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“Nem um milímetro a mais, nem a menos”: Mauro Mendes confirma RGA de 4,26% e encerra debate sobre reajuste dos servidores,VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, se pronunciou na manhã desta terça-feira (13) sobre a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais e adotou um discurso duro e direto ao tratar de um tema que, historicamente, provoca intensos embates entre o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e as categorias do funcionalismo. Segundo o chefe do Executivo, o projeto que fixa o reajuste em 4,26% será encaminhado ao Parlamento e deve ser votado nesta quarta-feira (14), encerrando o processo de revisão salarial deste ano.

De acordo com Mauro Mendes, o percentual de 4,26% reúne a recomposição inflacionária medida pelo IPCA e o ganho real possível dentro dos limites legais e fiscais do Estado. O governador foi enfático ao afirmar que não haverá qualquer tipo de negociação para ampliar esse índice, mesmo diante das pressões recorrentes de sindicatos e entidades representativas dos servidores. “Nem um milímetro a mais, nem um milímetro a menos. O que o governo fez está totalmente amparado em lei”, declarou.

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O debate sobre a RGA costuma mobilizar fortemente o funcionalismo público em Mato Grosso, que todos os anos reivindica percentuais superiores ao definido pelo Executivo, alegando perdas acumuladas ao longo do tempo. Do outro lado, o governo sustenta que a legislação é clara ao estabelecer o IPCA como referência para a revisão anual e que ultrapassar esse limite colocaria em risco o equilíbrio fiscal do Estado. Mauro Mendes reforçou esse argumento ao destacar que a proposta enviada à Assembleia segue rigorosamente o que está previsto em lei e não abre margem para interpretações políticas.

Durante a rápida entrevista, o governador também respondeu às cobranças sobre um suposto passivo de reajustes que alguns sindicatos estimam em até 20%. Segundo ele, essa discussão não encontra respaldo jurídico. “O governo vai mandar hoje o RGA conforme previsto em lei. Aquilo lá está totalmente amparado. O que foi feito não extrapola e nem reduz o que a legislação determina”, afirmou.

As declarações foram dadas de forma breve durante o velório de Maria Benedita de Oliveira, mãe do ex-governador e ex-prefeito de Cuiabá Dante de Oliveira. Em respeito ao momento de luto, Mauro Mendes evitou se alongar sobre outros temas administrativos, mas fez questão de deixar clara a posição do governo em relação à RGA.

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Nos bastidores da Assembleia Legislativa, a avaliação é de que o projeto deve ser aprovado sem alterações significativas, justamente por estar ancorado em argumentos técnicos e legais. Assim, a proposta de 4,26% tende a ser confirmada, encerrando mais um capítulo de um debate que se repete ano após ano no Estado. Ainda que a insatisfação de parte dos servidores permaneça, o governo aposta na responsabilidade fiscal e na segurança jurídica para sustentar sua decisão: o reajuste será exatamente o definido pelo IPCA, nem um milímetro a mais, nem um milímetro a menos.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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