Saúde

No Brasil um morre de câncer de pele a cada 3 horas alerta especialista

Publicados

em

 

 

RAFAEL SODRÉ ARAGÃO*

 

Entramos no mês do Dezembro Laranja e nele se inicia o período de conscientização para o câncer de pele.

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de pele representa 30% de todos os tumores incidentes no país. Para o biênio 2018-2019 eram esperados em torno de 170 mil novos casos e quase 4 mil mortes por esta doença.

O aumento crescente, ano após ano, de casos novos chama atenção para mais investimentos em prevenção e terapêutica.

Trata-se de uma doença prevenível e com altas taxas de cura, com diagnóstico precoce.

Podemos resumir em dois tipos de câncer de pele mais comuns. Os tumores não-melanomas e o melanoma.

Os não-melanomas são mais comuns em pessoas com mais de 40 anos, indivíduos com pele clara e com história pessoal ou familiar para câncer de pele.

Eles podem ser escamosos que têm origem na camada mais externa da epiderme, ocorrem mais frequentemente em extremidades ou áreas de cicatrizes ou queimaduras, são responsáveis por 20% dos tumores de pele. Podem se disseminar para camadas mais profundas.

Carcinomas Basocelulares, que são originários das células basais da epiderme, são responsáveis por 75% dos tumores cutâneos, têm sua evolução mais lenta, porém podem levar a danos severos e devem ser tratados de forma adequada.

Leia Também:  Em inauguração de leitos, Max Russi cobra repasse de 3 mi para Hcan e reafirma compromisso da ALMT

O risco aumentado se dá em pessoas que se expuseram ao sol na infância e adolescência, que tiveram contato com radiações externas e baixa imunidade. Estima-se que 1,9 mil casos de óbitos causados por esse tipo de câncer aconteçam anualmente no país.

O melanoma tem origem nas células chamadas de melanócitos, responsáveis pela cor da pele. Pode aparecer em qualquer parte do corpo além da pele, como mucosas e olho.

Sua principal causa é a exposição solar, bem como câmaras de bronzeamento artificial, além de fatores genéticos. Ele causa mais de 1,7 mil óbitos anualmente no Brasil.

Existem outros tipos de tumores menos comuns, como os linfomas cutâneos de células T e os tumores de células de merkel, que merecem uma atenção especial por parte dos médicos devido ao tratamento multidisciplinar.

Todavia, para se prevenir, é necessária proteção solar com filtros, óculos escuros, camisas, chapéus e protetor labial, principalmente nas crianças e nos adolescentes.

Os sintomas mais comuns para não-melanomas são feridas que descamam, coçam, ardem e sangram. Além de lesões que não cicatrizam em até quatros semanas.

Leia Também:  Sema indefere instalação de usina no rio Sepotuba em Tangará da Serra   

Para o Melanoma, os sintomas são lesões escurecidas novas ou que mudam de aspecto com o tempo apresentando bordas irregulares, aumento do tamanho e cor, e podem coçar e sangrar.

O tratamento na maioria dos casos é curativo com a cirurgia. Retirar a lesão na forma oncológica correta leva à cura na maioria dos casos. Em situações mais graves, além da cirurgia, pode-se usar quimioterapias, imunoterapias, terapias alvo ou radioterapia.

Fique atento a qualquer mudança em sua pele. Procure um profissional habilitado na área e lembre-se de que o tratamento correto inicial leva a um melhor prognóstico.

A campanha Dezembro Laranja de 2019, idealizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, alerta para os sinais do câncer de pele para que a população esteja atenta aos possíveis sintomas e procure, o quanto antes, um profissional médico em busca do diagnóstico.

A ação já acontece desde 2014 no país e espera arrebanhar o máximo de adeptos, entre profissionais da área de saúde, órgãos públicos e a população em geral para divulgar as estratégias de identificação de sintomas e a procurar por ajuda médica.

 

* Rafael Sodré Aragãoé cirurgião oncológico, mestre em Oncologia e atende na Clínica Oncolog

COMENTE ABAIXO:

Saúde

Instituto promove live sobre uso medicinal da cannabis   

Publicados

em

Por

 

Por Rafaela Máximo

Discussão será mediada pelo advogado Ussiel Tavares e reunirá nomes como o do promotor de Justiça de Mato Grosso Alexandre Guedes, do presidente da OAB Nacional em Bioética Henderson Furs, do gerente de produtos controlados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Thiago Brasil Silvério, do médico oncologista Wilson Garcia, do médico anestesiologista do Hospital de Câncer de Mato Grosso, Felipe Audi Bernardino e do advogado Marcos Marrafon.

“O uso terapêutico e legal da cannabis para pacientes oncológicos” será o tema da live promovida pelo Instituto Mario Cardi Filho em parceria com o Hospital de Câncer de Mato Grosso no dia 05 de outubro, a partir das 19h.

Para o presidente do Instituto Mario Cardi Filho, advogado Ussiel Tavares, “Esse é um assunto precisa ser discutido por toda a sociedade. E para opinarmos e nos posicionarmos é preciso entender o tema, tirar dúvidas. Para dar visibilidade ao assunto vamos promover a discussão trazendo diversos pontos de vista: o político, o do direito, o da justiça, da medicina, a bioética e da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa”, explica o presidente.

Leia Também:  Cigarros eletrônicos podem causar várias doenças, incluindo câncer

 

A regulamentação da cannabis medicinal é um tema controverso. No Senado Federal projetos de leis tramitam enquanto pacientes tentam vencer além da doença, o preconceito, as ações judiciais e o alto custo para a importação das substâncias.

 

Entre os prós se sabe que essas substâncias, genericamente chamadas de canabinoides, as mais utilizadas são o CBS e o THC, são medicamentos não capazes de curar doenças propriamente ditas, mas sim de minimizar ou até eliminar certos sintomas e, dessa forma, melhorar a qualidade de vida do paciente.

 

Por outro lado, os críticos se dividem entre os que afirmam que os estudos sobre a segurança não são conclusivos e os que acreditam que a disseminação dos remédios seria apenas o primeiro passo para a legalização da maconha no país.

 

“Será uma boa discussão, convidamos a todos os interessados a participar e tirar suas dúvidas”, pontua Ussiel Tavares.

 

A live será transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do Instituto Mário Cardi Filho, dia 05 de outubro, a partir das 19h.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA