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Observatório de Tecnologias Digitais é lançado com dados inéditos sobre conectividade no Brasil

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), através do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), lançou o Observatório de Tecnologias Digitais (OTD), que tem como objetivo estruturar e analisar dados sobre a evolução das tecnologias digitais no Brasil. O evento contou com a presença do secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital do MCTI, Henrique de Oliveira Miguel, além de especialistas e autoridades do setor.

O OTD se propõe a ser um ambiente dinâmico de monitoramento da transformação digital, reunindo informações sobre infraestrutura digital, produção científica, mercado de trabalho e adoção de novas tecnologias. A plataforma oferecerá subsídios para gestores públicos, pesquisadores e empresas, auxiliando no planejamento de políticas públicas e estratégias de inovação.

“Para o ministério, é fundamental ter essa ferramenta, esse conjunto de informações que funciona como um repositório, mas que, ao mesmo tempo, é vivo e permanentemente atualizado”, destacou o secretário Henrique Miguel. Ele ressaltou que o OTD se integra a estratégias já desenvolvidas e políticas em andamento, atendendo às demandas do setor privado e de diferentes instâncias governamentais.

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Mapeamento de inovações e desafios regionais

Os dados iniciais do observatório já evidenciam o crescimento da conectividade no Brasil entre 2015 e 2022, mas também revelam desigualdades regionais. Enquanto Sul e Sudeste mantiveram os maiores percentuais de domícilios com acesso à banda larga fixa, o Centro-Oeste superou a média nacional em 2021. No Norte e Nordeste, embora tenha havido avanço impulsionado pela pandemia da Covid-19, o desafio da universalização do acesso persiste.

A plataforma também apresenta um panorama do uso de tecnologias emergentes pelas empresas brasileiras, a partir da Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec 2022) do IBGE. O levantamento indica que a inteligência artificial e a manufatura aditiva são as inovações mais adotadas, enquanto a computação em nuvem e a internet das coisas ainda têm baixo nível de utilização no país.

“As tecnologias digitais são realmente multidisciplinares, transformadoras, mas têm riscos na sua utilização e implementação. Conhecemos esses riscos e trabalhamos intensamente para garantir que o observatório os monitore de forma responsável e estratégica”, afirmou o secretário.

Atualização constante e novos estudos

O Observatório de Tecnologias Digitais será atualizado periodicamente, incorporando novos levantamentos e análises. Nos próximos meses, será divulgada uma pesquisa sobre o mapeamento de competências em tecnologias digitais no Brasil, com foco em áreas como inteligência artificial, big data, computação em nuvem e robótica. O estudo comparará a produção científica nacional com tendências internacionais.

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Ainda no primeiro semestre de 2025, o OTD lançará um levantamento sobre a formação de recursos humanos no setor digital, oferecendo subsídios para políticas públicas voltadas à capacitação e inclusão digital. Com esse conjunto de dados, a iniciativa visa contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema digital mais inclusivo e alinhado às necessidades do país.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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