EDUCAÇÃO
MEC discute promoção da equidade na educação do MT
Educação e equidade: o papel das políticas educacionais na redução das desigualdades. Esse foi o tema do 17º Fórum da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de Mato Grosso (Undime/MT), que está sendo realizado nos dias 27 e 28 de março e conta com a participação do Ministério da Educação (MEC). O evento ocorre no Complexo Canaã, no município de Nobres (MT).
Participam do fórum dirigentes municipais de educação, gestores públicos, especialistas e representantes de diversas esferas do governo e da sociedade civil. O objetivo é debater estratégias para fortalecer a educação pública, garantir inclusão e equidade e reduzir desigualdades raciais e sociais por meio de políticas educacionais eficazes.
Nesta quinta-feira, 27 de março, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Zara Figueiredo, participou da mesa de abertura e apresentou a palestra “A importância de políticas educacionais que reduzam as desigualdades raciais e sociais e o compromisso de todos”. A mediadora foi Gonçalina Eva Almeida de Santana, assistente social do município de Nossa Senhora do Livramento (MT).
Na palestra, Zara reforçou a necessidade de políticas educacionais que reduzam desigualdades raciais e sociais no Brasil. “A importância da política educacional é todos os gestores entenderem que enfrentamento da desigualdade e do analfabetismo, educação escolar indígena, do campo e educação inclusiva não é discricionário, é obrigatório. Cada um de vocês tem nas mãos a possibilidade de mudar a história”, afirmou a secretária, abordando os desafios estruturais e os caminhos para garantir equidade na educação, com destaque para a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e para ações voltadas à educação do campo, indígena e quilombola.
Políticas públicas – A representante do MEC destacou que a Pasta tem investido tanto no desenvolvimento de políticas quanto no fortalecimento de sua implementação, enfrentando barreiras como a assimetria federativa e os desafios de gestão. Entre as iniciativas citadas, destacou-se o aumento dos fatores de ponderação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a educação de jovens e adultos (EJA), a educação especial, a educação indígena e a educação quilombola, visando ampliar o financiamento dessas modalidades de ensino.
Outro ponto abordado foi o combate ao analfabetismo, com destaque para os dados alarmantes: mais de 11 milhões de pessoas ainda não sabem ler e escrever no país, e mais de mil municípios não oferecem nenhuma modalidade de EJA. Além disso, Zara alertou para o fechamento de quase 20 mil escolas do campo nos últimos dez anos, evidenciando a necessidade de uma articulação política mais robusta para garantir acesso à educação em áreas rurais. A secretária também enfatizou a importância da formação de professores e da governança intersetorial para fortalecer políticas educacionais inclusivas.
Fórum – O evento reuniu gestores educacionais de todo o estado e reforçou o papel do MEC na formulação de políticas públicas que promovam justiça social e acesso igualitário à educação. Outros temas abordados nesta quinta-feira foram: educação em tempo integral – benefícios e desafios; importância da busca ativa para a inclusão e a permanência dos alunos na escola; e governança colaborativa e a qualidade da educação.
A programação na sexta-feira, 28 de março, contará com palestras sobre os seguintes temas: educação inclusiva no século XXI – o desafio de todos; Novo PAR – o novo ciclo do plano de ações articuladas e a importância do planejamento para uma educação com qualidade e equidade; gestão curricular – reflexões e práticas possíveis no cenário atual; regime de colaboração e a relação entre a SEDUC e os munícipes – caminhos para uma educação de qualidade.
Ainda será apresentado, na sexta (28), o balanço de gestão da Diretoria Executiva, relativo ao biênio 2023/2025. Haverá também a eleição e a posse da nova Diretoria Executiva do Conselho Fiscal e do Conselho de Nacional de Representantes dos Delegados Titulares e Suplentes para o biênio 2025/2027.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC fará seminário sobre política de educação superior
Com o intuito de construir diretrizes para a formulação da Política Nacional de Educação Superior (Pneds), o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), promoverá o Seminário Pneds, com o tema “Educação Superior como Política de Estado: fundamentos, objetivos e compromissos institucionais”. O objetivo é escutar especialistas e a sociedade para a elaboração da política, com ênfase na diversidade, equidade e inclusão. O encontro ocorrerá na sexta-feira, 17 de abril, das 8h às 13h (horário de Brasília), no Plenário do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília (DF).
Estão confirmadas as presenças do secretário de Educação Superior, Marcus David; da secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo; da diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Sesu, Lucia Pellanda; e do diretor de Políticas de Acesso à Educação Superior, Adilson Carvalho. A mediação será feita pelo coordenador-geral de Políticas Estudantis da Sesu, Artur Araujo.
O evento contará também com a presença de estudantes, docentes e técnicos-administrativos, gestores de instituições de educação superior, pesquisadores, especialistas, representantes de movimentos sociais, da sociedade civil e de órgãos governamentais e de participação social. O seminário integra uma série de atividades de escuta, com participação social, que estão acontecendo desde agosto de 2025, visando à formulação da política.
A programação conta com as palestras “Educação Superior Indígena: diversidade sociocultural e políticas educacionais” e “Povos Quilombolas e Educação Superior: reconhecimento, inclusão e justiça educacional”. Essa última discutirá a educação superior a partir do reconhecimento dos direitos dos povos quilombolas, da valorização de seus saberes tradicionais e epistemologias próprias, da necessidade de revisão curricular, incluindo disciplinas obrigatórias, metodologias inclusivas e estratégias institucionais para o enfrentamento da reprovação, evasão e abandono.
Outra palestra será “Relações Étnico-Raciais e Educação Superior: desafios e perspectivas institucionais”. Nela, será analisada a educação das relações étnico-raciais na educação superior, com ênfase na incorporação de epistemologias negras nos currículos, na obrigatoriedade de disciplinas específicas e no enfrentamento de práticas acadêmicas excludentes que naturalizam a reprovação e aprofundam desigualdades, especialmente para estudantes cotistas e negros.
A programação inclui, ainda, a palestra “Pessoas com Deficiência na Educação Superior: acessibilidade, inclusão e responsabilidade institucional”, que abordará a inclusão de pessoas com deficiência na educação superior, com foco na acessibilidade, revisão de práticas avaliativas, metodologias de ensino inclusivas e superação da cultura acadêmica que associa qualidade à exclusão, com responsabilização institucional pelos resultados acadêmicos e pelo sucesso estudantil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
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