EDUCAÇÃO

MEC celebra dois anos da Lei dos Conselhos Escolares

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O Ministério da Educação (MEC) promoveu, nesta sexta-feira, 1º de agosto, uma webconferência para celebrar os dois anos da Lei nº 14.644/2023, conhecida como a Lei dos Conselhos Escolares. A norma alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) para instituir os conselhos escolares e os fóruns dos conselhos escolares no Brasil, consolidando os avanços da gestão democrática no ensino público, com foco na ampliação da participação da comunidade escolar e local nas decisões das unidades educacionais. O evento, realizado pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, foi transmitido pelo canal do MEC no YouTube. 

“É um dia simbólico e histórico, que marca os dois anos da lei que representa um verdadeiro divisor de águas para a educação básica pública brasileira. Essa legislação inovadora e necessária inscreve de maneira definitiva os conselhos escolares como órgãos colegiados nas unidades escolares e institui os fóruns dos conselhos escolares como espaços coletivos para o fortalecimento da gestão democrática nos sistemas de ensino“, destacou o coordenador-geral de Formação de Gestores Técnicos da Educação Básica do MEC, Roberto Júnior.  

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Ainda segundo o coordenador, a medida representa uma jornada coletiva. “Essa conquista é fruto de uma luta contínua, construída com diálogo, escuta ativa, articulação institucional e sobretudo com o reconhecimento de que a qualidade da educação passa necessariamente pela participação das comunidades escolar e local nas decisões cotidianas das nossas escolas”, completou. 

O secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, Gregório Grisa, reforçou que a escola de qualidade “pode e deve ser construída por todos e todas”. “Buscamos incentivar práticas participativas, promover a corresponsabilidade nas decisões escolares, valorizar a escuta das famílias, tornar mais efetiva a conexão entre a escola e a comunidade. Estamos certos de que a consolidação de uma escola pública com qualidade e socialmente referenciada depende da atuação articulada de todos nós”, afirmou. 

A deputada Luiza Erundina, autora do projeto de lei que resultou na Lei n° 14.644/2023, ressaltou que a gestão democrática é um princípio previsto na Constituição e destacou que as iniciativas implementadas pelo MEC vão possibilitar que estados e municípios incorporem as mudanças realizadas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). “Vejo com otimismo essas iniciativas e considero fundamental que a educação pública conte com todos os dispositivos legais para assegurar a participação dos cidadãos na democracia”, declarou. 

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LançamentoDurante a webconferência, foi lançado o curso Trilhas da gestão democrática: do conselho ao fórum dos conselhos escolares. A formação terá 60 horas de duração e será ofertada por meio da plataforma Avamec. A iniciativa reafirma o compromisso do MEC com a promoção da gestão democrática nas escolas públicas e é voltada a técnicos das secretarias de educação e conselheiros escolares  entre eles educadores, familiares e estudantes. 

A proposta do curso é fortalecer os conselhos escolares como espaços legítimos de participação, diálogo e corresponsabilidade, estimulando a aproximação entre escola e comunidade e incentivando a atuação ativa das famílias na vida escolar. Por meio de módulos temáticos e atividades avaliativas, o conteúdo aborda desde a constituição e o funcionamento dos conselhos até a importância dos fóruns de conselhos escolares como instâncias de articulação e fortalecimento da gestão colegiada. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

MEC fará seminário sobre política de educação superior

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Com o intuito de construir diretrizes para a formulação da Política Nacional de Educação Superior (Pneds), o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), promoverá o Seminário Pneds, com o tema “Educação Superior como Política de Estado: fundamentos, objetivos e compromissos institucionais”. O objetivo é escutar especialistas e a sociedade para a elaboração da política, com ênfase na diversidade, equidade e inclusão. O encontro ocorrerá na sexta-feira, 17 de abril, das 8h às 13h (horário de Brasília), no Plenário do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília (DF). 

Estão confirmadas as presenças do secretário de Educação Superior, Marcus David; da secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo; da diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Sesu, Lucia Pellanda; e do diretor de Políticas de Acesso à Educação Superior, Adilson Carvalho. A mediação será feita pelo coordenador-geral de Políticas Estudantis da Sesu, Artur Araujo. 

O evento contará também com a presença de estudantes, docentes e técnicos-administrativos, gestores de instituições de educação superior, pesquisadores, especialistas, representantes de movimentos sociais, da sociedade civil e de órgãos governamentais e de participação social. O seminário integra uma série de atividades de escuta, com participação social, que estão acontecendo desde agosto de 2025, visando à formulação da política. 

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A programação conta com as palestras “Educação Superior Indígena: diversidade sociocultural e políticas educacionais” e “Povos Quilombolas e Educação Superior: reconhecimento, inclusão e justiça educacional”. Essa última discutirá a educação superior a partir do reconhecimento dos direitos dos povos quilombolas, da valorização de seus saberes tradicionais e epistemologias próprias, da necessidade de revisão curricular, incluindo disciplinas obrigatórias, metodologias inclusivas e estratégias institucionais para o enfrentamento da reprovação, evasão e abandono.  

Outra palestra será “Relações Étnico-Raciais e Educação Superior: desafios e perspectivas institucionais”. Nela, será analisada a educação das relações étnico-raciais na educação superior, com ênfase na incorporação de epistemologias negras nos currículos, na obrigatoriedade de disciplinas específicas e no enfrentamento de práticas acadêmicas excludentes que naturalizam a reprovação e aprofundam desigualdades, especialmente para estudantes cotistas e negros. 

A programação inclui, ainda, a palestra “Pessoas com Deficiência na Educação Superior: acessibilidade, inclusão e responsabilidade institucional”, que abordará a inclusão de pessoas com deficiência na educação superior, com foco na acessibilidade, revisão de práticas avaliativas, metodologias de ensino inclusivas e superação da cultura acadêmica que associa qualidade à exclusão, com responsabilização institucional pelos resultados acadêmicos e pelo sucesso estudantil.  

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu

Fonte: Ministério da Educação

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