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PF faz operação em MT e mais 11 estados para combater o abuso sexual infant

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Da Redação

Na manhã desta terça-feira,30, a Polícia Federal deflagrou a Operação Leafdown, uma ação coordenada para combater o crime de armazenamento de materiais com conteúdo de abuso sexual infantil.

A operação resultou no cumprimento de 39 mandados de busca e apreensão em diversos estados brasileiros, incluindo Mato Grosso, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

Os investigados na operação enfrentarão consequências legais, respondendo pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, conforme estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O nome da operação, “Leafdown”, faz alusão ao trabalho investigativo voltado para a derrubada de usuários que atuam em ambientes cibernéticos específicos, onde adquirem e distribuem material de abuso sexual infantojuvenil para outros criminosos, inclusive de fora do Brasil.

A Polícia Federal não apenas combate o crime, mas também emite um alerta aos pais e responsáveis sobre a necessidade de monitorar e orientar seus filhos nas interações virtuais e físicas.

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A instituição enfatiza que a prevenção é essencial para garantir a segurança e o bem-estar das crianças e adolescentes, uma vez que o mundo digital pode apresentar riscos consideráveis.

A Operação Leafdown é um passo significativo na luta contra a exploração sexual infantil e demonstra o compromisso das autoridades em proteger os mais vulneráveis.

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Polícia Federal

Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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