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MPMT e MPF recomendam manutenção do calendário de plantio da soja

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AS informações são do MPE-MT

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso e o Ministério Público Federal expediram notificação conjunta à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec) e ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) recomendando a aplicação de medidas para a prevenção da ferrugem asiática na cultura da soja (Instrução Normativa Conjunta Sedec/Indea nº 001, de 29 de janeiro de 2021).

Pela norma estadual, o calendário de plantio da oleaginosa compreende o período de 16 de setembro a 31 de dezembro de 2021, diferente do que estabelece a recente Portaria nº 306 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que instituiu o novo Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Seguindo o MAPA, desde 1º de setembro de 2021 a semeadura de soja em Mato Grosso foi estendida em 34 dias, com início em 16/09/2021 e término em 03/02/2022.


A promotora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, da 15ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital, destaca que há seis anos Mato Grosso adota o vazio sanitário e a calendarização do plantio como medidas preventivas eficazes no combate e controle da ferrugem asiática da soja, inclusive com períodos já bem definidos e consolidados no estado. “A definição do calendário do plantio de soja em Mato Grosso já foi objeto de ampla discussão com inúmeras instituições e com a comunidade científica, havendo um consenso de que, de fato, o período entre 16/09 a 31/12 é o mais adequado para semeadura”, afirma trecho da notificação.

Ainda consta que a Embrapa, a mais importante empresa de pesquisa do Brasil ligada ao Ministério da Agricultura, desde o início dos debates tem se colocado contrária à alteração do calendário de plantio. “Os calendários adotados pelo MAPA, os quais estendem a janela de semeadura em vários estados, notadamente em Mato Grosso, elevam o risco de proliferação da ferrugem asiática e da perda de controle da doença”, menciona outro trecho.


Ana Luiza cita que a pedido do Estado da Bahia, o calendário de plantio de soja naquela unidade da Federacão foi alterado, adequando-se às normas estaduais, contudo, a mesma solicitação foi feita por Mato Grosso e, estranhamente, o pedido não foi acatado pelo Ministério.


Na notificação, os Ministérios Públicos Estadual e Federal recomendam que o Estado mantenha o calendário de plantio entre 16/09 a 31/12, por ser uma medida mais restritiva e, se necessário, a Sedec e o Indea editem norma específica para esta finalidade, dando, caso haja acatamento da medida, imediata publicidade do novo calendário, comunicando também a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja).

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Custo de produção salta 84% em 3 anos e torna-se o maior desafio dos suinocultores de Mato Grosso

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Estudo divulgado pelo Imea no 1º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, mostra que o milho é o maior responsável pelo aumento, com valorização de 70% na relação de troca do quilo do suíno com a saca de 60 kg do grão

O custo de produção tem tirado o sono dos criadores de suínos em Mato Grosso. O vilão desta vez é o milho, principal componente da alimentação dos suínos. De acordo com especialistas, o custo da produção da proteína mais consumida no mundo deve ser o maior desafio para suinocultores estaduais no próximo ano. O assunto, de suma importância para a viabilidade da atividade no Estado, foi debatido na manhã desta terça-feira (30.11), no 1º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

De acordo com estudo realizado em parceria entre o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Embrapa Aves e Suínos e a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), o custo para produzir um quilo de suíno vivo em Mato Grosso subiu 84% entre 2018 e 2021. Para o diretor geral da Agroceres PIC e diretor presidente da Associação de Genéticas de Suínos (ABEGS), Alexandre Rosa, o cenário futuro é de melhora para o setor, mas é essencial que neste momento de elevado custo a gestão das granjas seja prioridade para os produtores.

“Nossa previsão é que devido à boa safra de milho deste ano o custo de produção para os próximos meses deve pesar um pouco menos no bolso dos produtores, e a demanda doméstica deve aquecer à medida que a pandemia for diminuindo. Isso dá sinais de um cenário mais favorável aos suinocultores. Mas, neste momento, em que o custo de produção preocupa os produtores, a melhor orientação é manter o foco na gestão de ganhos em eficiência dentro das granjas, minimizar custos e aumentar produtividade”, pontua.

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Ainda de acordo com o Imea em outubro de 2018 eram necessários 7,13 kg de suíno para aquisição de uma saca de 60 kg de milho, enquanto que em outubro de 2021 são necessários 12,3 kg de suíno para compra da mesma quantidade do cereal, uma alta superior a 70% em três anos. O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, que palestrou sobre o panorama da atual da suinocultura em Mato Grosso no Simpósio, apontou que o aumento no custo de produção desestimula a produção no Estado, o que pode impactar no desempenho da proteína no mercado nacional e nas exportações.

“Temos alguns pontos que podem auxiliar o segmento neste momento, como a criação de novos mecanismos que possam aliviar o custo dos produtores com a ração, possibilitando a compra do milho a preços menores. Além disso, existe a necessidade de abrir mais rotas comerciais, pois apesar de sermos o 4º maior exportador de carne suína do Brasil, Mato Grosso possui 40 parceiros comerciais a menos que o Paraná, que é o 3º maior exportador do país, por exemplo”, explica.

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Para o presidente da Acrismat, Itamar Canossa, as palestras sobre o panorama da suinocultura servem para nortear os produtores e municiá-los de informações para que possam tomar as melhores decisões para seu negócio. “Recebemos muita informação sobre o atual cenário da suinocultura no Brasil e no mundo, principalmente com informações dos grandes players neste segmento, como a China e os Estados Unidos, além de projeções para o curto e médio prazos da atividade aqui no Mato Grosso e no país”, diz ao acrescentar que o Simpósio estimulou o debate sobre as alternativas possíveis para manter o setor competitivo no mercado nacional, especialmente neste momento de alto custo de produção.

Raio-X da Suinocultura

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, a suinocultura mato-grossense produziu mais de 315 mil toneladas de carne suína e possui um rebanho de aproximadamente 2,6 milhões de cabeças. Ainda de acordo com o Instituto, apenas 20,8% da produção são destinados para o consumo doméstico (dentro do Estado), enquanto 66,2% são destinados para o mercado interestadual e apenas 13% são exportados.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e até o início de outubro deste ano, Mato Grosso exportou carne suína para 23 países, enquanto o Rio Grande do Sul, 2º maior produtor do país, embarcou a proteína para 72 países no mesmo período.

Paola Carlini
Fabiana Reis
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