AGRONEGÓCIOS

MPA realiza escuta ativa com pescadores em Altamira (PA) para aprimorar concessão da Licença de Pescador Profissional

Publicados

em

A Ouvidoria do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura (SERMOP) realizaram em maio, uma pesquisa de campo com pescadores e pescadoras profissionais em Altamira (PA). A ação teve como foco a avaliação do serviço de concessão da Licença de Pescador Profissional, operacionalizado pelo sistema PesqBrasil, com o objetivo de identificar os principais desafios enfrentados pelos usuários no processo de solicitação da licença. 

A escolha do município foi feita a partir de indicação da Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA) do MPA, que já mantinha articulações locais, facilitando o acesso às comunidades ribeirinhas e aos representantes da categoria. A equipe da Ouvidoria e da SERMOP percorreu de barco três comunidades ao longo do Rio Xingu, onde foram realizadas entrevistas. A comitiva também esteve na sede da Colônia de Pescadores Z-57, onde puderam dialogar e tirar dúvidas dos profissionais.

Essa atividade integra o Programa MEUS (Melhorando a Experiência dos Usuários de Serviços Públicos), promovido pela Ouvidoria-Geral da União (OGU), por meio da mentoria de ouvidorias para avaliação de serviços públicos. O programa busca aprimorar os atendimentos, através da escuta ativa dos usuários e da atuação conjunta entre ouvidorias e áreas técnicas gestoras.

MPA também visitou o território das comunidades
MPA também visitou o território das comunidades
Leia Também:  Brasil e Japão assinam 80 acordos e ampliam parcerias no agronegócio

A secretária nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Doria, destacou a importância do Ministério estar presente nos territórios para compreender as realidades locais. “Num país com dimensões continentais como o Brasil, os desafios enfrentados pelos pescadores variam muito de uma região para outra. Por isso, ouvir diretamente quem está na ponta é fundamental para aprimorar nossas políticas e garantir um atendimento mais justo e efetivo”, afirmou. 

Para o ouvidor George Nogueira Cardoso, a participação do MPA no Programa MEUS representa um avanço importante na gestão pública. “O programa é uma inovação que valoriza a escuta ativa e promove a melhoria dos serviços a partir da experiência real dos usuários. Isso fortalece o compromisso com a eficiência e com a atenção às necessidades das comunidades”, ressaltou.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIOS

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Por

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Parlamentares não querem tributo a títulos do agro e avaliam alternativas para manter crédito

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Mais de 40 municípios de Mato Grosso são beneficiados com entrega máquinas do Promaq

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA