AGRONEGÓCIOS

Perspectivas sobre a produtividade para os próximos 10 anos são debatido em Ciclo de Palestras da Aeagro

Publicados

em

A Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Rondonópolis (AEAGRO) realizou na noite desta última terça-feira (16), o 5º Ciclo de Palestras com o tema “Manejo Integrado de Tecnologias”, o evento de quase 2 horas ocorreu de forma online pelo canal no YouTube AEAGRO Rondonópolis, com a participação de especialistas em pesquisas, economia e infraestrutura.
O presidente da AEAGRO, Marcelo Capellotto avaliou de forma positiva mais este ciclo de palestras. “A nossa 5ª edição do ciclo de palestras foi muito importante para a comunidade agrícola, onde trouxemos informações estratégicas de negócios, sobre o que vai acontecer em nosso Estado, com a perspectiva do que está sendo construído deve ocorrer até 2030, então teremos um aumento de produção, uma quantidade gigante de negócios e serviços que serão necessários aqui dentro do Mato Grosso até o final desta década”, frisou.

A abertura dos trabalhos foi com o superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA-MT), Cleiton Gauer, que abordou o tema ‘Competitividade, Tendências e Perspectivas do Agronegócio em Mato Grosso a longo e médio prazo’. “O estado já tem uma perspectiva de crescimento, então podemos observar que o produtor se desenvolve em uma cadeia produtiva que já tende a crescer ao longo do processo, assim o principal ponto é se preparar para esta estrutura, para onde o estado vai se desenvolver ou crescer, quais as infraestruturas são necessárias dentro da porteira e fora dela, para que o estado tenha um crescimento sustentável ao longo deste processo nos próximos 10 anos”, destacou.

Leia Também:  Mauro Mendes diz que ainda vai convesar com Pivetta para continuar na vida pública

Na segunda palestra da noite, o diretor executivo do Movimento Pró Logística, Edeon Vaz falou sobre os modais de logística utilizados no Brasil e apontou o mais viável para ser desenvolvido em Mato Grosso”. “O principal modo de transporte que devemos incentivar e trabalhar para Mato Grosso é o ferroviário, pois é o mais importante dos modelos de logística, porque podemos colocá-lo onde nós necessitarmos, o que não ocorre com a hidrovia. Nós precisamos reduzir custos, e a forma de conseguirmos esta redução é com a implantação de ferrovias e a exploração de nossos rios com as hidrovias”, comentou.

Para encerrar o Ciclo de Palestras, o pesquisador Leandro Zancanaro trouxe à discussão o tema ‘Desenvolvimento do sistema produtivo para o aumento de produtividade nas lavouras de MT frente às novas perspectivas’. “O produtor rural e os profissionais deve investir no básico bem feito, e no que da residual, pois o que acontece neste ano de maior abundância o que corresponde são os bons sistemas produtivos, já em um ano mais difícil com em 22/23, o que vai dar mais estabilidade e segurança para que se possam tomar atitudes mais drásticas se forem necessárias são estes sistemas produtivos. Então o recado, sistemas produtivos bem

Leia Também:  Emanuel Pinheiro nega e desconhece “rachadinha”, e diz que tentam incriminar ele sua família

feitos ao longo dos anos aumenta a produtividade, aumenta a eficiência do uso da água, aumenta a utilização dos insumos de fertilizantes e estabilidade de produção, e por fim melhorar a condição física e biológica do solo”, finalizou.

O evento conta com o patrocínio da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT), Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA-MT) e Caixa de Assistência dos Profissionais dos CREA’S (Mútua-MT), e o apoio do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA MT) e Movimento Pró-Logística.

As palestras podem ser assistidas no Canal do Youtube Aeagro Rondonópolis ( https://youtu.be/PQwIavHETqk )

Por  Pauta Pronta

Cristina Cavaleiro
COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIOS

Custo de produção salta 84% em 3 anos e torna-se o maior desafio dos suinocultores de Mato Grosso

Publicados

em

Por

Estudo divulgado pelo Imea no 1º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, mostra que o milho é o maior responsável pelo aumento, com valorização de 70% na relação de troca do quilo do suíno com a saca de 60 kg do grão

O custo de produção tem tirado o sono dos criadores de suínos em Mato Grosso. O vilão desta vez é o milho, principal componente da alimentação dos suínos. De acordo com especialistas, o custo da produção da proteína mais consumida no mundo deve ser o maior desafio para suinocultores estaduais no próximo ano. O assunto, de suma importância para a viabilidade da atividade no Estado, foi debatido na manhã desta terça-feira (30.11), no 1º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

De acordo com estudo realizado em parceria entre o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Embrapa Aves e Suínos e a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), o custo para produzir um quilo de suíno vivo em Mato Grosso subiu 84% entre 2018 e 2021. Para o diretor geral da Agroceres PIC e diretor presidente da Associação de Genéticas de Suínos (ABEGS), Alexandre Rosa, o cenário futuro é de melhora para o setor, mas é essencial que neste momento de elevado custo a gestão das granjas seja prioridade para os produtores.

“Nossa previsão é que devido à boa safra de milho deste ano o custo de produção para os próximos meses deve pesar um pouco menos no bolso dos produtores, e a demanda doméstica deve aquecer à medida que a pandemia for diminuindo. Isso dá sinais de um cenário mais favorável aos suinocultores. Mas, neste momento, em que o custo de produção preocupa os produtores, a melhor orientação é manter o foco na gestão de ganhos em eficiência dentro das granjas, minimizar custos e aumentar produtividade”, pontua.

Leia Também:  Max Russi avalia redução do ICMS como resposta positiva ao mercado produtivo

Ainda de acordo com o Imea em outubro de 2018 eram necessários 7,13 kg de suíno para aquisição de uma saca de 60 kg de milho, enquanto que em outubro de 2021 são necessários 12,3 kg de suíno para compra da mesma quantidade do cereal, uma alta superior a 70% em três anos. O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, que palestrou sobre o panorama da atual da suinocultura em Mato Grosso no Simpósio, apontou que o aumento no custo de produção desestimula a produção no Estado, o que pode impactar no desempenho da proteína no mercado nacional e nas exportações.

“Temos alguns pontos que podem auxiliar o segmento neste momento, como a criação de novos mecanismos que possam aliviar o custo dos produtores com a ração, possibilitando a compra do milho a preços menores. Além disso, existe a necessidade de abrir mais rotas comerciais, pois apesar de sermos o 4º maior exportador de carne suína do Brasil, Mato Grosso possui 40 parceiros comerciais a menos que o Paraná, que é o 3º maior exportador do país, por exemplo”, explica.

Leia Também:  Emanuel Pinheiro nega e desconhece “rachadinha”, e diz que tentam incriminar ele sua família

Para o presidente da Acrismat, Itamar Canossa, as palestras sobre o panorama da suinocultura servem para nortear os produtores e municiá-los de informações para que possam tomar as melhores decisões para seu negócio. “Recebemos muita informação sobre o atual cenário da suinocultura no Brasil e no mundo, principalmente com informações dos grandes players neste segmento, como a China e os Estados Unidos, além de projeções para o curto e médio prazos da atividade aqui no Mato Grosso e no país”, diz ao acrescentar que o Simpósio estimulou o debate sobre as alternativas possíveis para manter o setor competitivo no mercado nacional, especialmente neste momento de alto custo de produção.

Raio-X da Suinocultura

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, a suinocultura mato-grossense produziu mais de 315 mil toneladas de carne suína e possui um rebanho de aproximadamente 2,6 milhões de cabeças. Ainda de acordo com o Instituto, apenas 20,8% da produção são destinados para o consumo doméstico (dentro do Estado), enquanto 66,2% são destinados para o mercado interestadual e apenas 13% são exportados.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e até o início de outubro deste ano, Mato Grosso exportou carne suína para 23 países, enquanto o Rio Grande do Sul, 2º maior produtor do país, embarcou a proteína para 72 países no mesmo período.

Paola Carlini
Fabiana Reis
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA