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Policial Penal vai a júri popular nesta quinta-feira por matar o marido a tiros em Cuiabá

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Da Redação

 

VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

A policial penal Fernanda Santana da Silva, vítima de violência doméstica, vai a julgamento pela morte do companheiro Anaxesandro de Castro Leite, nesta quinta-feira 25.01, no Fórum de Cuiabá.

O crime aconteceu no dia 20 de dezembro de 2020, na residência onde moravam no Bairro Jardim Florianópolis em Cuiabá.

Após o assassinato do marido, Fernanda ligou ara a delegacia informando o que tinha acontecido, ela se entregou, foi presa e liberada pela justiça, onde vinha cumprindo medidas cautelares. Nesta quinta o júri irá decidir se ela deve ou não ser absolvida.

No dia do seu depoimento,  Fernanda informou  que conheceu Anaxesandro, por volta de 2104,  e dois meses depois já estavam morando juntos.

E que passando cerca de menos de dois meses que já estavam morando na mesma casa tiveram a primeira briga, ele agrediu a Fernanda com tapas. E que neste dia ele (a vítima), decidiu sair de casa. Mas logo em  seguida eles começaram novamente a trocar mensagens por telefone celular. Segundo Fernanda ele demostrava arrependimento e decidiram retornar o relacionamento.

A partir daí começaram um ciclo vicioso de violência doméstica, onde aconteciam diversas brigas entre o casal, a vítima saia de casa e em seguida voltava novamente.

Fernanda disse que no primeiro ano ela reagia as agressões feitas por Anaxesandro. Ela revidava rebatendo as ofensas verbais. E que por duas vezes ela chegou a chamar a polícia, registrando vários Boletins de Ocorrência contra ele. E que em algumas vezes ele a deixou com os olhos roxos por conta dos socos e a machucou bastante. Muitas das vezes ele a chutava e puxava seu cabelo, deixando-a bem machucada.

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Que esse clico perdurou seis anos antes dele decidir sair de casa para procurar um emprego fora de Cuiabá. Que nesse período não houve interrompimento formal do relacionamento. Mas que a vontade de Fernanda era para que Anaxesandro refizesse sua vida para a cidade onde ele tinha ido trabalhar, que segundo consta no depoimento a cidade escolhida foi Campo Novo dos Parecis.

Segundo Fernanda, ele conseguiu um emprego na cidade, mas não parava de fazer ligações para ela. E que o trabalho durou por cerca de três meses, e ficou novamente desempregado na cidade e pediu para retornar para a casa onde ambos moravam. Ela aceitou, e deu continuidade ao relacionamento. Mas as brigas e agressões não paravam, e que Fernanda decidiu não chamar a polícia e nem registrar novos boletins de ocorrência. Alegando que não dava em nada a sua prisão. E  que em uma das vezes Anaxesandro havia acabado de sair de uma audiência de custódia e a primeira coisa que fez foi pular o muro de sua casa.

Que na quinta feira 17.12, três dias antes do assassinato de Anaxesandro, ambos tiveram uma briga bastante agressiva por ciúmes dele. Neste dia ela foi agredida com socos e chutes, onde ele fazia um interrogatório por conta dos ciúmes.

No dia 19, um dia antes do crime, eles resolveram fazer um churrasco, onde a irmã de Fernanda, os seus filhos, uma vizinha e sua filha participaram do almoço,  os adultos consumiram bebidas alcoólica.

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Durante o dia foi tudo bem, mas quando chegou à noite, o casal começou a discutir, e que em determinando momento a sua filha falou algo que Anaxesandro não gostou e partiu para cima da garota na tentativa de agredi-la. Quando a irmã da Fernanda decidiu intervir, e Anaxesandro Leite voltou sua raiva para ela, tentando bater na mulher, quando Fernanda pegou uma faca e o feriu, golpeando na região lombar.

Foi quando Anaxesandro saiu correndo, pulando o muro. Imediatamente a irmã de Fernanda pegou as crianças e saíram correndo da casa, amedrontadas pelas agressões.

 

Fernanda correu para os fundos da casa, e pegou sua pistola que estava guardada no guarda-roupas, e deu um tiro em direção a saída da janela do seu quarto, sem intenção de atingir a vítima, para que Anaxesandro saísse correndo e fosse embora, para acabar as agressões. E no momento que ela foi até o portão para procurar os filhos e a irmã que fugiram na briga, Anaxesandro voltou e novamente foi para cima dela para agredi-la  ambos caíram  no chão,  foi quando ela efetuou vários disparos e só parou quando a vítima não se mechia mais.

Segundo Fernanda ela entrou em desespero, e pegou um celular e começou a ligar para todo mundo, irmã, primos, amigos inclusive ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, para comunicar o ocorrido. Depois disso ela foi até a uma distribuidora localizada no bairro, ligou para a polícia e se entregou.

Fernanda será acompanhada pelos  advogados de defesa  Doutora  Janaína Ribeiro Bezerra, Dr. Fernando Stellato Ribeiro e Drª Késia Martins Fortes dos Reis.

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Homem confessa sexo com cachorro em zona rural de MT c vira alvo de investigação da Polícia Civil

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JB News

por Emerson Teixeira

Foto : PC-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso identificou um homem de 32 anos investigado por um caso de zoofilia e maus-tratos a animal na zona rural de Santo Antônio de Leverger. A apuração é conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), que instaurou inquérito para responsabilizar o suspeito e reunir provas sobre o crime.

As investigações tiveram início após a circulação de um vídeo nas redes sociais, no qual o homem aparece abusando sexualmente de um cão de porte médio. A repercussão das imagens levou à identificação do suspeito, que posteriormente compareceu à delegacia acompanhado de advogado e admitiu a prática criminosa.

Segundo a Polícia Civil, o investigado já possui histórico criminal, com condenações anteriores por roubo e estupro de vulnerável, além de fazer uso de tornozeleira eletrônica. A reincidência em crimes graves acende alerta sobre o perfil do suspeito e reforça a gravidade do caso.

Durante diligências realizadas nas proximidades da BR-364, na área rural onde o fato ocorreu, os policiais encontraram o imóvel fechado, com dois animais mantidos amarrados do lado externo. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para coletar material biológico no animal vítima, que passará por exames para subsidiar o inquérito.

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O cão recebeu atendimento com apoio do setor de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Cuiabá, que garantiu assistência veterinária e acompanhamento após os maus-tratos.

A conduta investigada se enquadra no crime previsto na legislação ambiental brasileira, especialmente após o endurecimento das penas com a chamada Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), que estabelece reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda, quando o crime envolve cães ou gatos.

A Polícia Civil reforça que denúncias são essenciais para combater crimes dessa natureza. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 197 ou diretamente à Dema.

O caso segue sob investigação e deve avançar com base nos laudos periciais e demais elementos coletados, podendo resultar em responsabilização criminal mais ampla diante do histórico do investigado.

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