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Pesquisa aponta que mais de 70% dos consumidores mato-grossenses comem fora pelo menos uma vez por semana

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DADOS

Momentos em família, encontros com amigos e a praticidade no horário do almoço são os principais motivos destacados pelos entrevistados

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae/MT) revelou que 73% dos consumidores do estado comem fora de casa pelo menos uma vez por semana, e, a maioria deles (51%) optam por irem a restaurantes como uma oportunidade de sair com familiares ou socializar com amigos. Entre os alimentos mais consumidos fora do lar destacam-se pizzas, grelhados e massas, com crescente interesse por pratos inspirados em culinárias internacionais, preferidos por 41% dos entrevistados.
As principais motivações para comer fora incluem passear com a família, mencionado por 75% dos entrevistados, seguido pela oportunidade de encontrar amigos e familiares, apontada por 66%. Almoço por conveniência também é um fator importante para 51% dos consumidores, que consideram prático comer fora neste horário, enquanto 36% destacam o interesse em explorar novos sabores e vivenciar experiências gastronômicas.
Segundo a gestora Estadual de Negócios de Alimentos e Bebidas do Sebrae/MT, Inajara Amorim, os empreendedores precisam estar atentos às mudanças nos hábitos dos consumidores, que podem variar ao longo da semana. “O que a gente indica sempre para os restaurantes é olhar qual que é a estratégia e qual que é o propósito daquele restaurante ou daquele negócio. Os hábitos vão mudando e os donos dos estabelecimentos precisam estar atentos a isso, tanto que muitos preferem sair para socializar entre familiares e amigos, como mostra a pesquisa, portanto os locais precisam oferecer algo além para uma boa experiência”, alerta.
A pesquisa indica ainda que 91% dos entrevistados afirmam consumir refeições caseiras regularmente, sendo que massas e grelhados são os mais preparados na rotina, com 62% e 61% respectivamente. Sobre a preferência por comida caseira, Inajara explica que é um reflexo ainda da pandemia, quando muitas pessoas se acostumaram a preparar suas próprias refeições.
“Esse hábito persiste, o que exige atenção dos empresários às demandas e ao perfil do consumidor. É importante que o empresário esteja atento ao perfil do consumidor, à demanda de consumo, e o Sebrae/MT está sempre atendendo de forma direta os negócios do ramo de alimentação e bebidas, por meio de pesquisas, palestras, cursos e consultorias, auxiliando a enxergar esse cenário e avaliar seu modelo de negócio quando necessário”.
De acordo com a pesquisa, os clientes valorizam ambientes agradáveis, bom custo-benefício e um toque humano no atendimento, mesmo em cenários mais tecnológicos. A demanda por opções saudáveis, veganas e sustentáveis está em crescimento, indicando tendências que podem impulsionar a inovação no setor. Inajara ressalta a importância de atender a essa diversidade de públicos. “Os estabelecimentos precisam ter opções variadas, como veganas e vegetarianas, para atender todos os consumidores. O hábito de consumo muda várias vezes ao longo da semana”, destaca Inajara.
Novas estratégias 
A pesquisa revelou que os hábitos, preferências e expectativas dos consumidores em relação à alimentação fora do lar incluem também o uso de serviços de delivery, ou seja, entrega do produto em casa. Os critérios mais valorizados nesse contexto são: sabor (85%), preço justo (65%), variedade e higiene (57% e 54% respectivamente). Além disso, a digitalização tem ganhado força, com 31% dos consumidores preferindo maior autonomia em processos como pedidos, retirada e pagamento.
Para o gestor estadual de Varejo e Mercado Digital do Sebrae/MT, Leandro Gonçalves, a presença digital é essencial para empresas que atuam no setor de alimentação fora do lar porque a jornada de compra dos consumidores começa, muitas vezes online, tanto que os dados mostram que 25% dos entrevistados preferem cardápio digital.
“Plataformas como redes sociais, sites e aplicativos são os primeiros pontos de contato onde o cliente pesquisa cardápios, verifica avaliações e busca informações sobre a localização e serviços. Além disso, uma presença digital forte aumenta a visibilidade, fideliza consumidores com ações de engajamento e amplia o alcance para públicos que talvez nunca tivessem contato com o negócio de forma física”, orienta o gestor.
A pesquisa indica ainda que 25% dos consumidores optam pelo Ifood e outros 22% utilizam as redes sociais da empresa, os demais clientes costumam usar o app próprio do restaurante ou telefone, com 14% e 12% respectivamente.
“Incluindo também a digitalização do atendimento, agora mais do que nunca os consumidores querem respostas mais rápidas, quase que instantâneas. A escolha de um estabelecimento ou não, pode ser decidida devido a demora do atendimento, e isso é muito importante”, explica o gestor ao reforçar a importância de introduzir novas ferramentas nos processos.
Sobre a pesquisa
A pesquisa, conduzida em setembro de 2024, entrevistou 734 moradores de Mato Grosso com 18 anos ou mais. O estudo utilizou metodologia quantitativa, apresentando uma margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%.
O perfil dos entrevistados mostra uma idade média de 36 anos e renda mensal média de R$ 4.236. Quanto à ocupação, 91% estão empregados, sendo 74% no modelo presencial, 24% em regime híbrido e apenas 2% trabalhando exclusivamente de forma remota.

Momentos em família, encontros com amigos e a praticidade no horário do almoço são os principais motivos destacados pelos entrevistados

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae/MT) revelou que 73% dos consumidores do estado comem fora de casa pelo menos uma vez por semana, e, a maioria deles (51%) optam por irem a restaurantes como uma oportunidade de sair com familiares ou socializar com amigos. Entre os alimentos mais consumidos fora do lar destacam-se pizzas, grelhados e massas, com crescente interesse por pratos inspirados em culinárias internacionais, preferidos por 41% dos entrevistados.
As principais motivações para comer fora incluem passear com a família, mencionado por 75% dos entrevistados, seguido pela oportunidade de encontrar amigos e familiares, apontada por 66%. Almoço por conveniência também é um fator importante para 51% dos consumidores, que consideram prático comer fora neste horário, enquanto 36% destacam o interesse em explorar novos sabores e vivenciar experiências gastronômicas.
Segundo a gestora Estadual de Negócios de Alimentos e Bebidas do Sebrae/MT, Inajara Amorim, os empreendedores precisam estar atentos às mudanças nos hábitos dos consumidores, que podem variar ao longo da semana. “O que a gente indica sempre para os restaurantes é olhar qual que é a estratégia e qual que é o propósito daquele restaurante ou daquele negócio. Os hábitos vão mudando e os donos dos estabelecimentos precisam estar atentos a isso, tanto que muitos preferem sair para socializar entre familiares e amigos, como mostra a pesquisa, portanto os locais precisam oferecer algo além para uma boa experiência”, alerta.
A pesquisa indica ainda que 91% dos entrevistados afirmam consumir refeições caseiras regularmente, sendo que massas e grelhados são os mais preparados na rotina, com 62% e 61% respectivamente. Sobre a preferência por comida caseira, Inajara explica que é um reflexo ainda da pandemia, quando muitas pessoas se acostumaram a preparar suas próprias refeições.
“Esse hábito persiste, o que exige atenção dos empresários às demandas e ao perfil do consumidor. É importante que o empresário esteja atento ao perfil do consumidor, à demanda de consumo, e o Sebrae/MT está sempre atendendo de forma direta os negócios do ramo de alimentação e bebidas, por meio de pesquisas, palestras, cursos e consultorias, auxiliando a enxergar esse cenário e avaliar seu modelo de negócio quando necessário”.
De acordo com a pesquisa, os clientes valorizam ambientes agradáveis, bom custo-benefício e um toque humano no atendimento, mesmo em cenários mais tecnológicos. A demanda por opções saudáveis, veganas e sustentáveis está em crescimento, indicando tendências que podem impulsionar a inovação no setor. Inajara ressalta a importância de atender a essa diversidade de públicos. “Os estabelecimentos precisam ter opções variadas, como veganas e vegetarianas, para atender todos os consumidores. O hábito de consumo muda várias vezes ao longo da semana”, destaca Inajara.
Novas estratégias 
A pesquisa revelou que os hábitos, preferências e expectativas dos consumidores em relação à alimentação fora do lar incluem também o uso de serviços de delivery, ou seja, entrega do produto em casa. Os critérios mais valorizados nesse contexto são: sabor (85%), preço justo (65%), variedade e higiene (57% e 54% respectivamente). Além disso, a digitalização tem ganhado força, com 31% dos consumidores preferindo maior autonomia em processos como pedidos, retirada e pagamento.
Para o gestor estadual de Varejo e Mercado Digital do Sebrae/MT, Leandro Gonçalves, a presença digital é essencial para empresas que atuam no setor de alimentação fora do lar porque a jornada de compra dos consumidores começa, muitas vezes online, tanto que os dados mostram que 25% dos entrevistados preferem cardápio digital.
“Plataformas como redes sociais, sites e aplicativos são os primeiros pontos de contato onde o cliente pesquisa cardápios, verifica avaliações e busca informações sobre a localização e serviços. Além disso, uma presença digital forte aumenta a visibilidade, fideliza consumidores com ações de engajamento e amplia o alcance para públicos que talvez nunca tivessem contato com o negócio de forma física”, orienta o gestor.
A pesquisa indica ainda que 25% dos consumidores optam pelo Ifood e outros 22% utilizam as redes sociais da empresa, os demais clientes costumam usar o app próprio do restaurante ou telefone, com 14% e 12% respectivamente.
“Incluindo também a digitalização do atendimento, agora mais do que nunca os consumidores querem respostas mais rápidas, quase que instantâneas. A escolha de um estabelecimento ou não, pode ser decidida devido a demora do atendimento, e isso é muito importante”, explica o gestor ao reforçar a importância de introduzir novas ferramentas nos processos.
Sobre a pesquisa
A pesquisa, conduzida em setembro de 2024, entrevistou 734 moradores de Mato Grosso com 18 anos ou mais. O estudo utilizou metodologia quantitativa, apresentando uma margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%.
O perfil dos entrevistados mostra uma idade média de 36 anos e renda mensal média de R$ 4.236. Quanto à ocupação, 91% estão empregados, sendo 74% no modelo presencial, 24% em regime híbrido e apenas 2% trabalhando exclusivamente de forma remota.
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AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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