POLITICA
Otaviano Pivetta critica uso do BNDES para fomentar projetos fora do Brasil, e lembra “calote” de 5 bi
JB News
Por Alisson Gonçalves
Otaviano Pivetta critica uso do BNDS para fomentar projetos fora do Brasil
JB News
Por Alisson Gonçalves
O vice-governador de MT Otaviano Pivetta (Republicanos), postou em seu Instagram, uma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por conta das suas declarações e acordos firmados na reunião da 7ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), onde reuniram cerca de 33 países, para um acordo sobre clima e economia, além de cooperações técnicas entre os países.
A crítica de Pivetta, seria pelo fato do presidente Lula, apresentar uma proposta para usar recursos financeiros do banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar projetos fora do Brasil.
Para o vice-governador “o problema é que Lula já fez isso em sua gestão no passado, que acabou se tornando o projeto de “calote” já que custou aos cofres públicos do Brasil um prejuízo de mais de R$ 5 bilhões.
Em seu Instagram, Pivetta escreveu” De volta à prática de fazer caridade para ditadores com dinheiro do povo brasileiro”, postou Pivetta.

Com isso, o uso dos recursos do BNDS já começaria a segunda etapa da construção do gasoduto entre Argentina e Brasil, pelo Rio Grande do Sul.
Os números apresentados pelo BNDES mostram que o calote de três países contemplados com empréstimos do Brasil já soma 5,2 bilhões de reais. A Venezuela deixou de pagar dívidas de 3,45 bilhões de reais, Moçambique não quitou 641 milhões de reais e Cuba deu um calote de 1,12 bilhão de reais. Ainda segundo os números, há outros 3,19 bilhões de reais vencendo, sem perspectiva de recebimento.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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