sinal vermelho

Você acha que a Etiqueta Social é frescura? Então chegue mais perto à leitura e se atente ao convite da especialista em Etiqueta Social, Renata Corrêa, que vai ensinar como surpreender os convidados com a live “Receber Bem e Mesa Posta”, nesta quarta-feira (05.08), às 19h, pelo projeto “Mulheres da Grande Família”. A proposta é de um grupo criado para troca de experiências, entre mulheres, e que vem ajudando muitas donas de casas, empreendedoras, profissionais de carreira e autônomas, de várias áreas, a enfrentarem, juntas, esta pandemia causada pelo novo Coronavírus (Covid-19), abordando diversos assuntos de um jeito criativo e sustentável.

Chega um dia, na vida adulta, que os momentos em família aumentam, os encontros com os amigos se tornam mais caseiros e cresce a vontade de servir e preparar o ambiente da casa cada vez melhor e convidativo a quem amamos, não é mesmo? Principalmente neste tempo de isolamento social, onde o convívio familiar está maior, tornando-se ideal para compartilhar e aprender sobre etiqueta.

“Agora que a gente não está podendo receber amigos, muitas pessoas na nossa casa, o foco voltou-se para aquilo que seria o essencial, o mais importante para a nossa vida, que é a família. Então é o que eu quero frisar bem neste encontro de quarta-feira (05), que é você ser anfitriã de sua própria família, uma mulher hospitaleira com os seus hóspedes diários, que são os nossos familiares. Ou seja, como você pode agradar? Como fazer uma mesa de forma simples, mas que fique elegante, bonito? Como que a gente pode aproveitar esse momento para ensinar aos nossos filhos, marido, amigos, primos, sobrinhos, os benefícios da etiqueta?”, convida Renata.

Quando se fala em Etiqueta Social logo vem à mente que se trata de um padrão para os ricos, e foi tido por muito tempo como frescura de uma classe social alta.

“Ao contrário, a Etiqueta não é frescura. Ela te iguala. Quando a gente sabe, você consegue circular em qualquer ambiente, porque você sabe como se comportar naquele determinado lugar. Ela te desiguala quando você não sabe o que fazer. Então, se todos soubessem a etiqueta dentro das regras, seria tal como a regra de atravessar a faixa de pedestre, ou parar o carro no sinal vermelho, que é uma regra, como outra qualquer. Se todo mundo fizer, as coisas fluem muito melhor”, explica a especialista em Etiqueta.

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A Etiqueta Social engloba a Etiqueta à Mesa, o Receber Bem e a Etiqueta de Comportamento. Todos que a Renata se especializou pelo Instituto de Etiqueta e Protocolo de Belo Horizonte. E o foco dela é a etiqueta de receber em casa, do churrasco de família, do aniversário, o “junta panela”, onde cada um leva um prato para reunir em um almoço, por exemplo.

São pequenas recepções, como o nome de seu projeto traduz, em “Receber simples assim”, para que aquela mulher aprenda a ser uma anfitriã, sem precisar de ninguém para fazer as coisas por ela. Assim saberá, dentro da regra, aquilo que pode facilitar a vida dela na hora de receber alguém em casa.

Receber Simples Assim

 

Esta ideia começou porque Renata sempre gostou de ser uma anfitriã, de receber pessoas em sua casa, em Natal, Páscoa, Réveillon e de preparar as festas de aniversários dos filhos. Foi quando decidiu que deveria se especializar em festas afetivas, e fez o primeiro curso voltado para este hobby.

Além de especialista em Etiqueta Social, Renata Corrêa também é fonoaudióloga e funcionária pública estadual, que agregou as duas profissões à sua vida.

A medida que foi desenvolvendo a sua segunda ocupação profissional, Renata pendeu para a proposta de “Mesa Posta”, onde fez o segundo curso “Receber Bem e Etiqueta à Mesa”, e continuou se aperfeiçoando nesta área, além do curso de Etiqueta à Mesa.

Com o intuito de fazer um trabalho que inspirasse outras pessoas quanto a Mesa Posta, entre outras definições da Etiqueta, em 2017, Renata criou o perfil @renata_recebersimples, no Instagram.

E, aquilo que tinha o intuito de ser inspiração, tornou-se uma ferramenta rentável, onde decidiu ganhar dinheiro fazendo o que gosta, e entrou de cabeça no mundo profissional, ministrando workshops da área de Etiqueta, de uma forma prática, dentro da própria residência. Justamente para mostrar e ensinar às pessoas que vinham fazer o curso, o foco de ser uma anfitriã de sucesso e receber bem.

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Deu tão certo, que, além do Instagram, Renata Corrêa está presente nas plataformas virtuais do Youtube e Telegram, como Receber Simples Assim Por Renata Corrêa, e no Facebook e Pinterest, como Receber Simples Assim, com dicas gratuitas a quem quiser aprender um pouco mais sobre Etiqueta.

“E por falar em sucesso, o grupo Mulheres da Grande Família tomou uma proporção grande e traz muitos benefícios para as mulheres. Nós mulheres damos conta de fazer muitas coisas, mas muita das vezes a gente não se une para aprender o que uma pode estar ensinando para a outra. E está sendo um momento rico de troca de experiências. Agora a gente está podendo falar que não sabia fazer algo e se sentir a vontade para mostrar tanto as fragilidades, como as virtudes, e dividir os valores. É uma multiplicação de conhecimento”, finaliza Renata.

De tudo um pouco

O projeto Mulheres da Grande Família, idealizado pela empresária e dona de casa, Leonora Sodré, traz uma base de apoio e parceria, que somam atualmente 132 mulheres. Já abordou o tema sobre “Saúde Mental”, com foco em depressão, com a psicóloga Thais Dias Vidotti, “Mulheres em situação de risco”, com a advogada e presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), Michelle Marie de Souza, sobre “Automaquiagem”, com a profissional Mayara Strobel, e, na semana passada, com a engenheira Civil, Daniela Argenta, o tema foi “Empoderamento prático através de ferramentas e furadeiras”.

Dani Argenta trabalha há mais de 15 anos na parte de engenharia rodoviária, com projetos, faixas de domínio e desapropriação, e trouxe ao grupo um pouco da independência de pequenos serviços em casa, desde hidráulica, elétrica e ferramentas manuais, que podem ser trocados sem a necessidade de gastar com um prestador de serviço.

A engenheira civil trouxe o poder de decisão, autonomia e liberdade, além dos reparos com o conceito da @supersisoficial, perfil que representa a profissional, amante das ferramentas e reparos, além da página www.supersis.com.br, onde apresenta o seu projeto SuperSis, com a dinâmica de cursos.


 
Por Beatriz Saturnino 
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