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OAB anuncia apoio a Estatuto do Pantanal e pela retomada do programa BID Pantanal 

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Propostas apresentadas pelo senador Wellington Fagundes foram referendadas durante debate ‘Pantanal: uma discussão necessária’



A aprovação do Estatuto do Pantanal, determinando um modelo de desenvolvimento sustentável para o bioma em suas diversas peculiaridades, contará com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 08, pelo presidente da Seccional, Leonardo Pio da Silva Campos, durante webinar que tratou da situação do bioma. O evento contou com a presença do presidente da Comissão Temporária Externa do Senado, Wellington Fagundes (PL-MT).

 

Além disso, os mais de 50 participantes do evento, a grande maioria formada por advogados militantes no Direito Ambiental, reforçaram a proposta do senador do PL para retomada do programa BID Pantanal, interrompido pelo Governo de Mato Grosso. O projeto, na ordem de U$ 400 milhões de dólares a fundo perdido, previa ações em várias vertentes de preservação, tais como educação ambiental, manejo adequado e sustentabilidade das atividades econômicas como a pecuária,

 

“É um compromisso nosso, de todos nós mato-grossenses, de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, fazer a conservação do Pantanal e permitir que as futuras gerações tenham também esse Pantanal que conhecemos” – disse Fagundes, ao pedir a participação das comissões temáticas da OAB do Estado e também do Conselho Federal na construção do estatuto.

 

Nesta sexta-feira, 09, Wellington informou que a CTE Pantanal deverá votar requerimento para discutir ações de enfrentamento aos incêndios, com a presença de Ana Carolina Naves Dias Barchet, presidente da Comissão Nacional de Direito Ambiental do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); e de Leonardo Pio Silva Campos, presidente da OAB-MT.

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Wellington fez questão de ressaltar que os incêndios florestais que se alastraram no Pantanal era um ‘desastre pré-avisado’ e lamentou que as autoridades governamentais tivessem deixado chegar a esse ponto. Segundo Fagundes, o próprio Governo Federal já admitiu que não teve tempo de cuidar do Pantanal e da Amazônia, conforme declarações do ministro da Segurança Institucional, general Augusto Heleno.

 

Aos participantes, relatou que, de fato, o Governo chegou tarde, mas que hoje há um grande contingente de pessoas – entre bombeiros, brigadistas e voluntários, de vários Estados, atuando contra as chamas e no resgate de animais atingidos pelo fogo. “É uma verdadeira operação de guerra” – classificou, ao agradecer a classe dos advogados que também tem se empenhado em ajudar nas operações, sobretudo com o apoio logístico, material e institucional. “Estão todos fazendo um grande trabalho” – ressaltou.

 

Resposta ao Mundo

 

O advogado Paulo de Bessa Antunes, com todo conhecimento adquirido ao longo de vários anos de atuação na área ambiental, em sua palestra, “O Pantanal na Visão Constitucional” destacou o papel da Comissão Temporária do Pantanal como “importante vetor de discussão” das normas para o bioma de elogiou a iniciativa do senador Wellington Fagundes. Segundo ele, é possível que esse trabalho faça com que o Brasil “possa dar uma resposta as críticas ambientais por todo o mundo”.

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Na linha adotada pelo presidente da CTE, a criminalização pura e simples de eventuais responsáveis pelos incêndios florestais “não resolve o problema”. Em sua opinião está faltando uma certa maturidade para se entender que é preciso ser parte da solução e não do problema. “A hora não é de ver culpas; é hora de resolver os problemas” – disse.

 

Papel de Manso

 

Entre outras medidas, o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos, defendeu a retomada dos debates sobre o papel da Usina Hidrelétrica de Manso. Ele acredita que o reservatório de água deve desempenhar papel essencial para calibragem no volume de água dos corixos e córregos que formam a bacia do Rio Cuiabá, de forma que sejam permanentemente abastecidos. Hoje, em função da estiagem prolongada, muitos estão praticamente secos.

 

Fortalecimento da Sudeco

 

O presidente da Comissão Temporária Externa do Pantanal também falou aos participantes da Webinar ‘Pantanal: uma discussão necessária’ sobre a importância do fortalecimento da Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste (Sudeco). Ele considera que a autarquia pode ser ‘o grande instrumento’ para fomento das atividades e proteção do Pantanal.

 

Fagundes lembrou que o Centro-Oeste é a única região do país que não conta, por exemplo, com um banco de desenvolvimento e informou que pretende discutir, em audiência pública, a atuação da Superintendência na construção de projetos que visem a economia sustentável do bioma. Inclusive, segundo ele, utilizando o FCO como fundo de aval para investimentos, inclusive internacionais.

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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