Tecnologia
OBMEP mobiliza 18 milhões de alunos e homenageia estudantes de todo o Brasil
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou na tarde desta segunda-feira (30) da cerimônia nacional de premiação da 19ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), realizada no Rio de Janeiro. Ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, do diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, do secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, representando o prefeito Eduardo Paes, e de outras autoridades, a ministra celebrou a trajetória dos 683 estudantes medalhistas de ouro, que representam todos os estados brasileiros e o Distrito Federal.
Maior olimpíada científica do país, a OBMEP mobilizou nesta edição mais de 18 milhões de alunos de 56 mil escolas, alcançando 99,89% dos municípios. Promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), vinculado ao MCTI, a olimpíada é considerada uma das principais políticas de educação científica e de popularização da ciência no Brasil, capaz de identificar talentos e transformar vidas.
“Mais de 18 milhões de alunos mostraram que a matemática não é um bicho de sete cabeças. É uma ferramenta poderosa para transformar vidas. E vocês, medalhistas, são a prova disso”, destacou a ministra Luciana Santos. Ela também enfatizou o caráter inclusivo do programa: “Além de estimular o estudo e descortinar talentos, a Olimpíada promove inclusão. Alunos medalhistas nacionais são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr, com aulas avançadas e bolsas reajustadas em 200% pelo nosso governo”, destacou.
Durante o evento, Luciana Santos lembrou que a OBMEP é responsável por impulsionar melhores resultados acadêmicos em todo o país. Pesquisa do IMPA apontou que escolas com alta participação na olimpíada apresentam melhor desempenho no Enem. A ministra também ressaltou o investimento recorde em 2024 em programas de popularização da ciência, como o Pop Ciência e o Mais Ciência na Escola, que juntos somaram mais de R$ 760 milhões.
O ministro da Educação, Camilo Santana, falou sobre o Compromisso Nacional Toda Matemática, programa do MEC que busca melhorar o ensino da disciplina no país. “O objetivo é dar ao ensino de matemática a mesma importância da alfabetização, mobilizando redes de ensino e estabelecendo metas para a aprendizagem”, explicou.
Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA, também celebrou o momento. “Essa edição é muito especial porque nós estamos comemorando 20 anos de realização da OBMEP. E 20 anos é um tempo de vida, de maturidade também. Aos 20 anos, a OBMEP se encontra consolidada e presente praticamente em todo o território nacional, sendo capaz de descobrir novos talentos e incentivar o gosto pela matemática”, afirmou.
Representando o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, ressaltou a importância da OBMEP em sua trajetória pessoal. “Eu sou fruto da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, eu sou fruto de professores que acreditaram no meu potencial muito antes de eu acreditar que era possível sonhar e sonhar grande. O que nós precisamos para o nosso povo é de boas oportunidades. A grande política pública da educação, em termos de capilaridade, nesses últimos 20 anos no nosso país se chama OBMEP”, disse.
Ao encerrar sua fala, a ministra Luciana Santos parabenizou os estudantes e reforçou o papel transformador da ciência. “Vocês estão recebendo aqui um estímulo, uma oportunidade, um elogio à capacidade de cada um. E é o Brasil que ganha com vocês”, concluiu.
O secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, também destacou o papel estratégico da OBMEP como política pública. “A 19ª Olimpíada Nacional de Matemática é uma vitória, uma conquista do povo brasileiro, fruto de uma decisão importantíssima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi ele que fez essa aposta e, agora, com o nosso ministério, o Ministério da Educação e todos juntos, chegamos a um patamar onde poderemos, na olimpíada de 2026, alcançar 100% das escolas de ensino básico. Isso vai ser extraordinário em um momento especial do país: mais matemática para mais desenvolvimento do Brasil”, afirmou.
Medalhistas de todas as regiões
Entre os estados com maior número de premiados, destacam-se São Paulo, com 138 medalhistas, e Minas Gerais, com 97. O Rio Grande do Sul aparece na sequência, com 76 estudantes, seguido por Santa Catarina (58), Ceará (46), Paraná (45) e Rio de Janeiro (45). Outros estados, como Bahia (27), Espírito Santo (23) e Pernambuco (22), também tiveram forte participação.
Mateus Mundstock, de Rio Paranaíba (MG), foi um dos destaques ao receber sua sétima medalha de ouro. “Eu acabei de receber a minha sétima medalha de ouro da OBMEP e há poucas Olimpíadas que chegavam na cidade do Paranaíba. É uma cidade realmente pequena do interior, mas a OBMEP chegou e abriu meus olhos para o mundo acadêmico em geral. Me abriu muitas portas, as portas que permitiram eu fazer graduação no IMPA Tech, no Rio de Janeiro”, contou.
Já Amanda Oliveira, de Fortaleza (CE), celebrou a conquista com emoção. “Eu sinto que, para chegar aqui, a gente tem que estudar muito, se esforçar bastante. Mas aqui é muito bom, você conhece novas pessoas. É muito gratificante essa sensação, e eu nem sabia que ia ganhar um troféu. Eu só vim, basicamente”, relatou.
Além das medalhas de ouro, prata e bronze, a cerimônia homenageou multimedalhistas — estudantes que já conquistaram medalhas em diversas edições anteriores — oriundos de estados como Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Outro destaque foi a homenagem às “Meninas Olímpicas”, valorizando e incentivando a presença feminina na matemática e nas ciências exatas.
20 edições
Em 2025, a OBMEP chegou a sua 20ª edição. A primeira fase da prova foi aplicada em 3 de junho e tem resultado previsto para 1º de agosto com a divulgação dos candidatos aprovados para a segunda fase. A etapa final será realizada em 25 de outubro.
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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