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Pesquisadoras e técnicos percorrem propriedades do Pantanal para validação do software FPS

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Pesquisadoras da Embrapa Pantanal e técnicos do Sistema Famato que atuam no projeto Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS) estão a campo percorrendo as propriedades rurais assistidas pelo projeto na região Oeste de Mato Grosso. As visitas técnicas acontecem entre os dias 17 e 25 de novembro, nos municípios de Poconé e Cáceres.

O objetivo da rodada de visitas é fazer os ajustes e validar o Software Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS). A ferramenta foi desenvolvida pela Embrapa Pantanal para medir a sustentabilidade de cada propriedade assistida.

“O software possibilita aos produtores inserirem dados e acompanharem a evolução de suas propriedades. Por isso, essa fase de ajustes e validação, com a participação do produtor pantaneiro, é muito importante”, apontou Marcelo.

Na oportunidade, as pesquisadoras Suzana Maria Salis e Sandra Santos, além dos técnicos de campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Hernan Feliciano, Lévender de Mattos, Victor Hugo Tadano Padilha, orientam os produtores pantaneiros sobre manejo de pastagem nativa, vegetação das florestas, entre outras consultorias e ainda esclarecem as dúvidas.

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“Essa fase do projeto é muito válida. É o momento em que as pesquisadoras da Embrapa estão mais próximas dos produtores, ouvindo as dificuldades, tirando dúvidas e orientando os pantaneiros”, contou o supervisor, Marcelo Nogueira.

O projeto FPS – É realizado por meio da parceria entre a Famato, Senar-MT, Acrimat e Embrapa Pantanal, com apoio do Imea e Sindicatos Rurais. Previsto para durar cinco anos, o projeto prevê assistência técnica, apoio ao gerenciamento da fazenda, capacitação e treinamento dos funcionários e demais consultorias voltadas aos pecuaristas que atuam no Pantanal.

Site – Para saber mais sobre o projeto FPS acesse o site desenvolvido pelo Sistema Famato onde são divulgadas matérias, fotos, histórico das propriedades, entre outras informações aqui: https://fps.sistemafamato.org.br/.

Evento – Na sexta-feira (26) haverá o II Encontro de Produtores Rurais da Fazenda Pantaneira Sustentável, das 8h às 12h30. O evento será em formato híbrido com transmissão ao vivo pelo YouTube https://www.youtube.com/watch?v=Jca9BfhS-H8. A participação presencial será restrita aos participantes do projeto e produtores rurais.

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MEIO AMBIENTE

Estatuto do Pantanal recebe novas contribuições

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Projeto, apresentado pelo senador Wellington Fagundes, tramita no Senado Federal

Ampliar a proteção às nascentes dos principais rios formadores do pantanal e incluir programas que possam garantir mais competitividade e sustentabilidade às atividades econômicas hoje presentes no pantanal. Estas são algumas das propostas apresentadas, nesta segunda-feira (29), durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para discutir o Estatuto do Pantanal, projeto que está em tramitação no Senado Federal por iniciativa do senador Wellington Fagundes (PL-MT).

Requerida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PSL), a audiência contou com a participação de vários setores da sociedade, principalmente de produtores rurais que atuam na pecuária de corte, uma das mais fortes atividades presentes no bioma. Eles lembram que 95% do pantanal estão hoje nas mãos de proprietários rurais que, há pelo menos três séculos, convivem com o ciclo de secas e cheias e aprenderam a preservar o bioma como forma de garantir a sustentabilidade da atividade econômica.

“Qualquer discussão sobre o pantanal não pode prescindir da participação desse setor”, defendeu o presidente do Sindicato Rural de Poconé, Raul Santos.

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O senador Wellington Fagundes, autor do projeto, explicou que vários segmentos da sociedade estão sendo ouvidos na discussão do Estatuto do Pantanal. “Desde o ano passado, pelo menos 51 instituições já participaram das discussões e outras audiências devem ser realizadas até que o projeto seja votado na Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal”.

Segundo o senador, a falta de uma legislação estadual levou a Procuradoria Geral da República a sugerir que o pantanal seja tutelado pela legislação que incide sobre a mata atlântica. “Não podemos deixar que isso aconteça. São biomas diferentes. Precisamos ter uma legislação adequada ao pantanal e quem conhece esse bioma são os que moram na região e convivem com o bioma”, disse.

O parlamentar também sugeriu a atuação da Assembleia Legislativa junto ao governo do Estado para retomada do programa Bid-Pantanal, que previa investimentos de 400 milhões de dólares. Assinado em 2001, o programa não chegou a ser executado em sua totalidade.

O deputado Cattani também confirmou a intenção da Assembleia Legislativa em contribuir com as discussões ao propor novas audiências em diferentes regiões do pantanal. “Estamos prontos. O bioma merece nossa atenção por ser um dos mais ricos em biodiversidade e estar presente em nosso território”, lembrou.

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Da assessoria

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