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Para Blairo a vinda de Bolsonaro ao PL reforça Weligton mas não dá garantia de vitória nas urnas e reforça apoio a Neri Geller

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Da Redação

O ex-governador Blairo Maggi (PP), comentou na última semana os bastidores da política estadual para as eleições de 2022. Entre os assuntos foi falado sobre a reeleição do governador Mauro Mendes (DEM), e da vinda do presidente Jair Bolsonaro ao Partido Liberal (PL), liderado por Valdemar da Costa Neto, que tem em MT o senador Weligton Fagundes na presidência do partido.

Para Blairo, Mauro vem fazendo um excelente trabalho e deviria ser candidato a reeleição, mas que essa decisão é muito pessoal, e que deve partir do próprio Mauro, quanto a vinda de Bolsonaro ao PL, o ex-ministro disse que “dá fôlego, e um pouco mais de visibilidade ao senador mato-grossense, mas que somente isso não lhe garante uma vitória na sua reeleição em 2022.

“A vinda do Bolsonaro muda um pouco o cenário, uma vez que o senador Weligton vai buscar a reeleição, e estava meio que correndo por fora tentando buscar apoio de vários grupos, inclusive do Mauro, agora se isso é suficiente para dar uma vantagem ou não o tempo vai dizer, mas claro é uma mudança importante”.

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Segundo Blairo ,o deputado Neri Geller pré-candidato ao senado da república,” é um candidato competitivo, e vem a muito tempo trabalhando essa possibilidade, tendo o apoio dos prefeitos e das lideranças, que gostam dessa ideia, “Então politicamente o Neri tem uma chance muito grande”. E afirmou que o nome de Neri Geller está consolidado internamente no partido.

“Todos sabem que uma eleição majoritária está muito ligada ao grupo que você está militando politicamente, não é uma eleição que se faz sozinho, por isso o Neri leva uma vantagem muito grande, Por isso eu estou dizendo que a vida de Bolsonaro ao PL, dá uma chance a Weligton maior que ele tinha antes”. Disse Blairo.

Blairo Maggi defendeu também uma terceira via presidencial , por conta da polarização que impede o debate. E garantiu que uma terceira via só serviria para dar mais equilíbrio a política brasileira.

A filiação de Bolsonaro ao PL está marcada para esta terça-feira 30.11, as 10:30h em Brasília (DF).

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Max Russi não descarta ação do Legislativo contra a Rota do Oeste: “Pedágio precisa parar”

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A concessão ingressou com pedido de devolução “amigável” do trecho de 850 km. Enquanto isso, motoristas sofre com falta de investimentos e acidentes acontecem devido a problemas estruturais.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), não descarta a possibilidade de uma representação, por meio da Procuradoria do Legislativo, em desfavor da Rota do Oeste, concessionária que administra a BR- 163, entre os municípios de Itiquira e Sinop.

A concessão, controlada pelo grupo OTP (Odebrecht Transport), ingressou com pedido de devolução “amigável” do trecho de 850 km à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no ano passado, dada a inadimplência das obrigações de investimentos, no entanto não interrompeu a cobrança do pedágio. Russi aguarda uma movimentação por parte do Ministério Público, tanto federal quanto estadual, sobre o caso.

“Não tem a obra, os buracos estão abrindo e o povo tá pagando. Acostamento alto, acidente toda semana, vidas se perdendo e a gente que tomar providencia”, denuncia.

Uma das soluções paliativas, apontadas pelo parlamentar, até que uma nova concessão seja licitada e os problemas estruturais em diversos trechos sejam solucionados, é a liberação das cancelas.

Max Russi citou o exemplo de rodovias do Paraná, onde praças de pedágio tiveram que interromper as cobranças, devido ao termino das concessões, que duraram 24 anos, com as tarifas mais caras do país. “No Paraná teve um problema parecido, não está cobrando pedágio e os motoristas estão passando livremente”, exemplificou.

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Quem concorda com essa medida, proposta pelo presidente da Assembleia, é o motorista autônomo Valdenor José da Costa (43) que utiliza o trecho entre Sorriso de Rondonópolis. O morador de Juscimeira, que também tem sofrido com problemas estruturais da rodovia, que corta o município, relata um cenário de verdadeiro descaso.

“A BR está abandonada, principalmente no trecho de Rosário do Oeste a Jangada, não tem acostamento. De Cuiabá a Rosário merecia duplicação porque ali nem acostamento tem. Em um dia de chuva tiveram 7 acidentes. Essa Rota Oeste só está arrecadando e não estão fazendo nada pelo motorista, fica tudo abandonada, sinalização toda tampada pelo mato, buraqueira”, relatou.

Outra sugestão do parlamentar é uma ação coletiva, por parte dos motoristas que estejam se sentido lesados pela Rota do Oeste. “Não é correto a empresa receber pedágio. Já era para ter entregado a obra em 2019, não entregou e está ganhando com isso”, avalia.

Max Russi vem travando lutas contra as irregularidades cometidas pela empresa desde sua primeira legislatura, quando ingressou com uma ação no Ministério Público Federal (MPF), solicitando a suspensão imediata da cobrança de pedágio no trecho entre Cuiabá a Rondonópolis, que na época não havia sido duplicado em ao menos 10%, além de apresentar muitos buracos e falta de sinalização.

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Na época, o pedido do parlamentar também foi fundamentado em relatório técnico emitido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA/MT), que apontava várias irregularidades no fornecimento dos serviços pela concessionária, além de reclamações constantes de motoristas e moradores da região.

Em outubro do ano passado o deputado Max Russi chegou a coletar 15 assinaturas dos colegas deputados estaduais, para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, com a intenção de investigar a concessão da BR-163. Desde então, a empresa decidiu pela devolução da rodovia a União.

“Eu concordo em trocar e empresa, mas seja uma concessionária que cumpra com o seu papel, faça os investimentos necessários e que de segurança e alívio aos motoristas, que utilizam a essa rodovia”, disse.

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