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Palmas, provocações e encarada: CPMI do INSS vira palco de briga entre Coronel Fernanda e Leila Barros

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JB News

por Nayara Cristina

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada nesta segunda-feira (1º), foi marcada por um dos momentos mais tensos desde sua instalação. A deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e a senadora Leila Barros (PDT-DF) protagonizaram um bate-boca acalorado que quase terminou em confronto físico dentro do plenário.

O estopim da confusão foi a aprovação de um requerimento para que a comissão encaminhasse ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de prisão preventiva de 21 investigados por participação em fraudes bilionárias contra o INSS. A decisão foi comemorada com palmas por Coronel Fernanda, que exaltou a vitória como fruto da atuação da oposição.

A fala foi imediatamente contestada por Leila Barros. A senadora destacou que a medida também contou com apoio da base governista e ironizou a reação da deputada:

“Aqui bate palma para tudo”, disparou Leila.

O comentário inflamou os ânimos. Coronel Fernanda reagiu com veemência, e as duas parlamentares chegaram a se levantar, trocar provocações cara a cara e elevar o tom de voz. O confronto só não avançou porque colegas intervieram rapidamente. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), precisou pedir calma e ordem no plenário.

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Apesar do episódio, a sessão prosseguiu.

Fraudes bilionárias no alvo

A CPMI foi instaurada em junho para investigar um esquema de descontos fraudulentos em benefícios previdenciários, que já resultou na chamada Operação Sem Desconto. Além das prisões, as investigações apontam movimentações de alto valor, apreensões de veículos de luxo, dinheiro vivo e joias ligadas ao grupo criminoso.

O requerimento aprovado nesta segunda-feira mira 21 pessoas apontadas como peças-chave no esquema. O STF deverá avaliar o pedido nos próximos dias.

Política e palco

O bate-boca entre as parlamentares expôs a tensão que permeia a CPMI desde o início. Oposição e base governista travam uma disputa narrativa: enquanto um lado busca atribuir as descobertas ao trabalho de investigação da comissão, o outro ressalta o papel das instituições e da articulação política mais ampla.

No fim, a troca de farpas entre Coronel Fernanda e Leila Barros acabou roubando a cena — e deixou evidente que, além das fraudes no INSS, a CPMI também se tornou palco de disputas políticas intensas.

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Iniciativa nacional amplia a elucidação de homicídios e chega a sete capitais em 2026

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Brasília, 15/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou o calendário de 2026 dos cursos de Investigação de Homicídios, promovidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp).

A iniciativa faz parte de ações federais voltadas à qualificação de profissionais que atuam na investigação de crimes letais. Ao longo do ano, estão previstas 11 turmas, entre cursos básicos e avançados, distribuídas em sete capitais brasileiras.

A formação teve início em Curitiba (PR), com a realização do 23º Curso Básico de Investigação de Homicídios, em março. Em abril, Palmas (TO) recebe a 24ª edição, entre os dias 13 e 17.

A partir de maio, a programação segue com novas turmas pelo País. Florianópolis (SC) sediará o 25º curso básico, de 11 a 15. São Luís (MA) concentrará duas formações simultâneas — o 26º curso básico e o 7º curso avançado — entre os dias 18 e 22.

Em junho, as atividades serão realizadas em Goiânia (GO), que receberá, entre 15 e 19, o 27º curso básico e o 8º curso avançado. O cronograma será retomado em agosto, com quatro formações. Macapá (AP) sediará o 28º curso básico e o 9º curso avançado, de 3 a 7. Na sequência, Boa Vista (RR) receberá o 29º curso básico e o 10º curso avançado, entre 17 e 21.

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O coordenador-geral do Susp, Márcio Mattos, explica que a iniciativa amplia a qualificação dos profissionais que atuam na investigação de homicídios em todo o País. “A formação padroniza procedimentos, fortalece a produção de provas e contribui para aumentar a elucidação desses crimes.”

De acordo com Mattos, o projeto já capacitou milhares de profissionais, incluindo policiais civis, militares, peritos e guardas municipais.

O coordenador destaca ainda que a iniciativa está alinhada a experiências internacionais que associam qualificação técnica ao aumento das taxas de elucidação de crimes. No Brasil, esse índice ainda é um desafio da segurança pública.

A descentralização das turmas, com oferta em capitais do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul, também integra uma diretriz da pasta para fortalecer as capacidades locais e reduzir desigualdades regionais na investigação criminal.

O curso de Investigação de Homicídios faz parte das ações estruturantes da Senasp e integra uma política mais ampla de modernização das forças de segurança, que inclui investimentos em tecnologia, integração de dados e formação continuada.

Datas dos Cursos de Investigação de homicídios
Datas dos Cursos de Investigação de homicídios
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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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