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MEC promove seminário técnico sobre Juros por Educação

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O Ministério da Educação (MEC) organiza, nesta semana, o Seminário Técnico Juros por Educação, evento que reúne técnicos do MEC, especialistas e gestores estaduais de educação profissional e tecnológica (EPT). O encontro teve início nesta quinta-feira (7) e prossegue até sexta-feira (8), na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O programa Juros por Educação integra o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e tem como meta a expansão de matrículas de educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), com financiamento dos juros das dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União. 

Na abertura do seminário, o secretário executivo substituto do MEC, Rodolfo Cabral, falou sobre os desafios da juventude brasileira. “Temos pela frente uma janela clara de oportunidade, que é investir na EPT como um motor de transformação social e vetor de desenvolvimento social e econômico. Mais do que uma aspiração, a educação profissional e tecnológica é uma alavanca de crescimento para o país. Além de ser estratégia econômica, é também uma política de equidade, inclusão e mobilidade social”, afirmou. 

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O secretário ressaltou pesquisas que revelam superioridade de 20% na renda média entre jovens formados em cursos técnicos em comparação aos que concluem o ensino médio tradicional. Segundo Cabral, a formação técnica é uma resposta concreta às transformações globais e às necessidades locais. Por isso, sua expansão tem sido uma prioridade do governo federal. “A lógica é simples e poderosa: usar os frutos da responsabilidade fiscal para cumprir um dever ainda maior, ligado à oferta da educação de qualidade e ao futuro do Brasil. Investir na EPT é investir no Brasil real, o Brasil que trabalha, que cria, que quer crescer”, disse Rodolfo. 

Expansão O secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli, afirmou que a vantagem do Juros por Educação é trabalhar a questão qualitativa, “como a melhoria de laboratórios, de infraestrutura e a capacitação de pessoal, com inclusão e equidade”.  

Bregagnoli explicou que o programa prevê a aplicação de 60% de recursos em EPT e os outros 40% em investimentos em outras áreas, tais como como educação infantil, saneamento e habitação. “O Propag vai além da EPT, pois aborda outras áreas e pode ser desenvolvido em parceria com diversas instituições em âmbito local”, afirmou. 

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A subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro Nacional, Suzana Teixeira, encerrou a mesa abordando o uso dos recursos e detalhando de que forma os estados podem utilizar o programa, contribuindo para a sustentabilidade financeira e o crescimento equilibrado dos estados. “O Propag é um refinanciamento que vem de maneira muito estruturante, e não prevê simplesmente o alongamento da dívida. Na verdade, ele dá a possibilidade ao gestor de abrir mão desse recurso para pagar juros para investir no Estado. O próximo passo é destinar os recursos para colher resultados junto à sociedade”, resumiu a gestora.  

Programação As atividades se estendem durante dois dias de evento com painéis, oficinas e reuniões. Participam do seminário gestores estaduais de Educação, técnicos do MEC, representantes de ministérios parceiros, instituições e especialistas em políticas públicas educacionais.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec

Fonte: Ministério da Educação

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Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.

“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.

Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.

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Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.

A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.

Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.

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Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.

Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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