POLITICA
Para Júlio Campos as demissões precipitadas e falta de experiência do presidente do DAE piorou a crise da água em VG
*Veja vídeo*
JB News
Por Alisson Gonçalves
O deputado estadual Júlio Campos esteve nessa manhã de segunda-feira 17 02, na a abertura dos trabalhos no Legislativo Municipal de Várzea Grande. Durante o evento o deputado teceu algumas críticas em relação ao início da gestão de Flávia Moretti.
Ele criticou a forma como a nova equipe do Departamento de Água e Esgoto (DAE), de Várzea Grande assumiu a gestão, apontando a demissão de funcionários experientes como um erro estratégico.
Disse ainda que a falta de experiência no novo presidente da autarquia Sandro dos Anjos Azambuja corroborou para a crise hídrica na cidade.
“Mas tinha que ter um pouco de calma, né? Primeiro, colocar os novos que assumissem para aprender com os que estão saindo, com os que estão sendo demitidos. Demitiu até guarda. Eu mesmo tive alguns familiares meus antigos que trabalhavam há mais de 20, 30 anos como guarda que foram dispensados”, disse Campos, destacando que a transição foi feita de maneira precipitada.
Ele também criticou a falta de experiência da nova equipe na administração do sistema de distribuição de água da cidade.
“Houve uma precipitação. A inexperiência da nova equipe que assumiu. O coronel, com todo o respeito que ele merece, né. O coronel do Exército, reformado, assumiu sem nenhum conhecimento da realidade de Várzea Grande, do serviço de distribuição de água.”
Várzea Grande vive uma crise hídrica nos últimos dias que tem tirado o sono do Executivo municipal. Protestos começaram a ser realizados nos quatro cantos da cidade por moradores que cobram resposta da prefeita Flávia Moretti.
Para a prefeita a única saída para o DAE é a sua privatização.
A crise na distribuição de água segue como um dos principais desafios da administração municipal, com debates sobre a melhor forma de gestão do serviço e a viabilidade de privatização do DAE.
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
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