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Polícia Civil prende integrantes de facção e resgata vítima que seria executada por grupo criminoso

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Tangará da Serra (239 km a médio-norte de Cuiabá), deflagrou no final da tarde de quarta-feira (15.05), a 5ª fase da Operação Status Quo, com foco no combate ao tráfico de drogas e atuação de facções criminosas no município.

A ação resultou no resgate de uma mulher que seria assassinada por membros de uma facção criminosa atuante no município. Três criminosos foram presos pelos crimes sequestro, tentativa de homicídio (contra a vítima e contra os policiais) e organização criminosa. Uma quarta pessoa, marido da vítima, também foi autuada em flagrante por tráfico de drogas.

A operação integra os trabalhos da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso para o combate à atuação de facções criminosas em todo estado.

As diligências iniciaram logo que a equipe de policiais da Delegacia de Tangará da Serra recebeu a denúncia de que a vítima havia sido sequestrada e levada para uma lavoura de milho, próximo ao bairro Alto da Boa Vista.

De posse das informações de inteligência, os investigadores iniciaram as diligências, chegando direto ao local onde estavam membros da facção criminosa, e encontrando a vítima sob a mira de armas de fogo. A vítima estava ajoelhada no chão, rodeada por homens, minutos antes de ser executada.

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Ao perceber a chegada da equipe da Polícia Civil, os criminosos efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra os policiais, que revidaram a injusta agressão, dando início a uma troca de tiros. Diante da situação, os suspeitos fugiram a pé por uma lavoura de milho, abandonando a vítima e dois veículos (VW Polo hatch prata e VW Polo sedan preto) que utilizavam.

Em continuidade às diligências, os investigadores adentraram o milharal e conseguiram capturar um dos criminosos e apreender um revólver, calibre 38, com cinco munições, utilizado na ação criminosa. Alguns metros à frente, policiais militares encontraram mais um dos envolvidos, que estava ferido na perna, em razão do confronto com os policiais.

Ainda durante as buscas pelos suspeitos, foram levantadas novas informações pelo Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Tangará da Serra, que resultou na prisão do terceiro criminoso que já estava em casa. Com ele, os policiais apreenderam grande quantidade de droga embalada para venda.

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Com o prosseguimento das investigações, a equipe da Polícia Civil seguiu para a casa da vítima, onde foram apreendidas 218 porções de cocaína, resultando na prisão em flagrante do esposo da vítima, que também estava com mandado de prisão em aberto.

Todos os suspeitos, sendo três criminosos envolvidos no sequestro, tentativa de homicídio e organização criminosa da mulher e o esposo da vítima, flagrado em situação de tráfico de drogas, foram conduzidos à Delegacia de Tangará da Serra, onde após serem interrogados pelo delegado Igor Sasaki, foram autuados em flagrante pelos crimes praticados.

O delegado representou pela prisão preventiva dos suspeitos, além da extração de dados de aparelho celular e notebook e pelo sequestro de valores dos suspeitos de praticarem os crimes. “Foi uma ação rápida e eficiente da Polícia Civil, que não só impediu mais um homicídio, resgatando a vítima, no momento em que seria executada, como também prendeu em flagrante os criminosos envolvidos no bárbaro crime que seria praticado”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava decisão do STF para traficar entorpecentes

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16.4), a Operação Supremo Engano, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. O principal investigado utilizava uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e documentos falsos para simular doença com o objetivo de obter autorização judicial para cultivar e transportar drogas.

Na operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial, com base em investigação que apura crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As ordens judiciais foram cumpridas em endereços situados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. Durante as buscas realizadas nesta data, foram apreendidos materiais e documentos que auxiliarão na continuidade e no aprofundamento das investigações.

A operação é resultado de investigação policial desenvolvida ao longo de meses pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com base em apreensões, oitivas de testemunhas, análise de materiais, perícias técnicas e demais diligências investigativas, que revelaram a existência de uma estrutura criminosa voltada ao cultivo, distribuição e intermediação de entorpecentes, com especial foco em cannabis de alta concentração de THC.

Um dos principais investigados já havia sido preso anteriormente, ocasião em que foram apreendidos, em sua residência, uma considerável quantidade de drogas, diversos materiais e insumos para cultivo de entorpecentes, além de estufas especialmente montadas para o cultivo indoor de cannabis, evidenciando a reiteração criminosa e a estrutura profissionalizada do esquema.

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Decisão do Supremo e uso de documentos falsos

As investigações revelaram que o suspeito vinha se valendo de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a descriminalização do porte de até 40 gramas de maconha para uso pessoal, como fundamento para desafiar abertamente as autoridades policiais.

Em atitude de manifesto escárnio, o investigado afirmou em rede social que fumaria maconha em frente à própria sede da Denarc, invocando a decisão do STF como escudo para sua conduta.

Porém, com o avanço das investigações, foi possível constatar que a atuação do investigado ia muito além do uso pessoal, configurando, em tese, os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As investigações apontaram que o investigado estava ativamente angariando documentação falsa, simulando uma condição de doença, com o deliberado objetivo de obter, junto ao Poder Judiciário, um habeas corpus preventivo que lhe conferisse autorização judicial para cultivar e transportar drogas de maneira livre e desimpedida, sem qualquer controle ou fiscalização policial.

Esquema do tráfico

Segundo o delegado Eduardo Ribeiro, responsável pelas investigações, para atuar com o tráfico, o investigado utilizava uma estratégia que combinava a exploração de uma decisão judicial legítima com a produção de documentos fraudulentos, evidenciando a sofisticação e a ousadia do esquema criminoso.

Em relação à tentativa de obtenção fraudulenta de autorização para uso medicinal de cannabis, a estratégia consistia em adquirir produto legalizado, manter sua embalagem original e substituir seu conteúdo por droga cultivada ilegalmente, com o intuito de circular livremente e ludibriar eventual fiscalização policial — mais um ardil elaborado para se ocultar sob aparente legalidade.

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As investigações identificaram ainda a atuação de outros indivíduos no esquema, incluindo aqueles responsáveis pela comercialização direta de entorpecentes e pelo recebimento de valores oriundos da atividade ilícita, evidenciando a existência de uma associação estruturada para o tráfico de drogas, nos termos do artigo 35 da Lei n.º 11.343/2006.

Supremo Engano

O nome da operação faz referência à prática criminosa que busca se ocultar sob aparente legalidade — seja pela distorção de decisões judiciais, seja pela produção de documentos falsos ou pelo uso de autorizações medicinais como biombo para a atividade ilícita.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e de sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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