Policial
Operação integrada prende quatro pessoas e apreende R$ 30 mil de associação criminosa em Lucas do Rio Verde
Investigação da Polícia Civil identificou alvos envolvidos com tráfico de drogas, que aterrorizam e coagem moradores de um bairro da cidade para manter a prática criminosa
Por Raquel Teixeira
A Polícia Civil de Lucas do Rio Verde coordenou, na manhã do último sábado (13.03), a Operação Libertas para cumprimento de mandados judiciais relacionados à investigação sobre a atuação de uma facção criminosa que age no bairro Téssele Junior, ameaçando, coagindo e aterrorizando moradores.
Quatro pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e de munições. Foram apreendidos em torno de R$ 30 mil, além de entorpecentes, armas e munições.
A operação contou com a participação da Polícia Militar e Polícia Penal de Lucas do Rio Verde, Ministério Público Estadual e equipes das Delegacias de Nova Mutum e Diamantino, envolvendo um efetivo de 40 profissionais para cumprimento de sete mandados de busca e apreensão decretados pela 4ª Vara Criminal de Lucas do Rio Verde.
O delegado de Lucas do Rio Verde, Marcello Henrique Maidame, reforça que o objetivo da operação é dar uma resposta do Estado ao município, especialmente aos moradores do bairro Luiz Carlos Téssele Jr, que convivem com as ameaças e coações praticadas pela facção criminosa, sendo hostilizados em suas próprias residências.
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Integrantes do Ministério Público Estadual, os promotores Saulo Martins e Osvaldo Moleiro Neto, acompanharam as ações. O delegado de Diamantino, Gilson Silveira, também participou da operação com equipes da Polícia Civil do município.
Alvos da operação
Investigações realizadas pela Delegacia de Lucas do Rio Verde identificaram sete alvos envolvidos em atos de intimidação, coação e ameaças a moradores para que pudessem agir livremente nas atividades criminosas do tráfico de drogas no bairro Téssele Jr.
De acordo com o delegado Marcello Maidame, a facção criminosa fez apologias ao crime, com pichações em muros de casas, inclusive com ameaças aos integrantes das polícias.
“Os criminosos identificados agiam com intimidações retirando o direito de ir e vir dos moradores e a intenção de todo o trabalho integrado é resgatar os direitos individuais dos moradores e da cidade também, afinal a organização criminosa agindo desta forma no bairro, estende esse perigo ao município”, explicou o delegado.
Em um dos endereços alvos da operação foram aprendidos quase R$ 13 mil que estavam espalhados em várias partes de um dos cômodos da casa, além de um revólver calibre 38 e munições.
Apurações da Polícia Civil identificaram que o investigado, de 26 anos, com quem foi encontrado o dinheiro, é apontado como líder da facção no bairro e age intimidando moradores que ousam desobedecer às ordens criadas por ele. Preso e conduzido à delegacia, ele foi autuado por tráfico de drogas e associação criminosa.

O delegado explicou ainda que os mandados de busca e apreensão tiveram a finalidade de apreender armas, drogas e outros materiais que possam subsidiar as investigações em andamento e dar uma resposta às práticas criminosas do grupo que age no bairro.
“As intuições de segurança pública têm agido em conjunto, atuando para levar liberdade aos moradores e por fim ao terror que os criminosos têm praticado, principalmente, no Téssele Jr. que foi criado para o auxílio a trabalhadores que vieram a Lucas do Rio Verde em busca de melhores oportunidades e estão sendo feito reféns por alguns criminosos que se sentem no direito de promover o pânico na região”, destacou Marcello Maidame, acrescentando que a atuação permite que as instituições juntem esforços e tenham um resultado mais eficaz no combate à criminalidade.
Em outro dos endereços onde foi cumprida a ordem judicial de busca e apreensão, as equipes policiais localizaram na residência 23 munições calibre 25, cinco aparelhos celulares e mais de R$ 15 mil em espécie. O morador da casa, de 22 anos, foi preso e é apontado na investigação como suspeito de ser o contador da facção criminosa e também por outros delitos ocorridos na cidade, tortura, homicídio, tráfico de drogas e roubos.
Outro mandado de busca foi cumprido na casa de um suspeito de 20 anos, com diversas passagens criminais por tráfico de drogas, apontado nas investigações como integrante da facção criminosa e agindo em conjunto com outro suspeito, também preso na Operação Libertas, na intimidação aos moradores do bairro Téssele Junior. Com ele foram apreendidas porções de drogas, celulares e dois notebooks.
Ações integradas
Para Osvaldo Moleiro Neto, titular da 1ª Promotoria Criminal de Lucas do Rio Verde, a integração das forças de segurança pública soma esforços que resultam na redução de índices criminais no município. “Atuando integrados, percebemos que conseguimos enfrentar com mais força e trazer mais segurança à população luverdense, buscando a redução nos índices de criminalidade, nos números de furtos e roubos, apreensões de drogas, o que denota que esse trabalho de união é o que está trazendo resultados”, apontou o promotor, que acompanhou a execução da operação.
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Comandante do 13º Batalhão da PM, o tenente-coronel Paulo Secchi apontou que a integração já vem de longa data com a Polícia Civil e as demais instituições do município, no intuito de trazer segurança à população e reduzir os índices criminais.
“A operação deste sábado veio atender também o anseio dos moradores do bairro. Temos intensificado o policiamento ostensivo para retirar de circulação os traficantes que agem na região e esse trabalho integrado tem mostrado resultados satisfatórios. E continuaremos com as ações ostensivas para que os moradores do bairro e toda a cidade possam ter a sensação de segurança e um convívio de qualidade”, disse o militar.
O diretor do CDP, José Ronaldo, explicou que durante a realização da Operação nas ruas do bairro, a Polícia Penal também deu início dentro da unidade prisional a buscas por ilícitos nas celas, que contou com auxílio do Serviço de Operações Especiais do Sistema Penitenciário e cães, e posteriormente, após os cumprimentos dos mandados nas ruas, também com as Polícias Civil e Militar.

“As buscas foram realizadas em todas as celas e os poucos materiais encontrados – alguns produtos em fermentação e chuços – demonstram que a atuação dos policiais penais da unidade tem sido assertiva no sentido de combater qualquer ilícito dentro da unidade. A integração das instituições em Lucas do Rio Verde mostra que estão todos imbuídos no mesmo intuito de combater as atividades criminosas”, afirmou o diretor.
Liberdade
Em latim, libertas significa liberdade e a intenção das forças de segurança é proporcionar aos moradores do bairro Téssele Junior o direito de ir e vir com segurança, sem se sentirem ameaçados ou coagidos quando saem de suas casas.
Prisões
As quatro pessoas presas em flagrante foram autuadas por tráfico de drogas, associação criminosa, posse ilegal de arma de fogo e de munições e posse de drogas.
Policial
Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava decisão do STF para traficar entorpecentes
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16.4), a Operação Supremo Engano, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. O principal investigado utilizava uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e documentos falsos para simular doença com o objetivo de obter autorização judicial para cultivar e transportar drogas.
Na operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial, com base em investigação que apura crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram cumpridas em endereços situados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. Durante as buscas realizadas nesta data, foram apreendidos materiais e documentos que auxiliarão na continuidade e no aprofundamento das investigações.
A operação é resultado de investigação policial desenvolvida ao longo de meses pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com base em apreensões, oitivas de testemunhas, análise de materiais, perícias técnicas e demais diligências investigativas, que revelaram a existência de uma estrutura criminosa voltada ao cultivo, distribuição e intermediação de entorpecentes, com especial foco em cannabis de alta concentração de THC.
Um dos principais investigados já havia sido preso anteriormente, ocasião em que foram apreendidos, em sua residência, uma considerável quantidade de drogas, diversos materiais e insumos para cultivo de entorpecentes, além de estufas especialmente montadas para o cultivo indoor de cannabis, evidenciando a reiteração criminosa e a estrutura profissionalizada do esquema.
Decisão do Supremo e uso de documentos falsos
As investigações revelaram que o suspeito vinha se valendo de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a descriminalização do porte de até 40 gramas de maconha para uso pessoal, como fundamento para desafiar abertamente as autoridades policiais.
Em atitude de manifesto escárnio, o investigado afirmou em rede social que fumaria maconha em frente à própria sede da Denarc, invocando a decisão do STF como escudo para sua conduta.
Porém, com o avanço das investigações, foi possível constatar que a atuação do investigado ia muito além do uso pessoal, configurando, em tese, os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
As investigações apontaram que o investigado estava ativamente angariando documentação falsa, simulando uma condição de doença, com o deliberado objetivo de obter, junto ao Poder Judiciário, um habeas corpus preventivo que lhe conferisse autorização judicial para cultivar e transportar drogas de maneira livre e desimpedida, sem qualquer controle ou fiscalização policial.
Esquema do tráfico
Segundo o delegado Eduardo Ribeiro, responsável pelas investigações, para atuar com o tráfico, o investigado utilizava uma estratégia que combinava a exploração de uma decisão judicial legítima com a produção de documentos fraudulentos, evidenciando a sofisticação e a ousadia do esquema criminoso.
Em relação à tentativa de obtenção fraudulenta de autorização para uso medicinal de cannabis, a estratégia consistia em adquirir produto legalizado, manter sua embalagem original e substituir seu conteúdo por droga cultivada ilegalmente, com o intuito de circular livremente e ludibriar eventual fiscalização policial — mais um ardil elaborado para se ocultar sob aparente legalidade.
As investigações identificaram ainda a atuação de outros indivíduos no esquema, incluindo aqueles responsáveis pela comercialização direta de entorpecentes e pelo recebimento de valores oriundos da atividade ilícita, evidenciando a existência de uma associação estruturada para o tráfico de drogas, nos termos do artigo 35 da Lei n.º 11.343/2006.
Supremo Engano
O nome da operação faz referência à prática criminosa que busca se ocultar sob aparente legalidade — seja pela distorção de decisões judiciais, seja pela produção de documentos falsos ou pelo uso de autorizações medicinais como biombo para a atividade ilícita.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e de sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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