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MJSP destina R$ 4,7 milhões para a compra de 15 viaturas adaptadas para transporte de cães farejadores

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Brasília, 04/07/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), destinou R$ 4,7 milhões para a aquisição de 15 viaturas adaptadas para o transporte de cães detectores da Polícia Federal (PF).

Também conhecidos como cães farejadores, os animais atuam em operações de barreira e fiscalização, em rodoviárias, portos, aeroportos, fronteiras, embarcações, além de serem utilizados em apoio às atividades de outros órgãos quando solicitado.

Os recursos são do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), utilizado para ações de redução da oferta e da demanda, campanhas, estudos e capacitações relacionadas a drogas.

As viaturas atenderão ao Canil Central da PF, em Brasília (DF), e outras unidades no Acre (AC), no Amazonas (AM), no Ceará (CE), no Espírito Santo (ES), em Mato Grosso (MT), em Minas Gerais (MG), no Paraná (PR), em Pernambuco (PE), no Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), no Rio Grande do Sul (RS), em Roraima (RR) e em São Paulo (SP).

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“Essa modernização de equipamentos, de viaturas, é muito importante. Faz grande diferença no dia a dia da polícia, e, por consequência, dos cidadãos. Então, ficamos felizes com o resultado desse investimento, que reforça o nosso compromisso com o ciclo virtuoso, a partir da recuperação de bens, do resgate de valores por meio de leilões e o investimento em ações como esta”, celebrou a secretária da Senad, Marta Machado, durante a cerimônia de entrega, na terça-feira (1º).

Além de garantir maior segurança e conforto para os cães e condutores durante as operações policiais, os veículos também serão utilizados em ações educativas e de prevenção ao uso de drogas, atividade que integra a missão institucional da Polícia Federal e da Senad.

A entrega das viaturas também contou com a presença do diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Ricardo Saadi, representando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e de superintendentes regionais, coordenadores e representantes de diversas unidades da Polícia Federal em todo o País.

Distribuição de recursos

A Lei nº 13.886/2019 prevê a distribuição, por meio de transferência voluntária, de 20% a 40% dos recursos provenientes da alienação de bens apreendidos em decorrência do tráfico de drogas às polícias responsáveis pela apreensão dos bens, desde que atendam os seguintes requisitos:

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– Demonstrem a existência de estruturas orgânicas destinadas à gestão de ativos apreendidos nas unidades federativas, capazes de auxiliar no controle e na alienação de bens apreendidos e na efetivação de suas destinações

– Estejam regulares com o fornecimento dos dados estatísticos nacionais de repressão ao tráfico ilícito de drogas integrantes de sistema de informações do Poder Executivo

Os repasses são feitos anualmente, por meio de subsídio de projetos submetidos pelas polícias à Senad.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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