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MEC apresenta ações para o RS em encontro com prefeitos

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O Ministério da Educação (MEC) apresentou a gestores municipais nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, as ações da pasta para a recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes em 2024. Foram detalhadas as iniciativas do Ministério e o repasse de cerca de R$ 360 milhões de reais para a recuperação do estado. A apresentação ocorreu durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas (ENPP), realizado em Brasília (DF). 

O secretário-executivo adjunto do MEC, Gregório Grisa, participou da mesa “Recuperação do Rio Grande do Sul e seus desafios – aprofundando o diálogo interfederativos”.  Grisa informou que foram liberados por três medidas provisórias cerca de R$ 490 milhões. Desse total, R$ 360 milhões foram empenhados, o que representa 73%. Os recursos foram destinados a alimentação escolar, à limpeza das escolas por meio do programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para reformas, reconstruções, compra de mobiliário e equipamentos, recomposição de acervos, recomposição de ônibus escolares e para a retomada das atividades de universidades e institutos federais. 

Grisa reforçou a necessidade de os gestores municipais adotarem ações para que a União destine aos entes os recursos empenhados. “Queremos convidar os gestores e novos secretários a adotarem medidas que vão permitir o pagamento dos recursos por parte da União. Essa é a dinâmica do funcionamento dos programas. Por exemplo, para o pagamento dos valores destinados a reconstrução de escolas, precisamos que os municípios apresentem o projeto para a Caixa [Econômica Federal] para dar início à ordem de serviço. Do contrário, não conseguimos pagar”, acrescentou.   

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O secretário também enfatizou a mobilização do governo federal desde o início da calamidade. “A ação coordenada do governo federal, que envolveu diversos ministérios, foi algo inédito. Nunca vi nada parecido.” Ele recordou a cronologia das ações interministeriais e destacou a velocidade da resposta federal.  

Sobre a atuação do MEC, afirmou que a velocidade na identificação dos problemas e a articulação com dirigentes municipais foram fundamentais. “Abrimos no Simec [Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle] um espaço de diagnóstico, para que os gestores escolares apontassem os principais problemas enfrentados em suas escolas. A comunicação com a Undime [União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação] foi essencial para articular nossas ações, acelerar os processos e auxiliar com mais celeridade”, contou. 

A mesa sobre ações do governo federal no Rio Grande do Sul foi coordenada pela Casa Civil da Presidência da República e reuniu representantes dos ministérios da Saúde; da Integração e Desenvolvimento Regional; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e da Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. 

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Ações do MEC Desde o início da calamidade, o MEC acompanhou e agiu para socorrer as vítimas e garantir o retorno à normalidade. Em maio, o ministro Camilo Santana visitou a região e se reuniu com autoridades gaúchas. Ao longo do tempo, também houve atendimento a vítimas em hospitais universitários; acolhimento a desabrigados em universidades e institutos federais; flexibilização do calendário escolar; criação de grupo no WhatsApp com secretários de Educação do RS; isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para moradores do RS; reabertura das inscrições do Enem para residentes no estado; entre outras ações.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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