Destaque

Novas regras do saque-aniversário limitam empréstimos e reduzem valores de antecipação

Publicados

em

Ana Paula Figueiredo

As novas regras para a antecipação do saque-aniversário do FGTS entram em vigor neste sábado (1º). A medida, aprovada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e implementada pela Caixa Econômica Federal, restringe o número de parcelas, valores e operações possíveis.

Segundo o Ministério do Trabalho, o objetivo é evitar que trabalhadores fiquem sem acesso ao saldo do FGTS em caso de demissão e reduzir o impacto financeiro da modalidade sobre o fundo, que é uma das principais fontes de investimento em habitação popular e infraestrutura.

Atualmente, 21,5 milhões de pessoas — cerca de 51% das contas ativas — aderiram ao saque-aniversário. Deste total, aproximadamente 70% já recorreram à antecipação dos valores junto a bancos e instituições financeiras.

Como funciona o saque-aniversário

 

Criado em 2019, o saque-aniversário permite ao trabalhador retirar anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão é opcional e pode ser feita pelo aplicativo ou site da Caixa, ou nas agências físicas.

Leia Também:  “Encontramos o animal enterrado ainda com vida”, diz PM sobre resgate de pitbull em Cuiabá

Quem opta pela modalidade perde o direito de sacar o saldo total da conta em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas a multa rescisória de 40%.

Antecipação e novas restrições

 

Antes das mudanças, os trabalhadores podiam antecipar até dez anos de saques, sem limite de valor ou número de contratos. Agora, a nova norma impõe restrições:

  • Parcelas: máximo de cinco em 2025 e três a partir de 2026;

  • Valor: entre R$ 100 e R$ 500 por parcela;

  • Operações: apenas uma antecipação por ano;

  • Prazo mínimo: carência de 90 dias entre a adesão e o pedido de antecipação;

  • Limites totais: até R$ 2,5 mil no primeiro ano e R$ 1,5 mil a partir de 2026.

 

Motivo da mudança

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a alteração busca evitar que o trabalhador fique desamparado em caso de desemprego.

“Ao ser demitido, o trabalhador muitas vezes se vê sem recursos, porque o saldo do FGTS está comprometido com o empréstimo”, destacou.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as antigas regras enfraqueciam o FGTS como instrumento de investimento público e considerou a mudança “uma correção de injustiça com o trabalhador”.

Leia Também:  Motorista de carreta com 50 toneladas de soja diz não saber se moto estava parada ou em movimento em acidente que matou casal na BR-163, Vítimas são identificadas

Adesão e cancelamento

A adesão ou o cancelamento do saque-aniversário seguem disponíveis pelo aplicativo FGTS (Android e iOS). Com as novas regras, quem aderir deverá esperar 90 dias antes de contratar a antecipação.

Em caso de demissão durante o período de empréstimo, o saldo bloqueado continuará indisponível, e o trabalhador poderá sacar apenas a multa rescisória de 40%.

COMENTE ABAIXO:

Destaque

TJMT suspende desocupação em condomínios em Cuiabá após pedido da ALMT

Publicados

em

Por

JB News

Medida atende solicitação da Assembleia Legislativa e prevê análise técnica do caso

POR VÂNIA COSTA / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL •  17 DE ABRIL DE 2026 ÀS 14:55:00  •  24 Acessos

 

Foto: Natália Nogg/Assessoria de Gabinete

Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

Leia Também:  Motorista de carreta com 50 toneladas de soja diz não saber se moto estava parada ou em movimento em acidente que matou casal na BR-163, Vítimas são identificadas

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Leia Também:  Deputados da ALMT aprovam projeto da LDO de 2026 em primeira votação

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA