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Ministro afirma que ferrovia estadual lançada pelo Governo de MT é bem-vinda e aumenta área de influência do modal

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Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, citou o projeto mato-grossense em live que discutiu o potencial e as oportunidades que o aumento das ferrovias pode gerar para o Brasil

Por Érika Oliveira | Secom-MT

A ferrovia estadual vai interligar Cuiabá a Rondonópolis, bem como Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, além de se conectar com a malha ferroviária nacional
Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Marco no desenvolvimento econômico de Mato Grosso e crucial para a ampliação da malha viária brasileira, a primeira ferrovia lançada pelo Governo do Estado, cuja construção foi anunciada pelo governador Mauro Mendes na última segunda-feira (19.07), deverá servir de exemplo para outras unidades da Federação.

A avaliação é do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que destacou a importância das iniciativas estaduais frente às dificuldades que o Governo Federal tem enfrentado para destravar legislações federais.

“Eu entendo que sim [outros estados podem seguir o exemplo de MT]. As leis estaduais são excelentes iniciativas. A extensão que está sendo promovida pelo Governo de Mato Grosso é muito bem-vinda, porque no final das contas a gente aumenta a área de influência da ferrovia, permite buscar cargas mais longe, vai aumentar a quantidade de TKU [Tonelada Quilômetro Útil] dentro da ferrovia e isso é uma coisa interessante. Não vejo ali nenhum tipo de desconexão com a política nacional ferroviária”, defendeu o ministro, durante live promovida pelo Valor Econômico, em parceria com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

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A ferrovia estadual, que é uma obra pioneira e histórica em Mato Grosso, vai interligar Cuiabá a Rondonópolis, bem como Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, além de se conectar com a malha ferroviária nacional.

Serão 700 km de extensão, a serem construídos pela empresa que sair vencedora do edital. Foi definido o modelo privado de exploração, pois nesse formato o Estado faz a chamada pública e as empresas se habilitam a participar de seleção para fazer os investimentos, por sua conta e risco. A empresa vencedora deve aplicar cerca de R$ 12 bilhões no modal.

A obra

Com o anúncio, as empresas interessadas terão 45 dias para apresentar propostas. O investimento estimado é de R$ 12 bilhões e a vencedora terá prazo de 45 anos para operar.

O objetivo do modal é integrar o Estado com o sistema federal de ferrovias e com os demais estados; integrar os modais logísticos de Mato Grosso; reduzir o custo para transporte da produção, com mais competitividade; ampliar a circulação de produtos e ampliar alternativas para o transporte da produção.

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A obra será iniciada em até seis meses após a emissão da licença ambiental de instalação. A previsão é que o Terminal de Cuiabá seja concluído até o 2º semestre de 2025 e o de Lucas do Rio Verde até o 2º semestre de 2028.

Estudos realizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) apontam que a implantação da ferrovia vai impactar diretamente 27 municípios de Mato Grosso. Além de Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Novam Mutum, Cuiabá e Rondonópolis, que receberão os terminais, as cidades de Juscimeira, São Pedro da Cipa, Jaciara, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães,  Rosário Oeste, Nobres, Diamantino, Sorriso, Sinop, Vera, Nova Ubiratã, Santa Rita do Trivelato, Paranatinga, Planalto da Serra, Nova Brasilândia, Campo Verde, Poxoréu, São José do Povo e Pedra Preta também serão beneficiados, pois poderão se utilizar dos terminais da ferrovia.

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Estado teve a ousadia de fazer a infraestrutura continuar crescendo”, diz secretário do Ministério da Infraestrutura

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Representando o Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio afirmou que assinatura de contrato para construção de ferrovia é ‘um dia histórico para o Brasil’

Karine Miranda | Sinfra-MT

Secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

O secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho, avaliou positivamente a iniciativa do Governo de Mato Grosso de autorizar a implantação da 1° Ferrovia Estadual. Segundo ele, o governo estadual teve “ousadia, coragem e entusiasmo” ao propor a construção da ferrovia, que vai permitir a integração da malha ferroviária estadual à nacional, ampliar a capilaridade do sistema ferroviário e melhorar a  logística de Mato Grosso e de todo Brasil.

“Quero parabenizar o governador Mauro Mendes pela iniciativa. Mais do que isso, pela ousadia de fazer a infraestrutura continuar crescendo. O Ministério da Infraestrutura tem arduamente trabalhado para expandir a infraestrutura do país com novas vias, hidrovias, aeroportos e portos. Quanto mais infraestrutura, melhor. Se tiver a iniciativa do Estado, melhor ainda. Nós precisamos carregar esse país de forma efetiva e ampliar cada vez mais nossa infraestrutura”, disse Marcelo Sampaio.

Ele classificou ainda a assinatura do contrato entre Governo de Mato Grosso e a empresa Rumo S/A para a construção da ferrovia no Estado como “um dia histórico para o Brasil”. O contrato foi assinado no início desta semana e prevê a construção 730 quilômetros de linha férrea que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e que vão se conectar à malha nacional, em direção ao Porto de Santos (SP).

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“Estamos muito entusiasmados com essa iniciativa de termos a primeira autorização ferroviária do Estado e quero parabenizar a ousadia, coragem e entusiasmo do governo estadual em prover infraestrutura para esse estado gigante que é Mato Grosso. É um dia histórico para o Brasil, um dia histórico para Mato Grosso. Ferrovia é coisa do presente e do futuro, pois traz prosperidade e desenvolvimento, diminuindo o custo Brasil”, afirmou.

Secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

A construção da ferrovia vai permitir a interligação rodoferroviária em Mato Grosso e vai beneficiar diretamente 26 municípios, que estão as margens do traçado da ferrovia e terão maior facilidade para o escoamento da produção do agronegócio. O investimento para a construção da ferrovia será de R$ 11,2 bilhões, cujos recursos são integramente da iniciativa privada. A expectativa, segundo Marcelo Sampaio, é de que a implantação da ferrovia permita que Mato Grosso se torne mais eficiente, competitivo e próspero.

“Mato Grosso tem uma grande eficiência da porteira para dentro das fazendas, mas precisamos que também tenham essa eficiência das nossas porteiras para fora. E é isso que essa extensão feita pelo Governo do Estado, através da Rumo, vai trazer para a região Médio Norte do Estado, levando essa ferrovia até Lucas do Rio Verde. Sabemos ainda que o ramal que chegará em Cuiabá é um ramal histórico, vai trazer geração de emprego e desenvolvimento para essa capital”, encerrou o secretário-executivo.

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A previsão é de que o início das obras de construção da ferrovia ocorra em 2022. O trecho entre Rondonópolis e Cuiabá tem previsão de conclusão de obras e o respectivo funcionamento no ano de 2025; enquanto a operação no trecho Cuiabá a Lucas do Rio Verde deverá começar em 2028. Uma vez implantada a ferrovia, a Rumo S/A fica autorizada a explorar a ferrovia pelo prazo de 45 anos, sendo que a infraestrutura ferroviária poderá ser compartilhada com outra empresa de transporte ferroviário que venha a prestar serviços no Estado.

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