EDUCAÇÃO
MEC debate impactos das mudanças climáticas nas escolas
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), participou de audiência pública sobre o impacto das mudanças climáticas no ambiente escolar. O debate ocorreu na Subcomissão Especial de Climatização nas Escolas Públicas da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 18 de junho. Na ocasião, a pasta apresentou dados da atual situação das escolas públicas e falou da construção de um plano de ação para consolidação da educação ambiental nos currículos e para enfrentamento das mudanças climáticas pelas comunidades escolares.
A coordenadora-geral de Educação Ambiental para a Diversidade e Sustentabilidade do MEC, Viviane Vazzi Pedro, lembrou que o MEC já promove um diálogo com as escolas, visando garantir o bem-estar físico, emocional e social dos alunos em emergências climáticas. “Estamos preparando as nossas escolas para que elas sejam resilientes. O MEC coordena uma política e atua de maneira supletiva, mas precisa da adesão das redes”, ressaltou.
“A educação ambiental voltou a constar no Censo Escolar apenas no ano passado. Para termos ideia, no início dos anos 2000, tínhamos uma média de escolas que faziam educação ambiental acima de 90%. Hoje, essa média é de 67,3%. Uma queda grande. Por isso, o MEC está criando uma política e é importante todo apoio, ainda mais diante do agravamento das necessidades de infraestrutura, a partir das ondas de calor frequentes”, completou Viviane.
Ainda segundo a coordenadora-geral, atualmente, 2,5 milhões de alunos frequentam escolas com temperaturas pelo menos três graus mais altos do que deveriam, e apenas 34% das salas de aula são climatizadas. Considerando as redes de ensino, 31% das escolas estaduais e 35,5% das municipais têm infraestruturas climatizadas. “O que os estudantes têm dito é que a situação não requer só climatização, mas também a necessidade de ‘desemparedar’ e ‘desconcretar’ as escolas. Por isso, defendemos que a educação ambiental seja aprovada no Novo Plano Nacional de Educação (PNE) para todos os níveis, e em breve lançaremos essa política e já convocaremos as redes para aderirem”, concluiu.
Subcomissão – O órgão foi criado em 8 de maio, com previsão de funcionamento por 180 dias. O objetivo do colegiado é discutir, analisar e propor soluções para a climatização das escolas públicas, com foco na melhoria do ambiente escolar por meio de ações e políticas públicas que garantam conforto térmico, favorecendo o rendimento acadêmico, a concentração e o bem-estar de estudantes e profissionais da educação. No início deste mês, foi aprovado o plano de trabalho da subcomissão, que realizará audiências públicas, visitas técnicas e levantamentos de dados sobre a infraestrutura térmica das escolas, além de analisar pesquisas e propor diretrizes para programas de climatização.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC se reúne com Ministério da Educação Superior de Cuba
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, reuniu-se nesta quarta-feira, 22 de abril, em Brasília (DF), com o ministro da Educação Superior de Cuba, Walter Baluja García, para discutir o fortalecimento da cooperação educacional entre os dois países. O encontro abordou iniciativas conjuntas nas áreas de educação superior, mobilidade acadêmica, pesquisa e políticas públicas educacionais, incluindo a alimentação escolar.
Por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério de Educação Superior da República de Cuba (MEC-Cuba) assinaram uma carta de compromisso para o lançamento de novos editais, em abril de 2026, do Programa Cátedra Jorge Amado. Os editais promoverão o intercâmbio de estudantes e pesquisadores brasileiros e cubanos nas modalidades de cátedra, doutorado sanduíche e pós-doutorado, incentivando a pesquisa em cultura e literatura, além de contribuir para a formação de professores e cientistas.
Na ocasião, foram apresentadas também as ações de implementação do plano de ação elaborado em seguimento ao 1º Encontro de Alto Nível Brasil-Cuba sobre Políticas Públicas em Proteção Social, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. O plano é de autoria conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao MEC, e será executado por meio de cooperação trilateral (Brasil-FAO-Cuba).
Os objetivos do plano contemplam medidas voltadas à qualificação da alimentação escolar, incluindo a diversificação nutricional dos cardápios com base em alimentos frescos, locais e sazonais; o fortalecimento da infraestrutura das unidades escolares para o preparo adequado das refeições; e a implementação e consolidação de hortas escolares pedagógicas, contribuindo para a formação de hábitos alimentares saudáveis.
Além disso, prevê a disponibilização de insumos, materiais e sistemas de apoio à produção, bem como o desenvolvimento de guias metodológicos para docentes, de modo a assegurar a sustentabilidade e a replicabilidade das ações. Nesse modelo, adicionalmente, os países estudam a elaboração de um plano de ação para aquisição e elaboração de livros e materiais didáticos.
Durante a reunião, também foram destacadas oportunidades para ampliar a troca de experiências entre instituições de ensino e promover a formação de estudantes e pesquisadores, por meio de programas de mobilidade acadêmica, projetos de pesquisa conjuntos e iniciativas de cooperação voltadas ao desenvolvimento científico e educacional. Os ministros trocaram, ainda, perspectivas sobre desafios comuns na educação superior, como a formação de professores, modernização de materiais didáticos e ampliação de oportunidades para estudantes.
Participaram do encontro o assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Felipe Heimburger; e, compondo a delegação cubana, o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo, a diretora de Relações Internacionais, Maria Victoria Villavicencio, e a conselheira da Embaixada de Cuba, Indira Herrera Yera. Também estiveram presentes representantes de secretarias do MEC; da Capes; do FNDE; da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); e da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Relação bilateral – A cooperação educacional entre Brasil e Cuba tem como foco a formação de recursos humanos de alto nível, o intercâmbio acadêmico e o desenvolvimento de pesquisas conjuntas entre instituições de ensino superior dos dois países.
A relação começou a se estruturar em 2007, com a criação de programas específicos voltados à qualificação de docentes e pesquisadores cubanos em universidades brasileiras. Entre os principais instrumentos dessa parceria estão os programas Capes/MES-Cuba – Docentes e Capes/MES-Cuba – Projetos.
O primeiro programa é voltado à formação individual de professores universitários cubanos, oferecendo bolsas para doutorado-sanduíche e pós-doutorado no Brasil, com benefícios como mensalidade, auxílio deslocamento, auxílio instalação e seguro saúde. Já a modalidade Projetos apoia o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa entre instituições de ensino superior brasileiras e cubanas, com financiamento para missões de trabalho, bolsas acadêmicas e atividades de cooperação científica nas diversas áreas do conhecimento.
Em 2024, a Capes e o Ministério da Educação Superior de Cuba firmaram um novo acordo de cooperação e dois planos de trabalho que viabilizaram a retomada dessas iniciativas, ampliando as oportunidades de mobilidade acadêmica e de colaboração científica entre os países. Outro destaque recente da parceria é a criação da Cátedra Jorge Amado, iniciativa desenvolvida em cooperação com a Universidade de Havana.
Além dessas iniciativas, Cuba também participa do Programa de Estudantes-Convênio, nas modalidades pós-graduação (PEC-PG), que oferece oportunidades de formação em cursos de pós-graduação no Brasil, e graduação (PEC-G), que permite a realização de cursos completos de ensino superior em universidades brasileiras sem cobrança de mensalidades.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria para Assuntos Internacionais (AI)
Fonte: Ministério da Educação
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