EDUCAÇÃO
Novos campi de institutos federais ofertam ensino médio integrado
Os campi Itajubá, do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), e Sete Lagoas, do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), são os primeiros dos mais de 100 novos institutos federais que o Ministério da Educação (MEC) está construindo por todo o país a ofertarem cursos técnicos integrados ao ensino médio.
O ensino dos institutos federais compreende a formação integral dos estudantes, articulando formação técnica, científica, humanística e cultural, em que o trabalho é entendido como princípio educativo. Voltado a alunos que concluíram o ensino fundamental, o curso técnico integrado possui um único projeto formativo e articulado, que une formação geral e formação técnica. Ao final do curso, o concluinte recebe diploma único de técnico integrado ao ensino médio.
O Campus Itajubá deu início às aulas nesta semana, no Complexo Histórico e Cultural da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), com 64 alunos inscritos nos cursos de informática e administração. Quando as obras da nova unidade estiverem finalizadas, o antigo imóvel do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), que está sendo reformado, terá cerca de 3 mil m² de área construída.
Já as aulas do IFTM foram iniciadas em fevereiro, em um espaço do Centro Universitário de Sete Lagoas (Unifemm), com 70 estudantes dos cursos de automação industrial e desenvolvimento de sistemas. A expectativa é que as obras do campus estejam prontas até abril e que as atividades possam ser desenvolvidas na sede definitiva.
Ainda em instalações provisórias, as unidades aguardam o fim das obras dos campi definitivos, que receberam investimento de R$ 25 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), cada, incluindo infraestrutura, equipamentos e mobiliário. Em todo o Brasil, os recursos totalizam R$ 2,5 bilhões, com a previsão de serem criadas mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica.
Nova oferta – Outros 15 novos campi da expansão dos institutos federais começarão a ofertar os cursos técnicos integrados em breve: São Miguel, Touros e Umarizal, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN); Tartarugalzinho, do Instituto Federal do Amapá (IFPA); Remanso, Ruy Barbosa e Santo Estevão, do Instituto Federal Baiano (IF Baiano); Magé, do Instituto Federal Fluminense (IFF); Quirinópolis, do Instituto Federal de Goiás (IFG); Altos, Barras e Esperantina, do Instituto Federal do Piauí (IFPI); Arena Olímpica, do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ); Mauá, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP); e Araucária, do Instituto Federal do Paraná.
Muitas dessas unidades planejam dar início às atividades ainda em 2026, após a aprovação no Senado do Projeto de Lei (PL) nº 5.874/2025, que prevê a criação de 16.363 novos cargos efetivos de professores e técnicos administrativos em educação. Agora, o PL aguarda a sanção da Presidência da República.

- Aula inaugural no campus Sete Lagoas, do IFTM. Foto: Divulgação/IFTM
IFSULDEMINAS – O instituto surgiu da unificação das escolas agrotécnicas federais de Inconfidentes, Machado e Muzambinho (MG), tradicionalmente reconhecidas pela qualidade na oferta de ensino médio técnico. Atualmente, o IFSULDEMINAS possui oito campi, sendo eles: Inconfidentes, Machado, Muzambinho, Passos, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Carmo de Minas e Três Corações, além de um polo de inovação e um novo campus da expansão, Itajubá.
IFTM – A escola foi criada após a integração dos antigos centros federais de educação tecnológica, escolas técnicas e agrotécnicas da região. O IFTM conta com nove campi, sendo eles: Ituiutaba; Paracatu; Patos de Minas; Patrocínio; Uberaba; Uberaba Parque Tecnológico; Uberlândia; Uberlândia Centro; e Campina Verde.
A Rede Federal conta, atualmente, com 686 unidades presentes em todos os estados e no Distrito Federal, e oferta, gratuitamente, cursos de qualificação profissional, técnicos, superiores e pós-graduação a mais de 1,9 milhão de estudantes. São mais de 10,1 mil cursos disponíveis, além de projetos de extensão para a comunidade e desenvolvimento de pesquisas aplicadas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do IFSULDEMINAS e do IFTM
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC lança programa de grêmios estudantis em Congresso da Ubes
O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quinta-feira, 16 de abril, o Programa Nacional de Grêmios Estudantis – Participa Jovem Educação, durante o 46º Congresso Nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Conubes), realizado de 16 a 19 de abril, em São Bernardo do Campo (SP). O evento contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e da Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo.
Com investimento previsto de R$ 45 milhões entre 2026 e 2028, o programa organiza e fortalece as políticas públicas de participação juvenil no ambiente escolar e incentiva a implementação da Lei nº 7.398/1985, conhecida como Lei do Grêmio Livre, que assegura aos estudantes o direito de organizar entidades representativas nas escolas.
“O grêmio estudantil é a porta de entrada para a consciência política da juventude brasileira. Essa conquista deve ser celebrada. Agora esperamos que vocês ocupem as escolas e ocupem os grêmios estudantis”. Leonardo Barchini, ministro da Educação.
Durante a cerimônia de abertura do evento, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou a importância dos grêmios estudantis como espaços de formação cidadã e participação política com protagonismo juvenil. “O grêmio estudantil é a porta de entrada para a consciência política da juventude brasileira. Essa conquista deve ser celebrada. Agora esperamos que vocês ocupem as escolas e ocupem os grêmios estudantis. Defendam um projeto de educação pública, gratuita e de qualidade”, incentivou.
A iniciativa pretende apoiar, incentivar e fortalecer a participação estudantil nas escolas públicas de educação básica, estimulando a criação, a consolidação e a atuação dos grêmios estudantis, a fim de ampliar o protagonismo juvenil e promover uma cultura democrática nas escolas, incentivando o engajamento dos estudantes nos processos de diálogo, gestão e melhoria do ambiente escolar.
O programa foi estruturado para ampliar a presença e o fortalecimento dos grêmios estudantis nas redes de ensino. Atualmente, os dados educacionais mostram que a presença dessas organizações ainda é desigual no país. Levantamentos recentes indicam diferenças significativas entre estados e regiões quanto ao número de escolas com grêmios ativos, evidenciando a necessidade de políticas nacionais que incentivem a participação estudantil e fortaleçam a gestão democrática nas escolas.
O Programa Nacional de Grêmios Estudantis – Participa Jovem Educação busca estruturar os grêmios como espaços legítimos de representação estudantil e de formação cidadã, estimulando o envolvimento dos estudantes nas decisões escolares e contribuindo para o desenvolvimento de jovens mais críticos, conscientes e participativos.
O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Hugo Silva, destacou o papel histórico dos grêmios estudantis na permanência dos estudantes na escola e afirmou que o novo programa deve fortalecer ainda mais essa atuação nas redes de ensino. “O grêmio ajuda muito nesse processo de manter as pessoas na escola. Na pandemia, por exemplo, era o grêmio estudantil que fazia busca ativa com a direção da escola para que os estudantes retornassem e permanecessem no ensino. Com esse apoio, vai ser possível combater a evasão, e, para além disso, vai transformar as escolas em um espaço mais legal para a comunidade escolar”.
Estrutura – O Programa Nacional de Grêmios Estudantis – Participa Jovem Educação será implementado em três eixos principais: coordenação federativa; formação; e difusão, reconhecimento e valorização de saberes.
No eixo de coordenação federativa, está prevista a criação de uma rede com 106 agentes de governança educacional, indicados por entidades representativas e instituições educacionais, para apoiar a implementação das ações nos territórios e ampliar a capilaridade do programa. Também estão previstos diagnósticos qualitativos sobre o funcionamento dos grêmios e a criação de um índice de maturidade para orientar políticas de fomento à participação juvenil.
O eixo de formação contempla atividades destinadas a secretarias estaduais e municipais de educação, gestores escolares, professores e representantes estudantis. A proposta inclui orientações sobre a criação e o fortalecimento dos grêmios, além da elaboração de planos de ação e materiais de apoio para estudantes.
Já o eixo de difusão e valorização prevê a criação da Plataforma Participa Jovem, que reunirá o Cadastro Nacional de Grêmios Estudantis e compartilhará estudos, diagnósticos e experiências exitosas. Também estão previstos editais de apoio a projetos inovadores e a realização do Dia D da Participação Juvenil, com mobilizações e formações voltadas à organização dos grêmios nas escolas.
Estande – O MEC contará com um estande no evento, no qual os estudantes poderão conhecer as principais políticas da pasta voltadas à juventude, para além do Programa Nacional de Grêmios Estudantis. O espaço também oferecerá atividades interativas e a distribuição de brindes, como marcadores de livros, camisetas, bonés, mochilas e coletes.
Entre as iniciativas apresentadas estarão o Pé-de-Meia, a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tencológica (Partiu IF) e o MEC Livros.
A poupança do ensino médio é um incentivo financeiro para estudantes da rede pública que frequentam as aulas e concluem o ensino médio. Desde 2024, o programa já beneficiou 5,6 milhões de estudantes, com R$ 18,6 bilhões em investimentos. A iniciativa também prevê incentivos adicionais, como R$ 1.000 ao final de cada ano escolar concluído e uma parcela extra pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), contribuindo para reduzir o abandono escolar e estimular a progressão nos estudos.
A CPOP fortalece iniciativas comunitárias que preparam estudantes para o Enem e para o acesso à educação superior. Em 2025, o programa beneficiou 12,5 mil estudantes, apoiando 384 cursinhos populares com R$ 74 milhões em investimento. Para 2026, a previsão é ampliar o alcance para 30 mil estudantes, com 1,2 mil cursinhos apoiados e R$ 290 milhões em investimento. Os estudantes também recebem suporte financeiro no valor de R$ 200 mensais.
O Partiu IF amplia oportunidades de acesso à educação profissional e tecnológica para estudantes do ensino fundamental da rede pública, especialmente jovens negros, indígenas, quilombolas e de baixa renda. A iniciativa oferece aulas e atividades de recuperação das aprendizagens para apoiar o ingresso na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A expectativa é beneficiar 78 mil estudantes até 2027, com R$ 463 milhões em investimentos. Os estudantes também recebem incentivo financeiro de R$ 200 mensais.
Para ampliar o acesso à leitura, com atenção a locais com pouco acesso a bibliotecas e acervos, o MEC Livros tem uma biblioteca digital gratuita que reúne quase 8 mil títulos, entre obras em domínio público e contemporâneas. A plataforma já alcançou quase meio milhão de usuários em apenas duas semanas, reforçando a estratégia de democratizar o acesso à leitura e estimular o hábito de ler entre jovens e estudantes de todo o país.
Conubes – O 46º Congresso Nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas é promovido pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). O evento é o maior espaço de deliberação e organização do movimento estudantil secundarista brasileiro. Durante o encontro, estudantes de todo o país debatem os desafios da educação pública, formulam propostas e elegem a nova diretoria da entidade para os próximos dois anos.
O congresso também funciona como espaço de mobilização nacional e de troca de experiências entre grêmios estudantis, entidades representativas e estudantes de diferentes regiões do Brasil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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