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MEC celebra Dia Internacional da Matemática

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Nesta sexta-feira, 14 de março, o Ministério da Educação (MEC) celebra o Dia Internacional da Matemática, data criada pela proclamação na 40ª Conferência Geral da Unesco, realizada em novembro de 2019. A comemoração, porém, já era comum em muitos países como o Dia do Pi (π), constante matemática iniciada com 3,14, o que remete a 14/3. 

A celebração reafirma a importância desse componente curricular na ciência e na sociedade e o compromisso do MEC em assegurar uma educação matemática de qualidade para todos, superando a percepção comum de que a matemática é para poucos.  

Uma aprendizagem abaixo da média em matemática pode comprometer tanto a trajetória escolar dos estudantes quanto sua futura vida profissional refletindo na economia do país. Isso porque o conhecimento matemático aprimora as habilidades relacionadas ao pensamento lógico, à resolução de problemas complexos e à identificação de padrões e tendências. 

No contexto brasileiro, o baixo desempenho dos estudantes nessa disciplina é persistente ao longo de toda a educação básica, e a evolução da aprendizagem no 9º ano do ensino fundamental está estagnada nas últimas sete edições do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Para enfrentar essa realidade, o MEC realizará um amplo diagnóstico sobre a educação matemática, a partir da escuta de professoras e professores. 

No dia 17 de março de 2025, terá início a Escuta Nacional de Professores que Ensinam Matemática. Podem participar docentes da educação básica que ensinam matemática nas escolas de ensino fundamental anos iniciais; ensino fundamental anos finais; ensino médio; e educação profissional e tecnológica. A Escuta seguirá até 28 de março, para coletar respostas dos professores sobre seu perfil profissional, demandas formativas, práticas pedagógicas, desafios para o ensino, visões sobre currículo e estratégias de avaliação. 

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A iniciativa visa garantir a melhoria contínua dos resultados de aprendizagem dos estudantes ao longo da educação básica. Depois de ouvir os professores da área, o MEC vai trabalhar para desenvolver ações e estratégias que promovam o aprimoramento do ensino e da aprendizagem do componente. 

OBMEP – Criada em 2005, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas é um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras. A OBMEP é realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), sendo promovida com recursos do MEC e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Para a realização da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), a ser realizada em 2025, o MEC investiu R$ 38,9 milhões. 

As inscrições estão abertas até 17 de março. Ter um bom desempenho na competição é um dos requisitos para o ingresso no Impa Tech, o primeiro curso de graduação do Impa, no Rio de Janeiro (RJ). O curso de bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação foi inaugurado em abril de 2024 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; pelo ministro da Educação, Camilo Santana; e pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Em 2024, essa graduação teve 80% das vagas destinadas a estudantes que tiveram melhor desempenho em cinco olimpíadas do conhecimento — entre elas, a OBMEP. 

A competição tem como objetivos: estimular e promover o estudo da matemática; contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, possibilitando que um maior número de estudantes brasileiros possa ter acesso a material didático de qualidade; e identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades nas áreas científicas e tecnológicas.     

Os estudantes da rede pública e privada recebem medalhas de ouro, prata e bronze, bolsas de iniciação científica e certificados de menção honrosa. Já os professores ganham um diploma e um livro de apoio para formação matemática. As escolas são premiadas com kits esportivos, material didático e troféus. 

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Impa Tech O Impa Tech é gratuito e pretende capacitar os estudantes com uma formação teórica e prática sólida em Matemática da Tecnologia e Inovação para terem sucesso no mercado de trabalho. Localizado estrategicamente no Porto Maravalley, hub de inovação da cidade, e instalado em uma sede completamente reformada pela prefeitura do Rio de Janeiro, o instituto proporcionará aos alunos um ambiente cercado de startups e empresas de tecnologia, contribuindo para o desenvolvimento de novas tecnologias.    

OPMbr – A 1ª Olimpíada Brasileira de Professores de Matemática do Ensino Médio (OPMbr)foi realizada em 2024 e contou com o apoio do MEC e do MCTI. A competição teve como objetivos: estimular o ensino da matemática no Brasil; identificar e propagar boas práticas no ensino da disciplina; identificar talentos entre os professores e incentivar o ingresso em áreas científicas e tecnológicas; entre outros. 

Escolhidos entre 67 finalistas, os 10 professores premiados com medalha de ouro ganharam uma viagem para conhecer o sistema educacional da China, país classificado entre os melhores no ensino de matemática no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Além dos medalhistas de ouro, nove professores ganharam medalha de prata, enquanto 48 receberam a de bronze. Entre os medalhistas, 38 são vinculados à rede estadual; 14 são de escolas particulares; 11 da rede federal; e 4 da municipal. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.

“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.

Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.

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Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.

A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.

Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.

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Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.

Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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