Mulher
Ministras debatem políticas públicas e ações do Governo Federal para as mulheres do Brasil
A 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM) foi palco de um debate com a presença de seis ministras de Estado, que discutiram políticas públicas e ações do Governo Federal voltadas para as mulheres. O painel, comandado pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, promoveu a troca de experiências interministeriais sobre avanços e desafios na implementação de políticas públicas, com destaque para o combate à desigualdade salarial e a todas as formas de violência contra as mulheres.
Márcia Lopes anunciou que visitará os estados que ainda não criaram uma Secretaria Estadual das Mulheres.
“Para que a gente possa dialogar, provocar e construir conjuntamente. É muito importante que o Governo Federal tenha o comando da política para as mulheres, para que possamos fortalecer essa integração”, afirmou.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, detalhou uma série de medidas adotadas para ampliar a participação feminina em cargos de liderança e na estrutura pública do país. Entre as iniciativas já implementadas, está o sistema de cotas para mulheres em situação de violência nas contratações públicas.
“Já ouvimos vários depoimentos dessas mulheres contratadas e como isso mudou suas vidas, proporcionando uma nova realidade. Outra medida importante, mais recente, foi a possibilidade de movimentação das servidoras vítimas de violência, para que possam sair daquele ambiente e tenham novas oportunidades”, explicou.
Dweck lembrou ainda que as mulheres representam 60% dos inscritos no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), cujo edital incorporou um critério técnico de paridade de gênero na convocação para a prova discursiva. A medida busca ampliar a presença feminina nas etapas decisivas do certame, que contempla 32 órgãos e entidades da administração pública federal. As provas estão previstas para 5 de outubro (objetiva) e 7 de dezembro (discursiva), em 228 cidades de todos os estados e no Distrito Federal.
Em parceria com o Poder Legislativo, o Governo Federal também garantiu a aprovação de uma lei que determina que, no mínimo, 30% dos cargos nos conselhos de empresas estatais sejam ocupados por mulheres.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, defendeu a equiparação salarial e de direitos entre homens e mulheres, além do enfrentamento a todas as formas de violência.
“O projeto de país que defendemos é político, com a nossa cara, com mulheres vivas, sem violência e sem nenhuma ameaça que faça com que muitas desistam ou fiquem pelo caminho”, destacou.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, alertou para a persistência do trabalho análogo à escravidão entre trabalhadoras domésticas.
“Temos inúmeras questões que ainda afetam o cotidiano das mulheres, mas é preciso que o Estado brasileiro funcione para nós. Precisamos avançar nas políticas públicas”, afirmou.
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, elencou desafios sociais como justiça climática, justiça socioambiental, o enfrentamento da violência doméstica e a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1. Ela também destacou ações voltadas aos povos originários, como o combate à violência nos territórios.
“A entrega da primeira Conferência das Mulheres Indígenas será uma política nacional para as mulheres indígenas, que está sendo elaborada pelo Ministério dos Povos Indígenas e pelo Ministério das Mulheres, em conjunto com a sociedade civil”, explicou.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, lembrou que a atual configuração da Esplanada dos Ministérios conta com o maior número de ministras da história do Brasil.
“Embora ainda sejamos poucas mulheres, no governo Lula temos a maior representação feminina na Esplanada da história do país”, destacou.
Luciana também ressaltou um dado preocupante sobre desigualdade salarial: embora as mulheres representem 51,5% da população brasileira, ainda recebem, em média, até 20% menos que os homens no mercado de trabalho.
“Não há desenvolvimento, democracia ou justiça social sem igualdade de gênero”, finalizou.
5ª CNPM
A 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM) acontece até 1º de outubro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, com o tema: “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”.
Durante três dias de evento, as participantes poderão acompanhar painéis temáticos, os Espaços de Diálogo, a Plenária Final com deliberação das propostas, além de atividades culturais, feira de economia solidária e a Tenda Mulheres e Clima, que trará debates e ações voltadas à justiça climática e de gênero. Saiba mais em www.gov.br/mulheres/5cnpm.
Fonte: Ministério das Mulheres
Mulher
Ministra Márcia Lopes participa da I Cúpula Brasil-Espanha e firma memorando para avançar no enfrentamento à violência de gênero
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta sexta-feira (17/4), em Barcelona, da I Cúpula Brasil-Espanha, que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, além de autoridades, com o objetivo de fortalecer a parceria entre os dois países. O encontro foi realizado no Palácio de Pedralbes.
Durante a cúpula, foi assinado um Memorando de Entendimento com a ministra da Igualdade da Espanha, Ana Redondo García, voltado à promoção da igualdade de gênero e ao enfrentamento da violência contra as mulheres.
A Espanha é considerada referência internacional na área e registrou, em 2024, o menor número de casos de violência de gênero de sua série histórica.
Na troca de experiências, o Brasil apresentará à Espanha a estratégia do Pacto Brasil entre os Três Poderes de Enfrentamento do Feminicídio e outras iniciativas voltadas à proteção das mulheres, como o Programa Mulher Viver Sem Violência, que prevê o fortalecimento dos canais de denúncia (Ligue 180), a implantação de Casas da Mulher Brasileira — que reúnem, em um só local, vários serviços de apoio e orientação às mulheres vítimas de violência —, os Centros de Referência da Mulher Brasileira e outras políticas públicas voltadas ao cuidado e à autonomia econômica feminina.
Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o fortalecimento da cooperação internacional reforça o compromisso do governo brasileiro com a promoção dos direitos das mulheres.
“O memorando representa um passo importante para fortalecer a cooperação internacional na promoção da igualdade de gênero e no enfrentamento da violência contra as mulheres, ampliando a troca de experiências e o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes”, afirmou a ministra Márcia Lopes.
Entre os principais encaminhamentos do encontro bilateral estão a criação de um grupo de trabalho para monitorar a implementação do acordo e a realização de intercâmbios técnicos entre especialistas dos dois países.
Protocolos de atendimento humanizado
A cooperação bilateral abrange temas como prevenção à violência, enfrentamento à misoginia no ambiente digital, promoção de masculinidades não violentas e fortalecimento de sistemas integrados de proteção às mulheres. Também estão previstas trocas de experiências sobre canais de denúncia e atendimento remoto, como o Ligue 180, no Brasil, e o 016, na Espanha, além de protocolos de atendimento humanizado.
Sistemas de monitoramento de riscos
Outro eixo prioritário do acordo assinado é o acesso à justiça, com interesse brasileiro no aprofundamento técnico sobre o sistema espanhol VioGén, que monitora e classifica riscos de violência por meio de ferramentas tecnológicas, permitindo respostas mais rápidas e integradas entre instituições.
A agenda inclui ainda a proteção de mulheres migrantes, com foco na construção de fluxos de atendimento para brasileiras na Espanha, e a capacitação de operadores do sistema de justiça, com intercâmbio sobre tribunais especializados em violência de gênero.
Fortalecimento das estratégias de prevenção
O Brasil também demonstra interesse em fortalecer estratégias de prevenção que atuem diretamente na formação de valores e comportamentos, com destaque para o ambiente educacional e o esporte como espaços centrais de transformação social.
No campo da educação, a prioridade é promover a igualdade de gênero desde a educação básica, por meio de ações de formação, projetos pedagógicos e fortalecimento de redes, contribuindo para a prevenção da violência e o enfrentamento do racismo e de outras desigualdades estruturais.
De forma complementar, o país busca conhecer experiências que utilizem o esporte como ferramenta de mudança cultural, reconhecendo seu papel na socialização e na construção de identidades, especialmente entre homens, e seu potencial para promover valores alinhados à equidade e à não violência.
Dignidade menstrual
Na área de dignidade menstrual, o Brasil busca compartilhar e aprimorar políticas públicas. Dados apontam que uma em cada quatro meninas falta à escola durante o período menstrual, e cerca de 4 milhões enfrentam precariedade de higiene nas escolas. Apesar do avanço do Programa Dignidade Menstrual, apenas 14% do público estimado acessa regularmente o benefício, o que indica desafios como falta de informação, barreiras operacionais e persistência de estigmas.
A agenda inclui também discussões sobre democracia, multilateralismo e participação social.
“Foi uma viagem muito produtiva com relação à nossa expectativa de futuro. Queremos um mundo sem guerra, queremos um mundo de paz, um mundo onde as democracias de fato se realizem e a população se sinta sempre muito envolvida, muito engajada e com seus direitos garantidos”, concluiu a ministra.
Sobre a I Cúpula Brasil-Espanha
A I Cúpula Brasil-Espanha, realizada em Barcelona neste mês de abril, é um desdobramento do diálogo bilateral realizado em 2025, em Madri, para fortalecer a parceria estratégica entre os dois países, com foco na defesa do multilateralismo e na ampliação da cooperação internacional em áreas como igualdade de gênero, transição energética e desenvolvimento econômico.
Fonte: Ministério das Mulheres
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